Ainda sou do tempo: Herman José
Mostrar mensagens com a etiqueta Herman José. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Herman José. Mostrar todas as mensagens

domingo, 9 de setembro de 2018

... do Mike e do Melga

domingo, setembro 09, 2018 0
... do Mike e do Melga

Foram duas personagens do mítico programa Herman Enciclopédia, que puseram um país inteiro a dizer "Fantástico, Melga".

A RTP queria o Herman de volta aos programas de sketches, para combater a SIC, e foi assim que estreou em 1997 o Herman Enciclopédia. Transmitido às terças feiras, em pleno horário nobre, o programa demorou a encontrar o seu espaço, mas rapidamente começou a conquistar o público português, que se rendeu à qualidade do elenco e da equipa criativa.

Apesar de não ter sido um vencedor nas audiências, a prova da popularidade do programa estava na rua, e nas pessoas que repetiam os bordões que ouviam por lá. E dois dos mais populares eram a dupla formada por Herman José e José Pedro Gomes, o primeiro era Melga, um vendedor de televendas, enquanto que o último era Mike, o seu sidekick entusiasta.

Numa altura em que já conhecíamos este tipo de programas, emitidos de madrugada, , não podíamos deixar de rir com o quão fiel isto era, mas tudo de uma forma mais absurda, claro. Desde os produtos apresentados, até ao facto de que o movimento dos lábios estava completamente dessincronizado com o que ouvíamos.

Nuno Markl escreveu alguns dos sketchs desta dupla, que ficou na memória de todos pelo entusiasmo de Melga e os seus "Espera, há mais" e a animação do Mike e o seu "Fantástico, Melga.".

















quarta-feira, 19 de março de 2014

Entrevista.. Herman José

quarta-feira, março 19, 2014 0
Entrevista.. Herman José

Mais um dia de estreias no Blog, a primeira entrevista a uma personalidade que marcou a nossa vida de uma forma ou de outra, e não havia melhor forma de começar do que com o meu humorista preferido, o grande Herman José. Uma entrevista curta que amavelmente concedeu para todos os que visitam o blog ficarem a saber um pouco sobre os programas que gostávamos de ver nos anos 80 e 90.

 - Como percebeu que o que queria seguir era algo relacionado com o mundo do espectáculo?

Desde os quatro anos que só me sentia bem no palco, ainda nos tempos do jardim infantil. Estava traçado o destino !

- Após várias peças de teatro e espectáculos musicais, é convidado por Nicolau Breyner para a rábula Sr Feliz e Sr Contente, como surgiu essa oportunidade? Como encarou estar ao lado daquele veterano?

Pura sorte. O Nicolau descobriu-me no teatro em 1974, e foi uma felicidade imensa. Aos dezanove anos, o mundo só tem tons de cor de rosa !

 - A música está sempre presente na sua vida, Saca o Saca Rolhas, O Super-Homem Português e a canção do Beijinho são três temas que lhe trazem bastante sucesso, pensou em ficar somente pela área musical ou sempre teve a vontade também de representar/escrever textos de humor?

Só a música era muito redutor num pequeno País como Portugal. Daí a necessidade de alargar a outras áreas.



- Como era fazer essas viagens pelo País? O que sentia do público e o que o fazia continuar? 

Nos anos oitenta, uma forma de ganhar muito dinheiro, hoje em dia, uma forma de realização pessoal.

- Na década de 80 começam os seus programas de humor, o Tal Canal, Hermanias e Humor de Perdição. Se puder descrever cada um deles, quais as palavras que utilizaria? 

Inconsciência, resiliência, e maturidade.

- Como era o seu processo criativo? 

Solitário e doloroso.

- Sempre se soube rodear de um bom grupo de actores, como fazia os convites para eles participarem nos seus programas? 

Tinha um único critério: qualidade artística e humana.

- Começou a ser habitual fazer os programas de final de ano da RTP, qual o que lhe deu mais gozo fazer? 

A uma grande distância dos outros: o “Crime Na Pensão Estrelinha”


- Começa também a fazer rádio na TSF e Rádio Comercial, como foi essa experiência? Quais as principais diferenças que notava em relação ao que já estava habituado? 

Rádio foi sempre uma paixão desde criança. Muitas das minhas personagens, começaram pela voz.

- O Casino Royal fugiu um pouco ao que o público já conhecia de si, como foi a aceitação do programa em termos de audiências? 

Na altura não foi um programa bem aceite. Estava dez anos à frente do seu tempo.

- Na década de 90 começou nos concursos, deu-lhe algum gozo fazer esse género de televisão? O que recorda mais de programas como a Roda da Sorte ou com a Verdade me enganas? 

Era um trabalho cansativo mas delicioso. A Roda da Sorte foi um êxito avassalador, e representa o meu auge em termos de popularidade.

- Ainda se lembra das reacções que teve ao último episódio da Roda da Sorte? Qual foi o feedback recebido? 

Foi de pura estupefacção. Nunca ninguém tinha destruído um cenário com uma “shot gun”.

- O Parabéns foi o programa que sempre quis fazer? Com entrevistas, momentos musicais e umas rábulas de humor pelo meio? 

Gostei mais do HERMAN 98, um talk show com uma Big Band feito ao vivo num teatro de Lisboa.

- Qual o episódio mais caricato da sua carreira de humorista nos diversos programas que apresentou? 

A Linda Reis a encarnar a princesa Diana, é o momento mais desconcertante da minha vida artística.

- Quais os programas/séries que mais o marcaram aquando da sua infância ou crescimento?

Tive dois ídolos: os Monty Python e o Benny Hill.






segunda-feira, 20 de agosto de 2012

... do Humor de Perdição do Herman José

segunda-feira, agosto 20, 2012 1
... do Humor de Perdição do Herman José

Sempre fui fã do Herman José, ainda nem tinha 10 anos quando começou a ser transmitido o programa Humor de Perdição, mas fiquei logo fã de mais este programa de um dos maiores comediantes de todo o mundo. Humor de Perdição era mais um programa com sketchs incorporados, em que a história principal mostrava os bastidores e a vida de pessoas que trabalham numa estação de Televisão, e que pelo meio tinha números musicais com personalidades famosas do nosso País.

O programa começou a ser transmitido em 1987 aos Domingos à noite e durava mais ou menos uma hora, nele tínhamos algumas rábulas permanentes como o desporto com o José Estebes ou as entrevistas histórias com o Vítor de Sousa como entrevistador e o Herman como entrevistado mascarado de alguma personalidade histórica. Essa parte do programa foi a que causou sempre mais polémica, as brincadeiras com personalidades importantes do nosso País causavam confusão e indignação por algumas pessoas de altos escalões Políticos e económicos de Portugal e levaram à censura de uma entrevista (à Rainha Santa Isabel) e ao cancelamento do programa em 1988 e que levou a um esfriar no relacionamento entre o humorista e a estação estatal.

Não que fossem demasiado graves, mas Portugal ainda estava a recuperar de décadas de censura e em alguns sectores da sociedade não se conseguia aceitar ainda que se retratasse D. Sebastião como Homossexual para dar um exemplo. Essas entrevistas eram escritas com a ajuda de Miguel Esteves Cardoso, já que o Herman escrevia o programa todo e pedia ajuda tanto nesta rábula como nas do Estebes para poder assim também filmar as suas cenas do programa. Era os tempos do Herman "bola", ele era muito gordo nesta altura mas que até ajudava às suas personagens, como a de Maximiana que tinha algum destaque neste programa.


Lembro-me de grandes momentos como os que o grande actor Artur Semedo aparecia numa cadeira de rodas a contracenar com a Rosa Lobato Faria ou com o Estebes, de ver um Virgílio Castelo muito novo a levar estalos constantes acompanhados de um "se cale" ou ainda de um Miguel Guilherme (também muito novo) como um completo fuinha.

Como em outras produções do Herman, isto tinha um grande elenco com nomes como Manuela Maria,   São José Lapa ou Lídia Franco a acompanhar outros nomes que eram presenças constantes ao lado do Herman.

Foram 12 episódios muito divertidos e que tinham logo no genérico a prova de que aquilo seria um programa muito irreverente, "perca a queca, mas não perca o Humor de Perdição". Considero isto um dos melhores trabalhos do humorista e espero que siga o caminho de outros programas dele e seja editado em DVD, será logo uma compra certa aqui para casa.














segunda-feira, 6 de agosto de 2012

... do Parabéns do Herman José

segunda-feira, agosto 06, 2012 2
... do Parabéns do Herman José

O Sábado à Noite era um dia importante para as estações generalistas, e a RTP decidiu no começo da década de 90 colocar lá uma das suas maiores estrelas, o humorista Herman José com um programa longo que conciliava entrevistas com passatempos e momentos de muito humor.

O programa Parabéns estreou em 1992, e a parte que devia ser o destaque do programa (o factor concurso) era sem sombra de dúvida o que menos se prestava atenção, tinha alguma piada ao final com os dados a cair por cima do público ali sentado mas o que nos interessava mesmo era os sketchs de humor com o Herman ou então as entrevistas que eram quase sempre bem interessantes.

Por ali passaram pessoas tão diferentes como Mário Soares, Sting ou Parodiantes de Lisboa e pelo meio também tínhamos direito a boa música, com convidados musicais de gabarito que iam desde os Xutos e Pontapés aos Taxi. Nesta altura o Herman tinha ainda algum jeito como entrevistador, ainda não dominava as respostas como quando passou para SIC e nem enxovalhava os seus convidados e por isso até gostava de ver essas entrevistas ou de as deixar a gravar.

O melhor do programa era o humor, e quando o Herman se lembrou de ser entrevistado pelo grande Vítor de Sousa no "Boião da Cultura", aí então a coisa ganhou proporções épicas. Ver o Herman como ventríquolo, estrela de cinema de acção, jogador de futebol e tantas outras personagens era ver um dos melhores humoristas de sempre em grande forma e esses sketchs deviam ser editados em dvd e serem assim preservados para toda a eternidade.














quarta-feira, 28 de março de 2012

... da Roda da Sorte

quarta-feira, março 28, 2012 0
... da Roda da Sorte


O programa Americano Wheel of Fortune é um dos maiores programas de sucesso a nível mundial, e no começo dos anos 90 Portugal teve direito à sua versão, A Roda da Sorte. Apresentado pelo maior humorista nacional, Herman José, o programa divertia as pessoas nos finais de tarde mesmo antes do Telejornal e teve bastante sucesso entre o público tendo durado 3 anos até ao seu final épico em 1993.

Com o apoio de Cândido Mota e Ruth Rita, Herman usava do seu humor para deixar os concorrentes à vontade e para prender a atenção do público em casa e no estúdio (um público que seguiu o Herman durante vários anos). O programa era básico, existiam uns Puzzles os quais os concorrentes tinham que resolver como se fosse um jogo da forca. Eles rodavam a roda, escolhiam uma letra e depois iam tentando adivinhar que palavra era, um daqueles jogos que nós em casa também participávamos porque íamos tentando adivinhar a palavra também.

Chegou a existir um jogo de tabuleiro e tudo, para quem quisesse treinar os seus conhecimentos em casa, lembro-me que tinha notas como o Monopólio e tudo. O programa tanto podia cair na monotonia, como podia ser algo super divertido com as loucuras do apresentador, em especial no último programa em que ele decidiu ir vestido a caçador e com uma caçadeira para atirar sobre o estúdio e os prémios que a Singer oferecia.



Existiram enormes reclamações de uma fatia do público, na verdade o mais velho que nunca o compreendeu, devido a estar a atirar contra electrodomésticos quando se via que os mesmos eram carcaças ou velhos sem utilidade. A menina que virava as letras não era uma estampa, e estava sempre calada ao contrário do Mota que ria constantemente das chalaças do Herman enquanto tentava mandar uma ou outra "piada".

O programa voltou décadas mais tarde à Sic mas sem uma fracção do sucesso, uma pena já que acho que o programa em si é bem divertido e educativo. Na altura, o Herman continuou em cena com um programa novo, o "com a verdade me enganas" do qual falarei outro dia.