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sábado, 11 de janeiro de 2020

... do filme Best of the Best - Momento da Justiça

sábado, janeiro 11, 2020 0
... do filme Best of the Best - Momento da Justiça

Um dos últimos filmes, de sucesso, sobre artes marciais da década de 80.

O filme estreou no cinema em 1989, e no começo da década de 90 era uma das K7's de VHS mais trocadas pelo pessoal do recreio, e o final do filme um dos mais falados e comentados por todos nós. Mas não se deixem enganar, o filme é xunga e cheio de clichés, existem pelo menos umas 6 montagens musicais com pessoal a treinar, más interpretações, e coisas lamechas para agradar as meninas que fossem enganadas para ver este filme.

Dois nomes saltam para a frente neste elenco, o canastrão Eric Roberts, e o mítico James Earl Jones. Um faz de herói underdog, um lutador veterano com uma lesão antiga mas que mesmo assim é escolhido pela selecção Norte Americana para o mundial de Karaté, e outro é o treinador mal disposto, duro, mas com um coração mole que treina para a vitória, mas que se derrete com os problemas pessoais dos seus lutadores.

O filme mostrava então a selecção da Koreia e dos Estados Unidos a escolherem os lutadores que as iriam representar num torneio histórico, onde os orientais eram sempre vencedores. Os clichés começavam logo na equipa dos EUA, tínhamos um Cowboy gordo e arrogante, Travis Brickley (Chris Penn), um Americano com ascendência oriental e um talento enorme para as artes marciais na pele de Tommy Lee (Philipe Ree), um Italo-Americano para cumprir as quotas das minorias num papel com poucas falas para Sonny Grasso (David Agresta), ou um intelectual calmo e espiritual na pele de Virgil Keller (John Dye).





Para completar a equipa tínhamos então o veterano Alexander Grady do Eric Roberts, que passa por uma tragédia pessoal a meio dos treinos, e mesmo assim consegue uma brilhante exibição na final, e mesmo com um ombro incapacitado consegue vencer o seu combate deixando-nos ao rubro.

Tommy Lee também é assolado pela tragédia, já que o seu adversário na final tinha morto o seu irmão num campeonato há muitos anos, e Tommy tinha assistido a tudo, mesmo sendo ainda uma criança. Assistimos a diversos flashbacks e a um momento introspectivo em que ele anda de mota ao som de uma música lamechas. Na final tem a hipótese de se vingar e matar o seu adversário, mas resiste a essa tentação mesmo que isso signifique a derrota dos EUA.

Mas essa derrota ajudou a que o filme ficasse ainda mais épico, para além de ser o oposto do que esperávamos (a vitória clara dos Americanos), leva a um final emocionante onde os adversários Coreanos decidem entregar as suas medalhas de Ouro aos Americanos por causa da sua índole moral e comportamento durante as lutas. Aww...

O filme deu azo a 3 sequelas, uma pior que a outra. Na segunda ainda vemos 3 membros do elenco original, o Roberts, o Ree e o Penn, e o argumento deste segundo filme mostra que existe um coliseu underground onde existem lutas até à morte, e em que um lutador enorme e musculado acaba por matar o Travis numa dessas lutas. Mas isso não apaga o filme original, um daqueles filmes que é tão trash e mau, que acaba por dar a volta e tornar-se interessante.








sábado, 22 de junho de 2019

... do Indiana Jones

sábado, junho 22, 2019 0
... do Indiana Jones

Lembro-me de ver o Indiana Jones pela primeira vez na televisão, devia ser entre 1986/88, e fiquei logo fã da personagem. 

Raiders of the Last Ark estreou em 1981, e foi uma prova do amor de Steven Spielberg pelos seriados de aventura, ressuscitando esse género em Hollywood, depois de Indiana Jones ser um sucesso de bilheteira

O filme começava mostrando um aventureiro numa selva, entrando dentro de um templo para tentar roubar um ídolo de ouro. Este tem que enfrentar diversas armadilhas rústicas, com a ajuda da sua inteligência e do seu chicote, enquanto que ao fundo ouvimos uma música que dá ainda mais emoção à coisa toda. O que mais me recordo, foi do medo que tive quando o nosso herói e a sua parceira feminina se encontram num buraco escuro cheio de cobras, e tinham que arranjar forma de escaparem daquilo tudo e chegarem à superfície.

A história envolve ainda Nazis e a procura de uma arca sobrenatural que roça conteúdos religiosos, o que dá ao filme uma aura um pouco polémica para o que estávamos habituados a ver. Mas o que interessa é que aquilo tudo deu um excelente filme de aventuras, mais um belo filme da casa do Steven Spielberg e que rapidamente se tornou um marco e um dos nomes mais conhecidos da indústria cinematográfica. Um Harrison Ford em forma e carismático ajuda à coisa toda, as suas tiradas cómicas ajudavam a aliviar a acção da coisa, e nos prendia ainda mais à personagem.

Cenas como a bola de pedra a rolar para cima do Indiana ficaram na nossa mente e tornaram-se um ícone do cinema, assim como a troca do ídolo de ouro por um saco cheio de areia. O filme é cheio de peripécias, que acaba com elementos sobrenaturais a eliminarem os vilões da história e a pregarem-nos um grande susto

Foi uma pena o segundo filme seguir uma toada muito mais sombria, muito mais sóbrio e perder assim muito do espírito do primeiro. Enquanto que nos Salteadores da Arca Perdida os elementos sobrenaturais eram apenas um complemento ao plot, com a aventura em primeiro plano, no Templo Perdido a coisa inverte-se, e afasta assim aquele público adolescente e pré adolescente que tanto tinha vibrado com o primeiro filme.




Spielberg apercebe-se disso, e decide então terminar a trilogia com um filme mais leve e de regresso à toada de aventura, regada com humor, do primeiro filme. E foi assim que no final da década de 80 e começo da década de 90, todos nós vibrámos com o Indiana Jones e a grande Cruzada, um filme que tinha o bónus de ter o James Bond Sean Connery no papel de pai do nosso herói.

Tive algum material de merchandising deste filme, como um Dossier para a escola e um estojo, e gostei muito de ver o filme, já que este foi regado com muita acção, com aquela música maravilhosa sempre em destaque, e com bons momentos de humor. É impossível não rirmos com a cena em que Ford encontra-se com Adolph Hitler, e este autografa o seu livro, ou com os diálogos entre pai e filho que têm momentos bem engraçados entre os dois, enquanto trocam farpas sobre o passado do nosso herói.

Esta é outra coisa interessante do filme, temos muitas cenas que nos mostram mais sobre o passado do nosso herói, mostrando como ele usou o chicote pela primeira vez, como recebeu o chapéu de aventureiro ou como ficou com o medo patológico de cobras. O papel de Indiana Jones jovem era desempenhado pelo actor River Phoenix, e as cenas agradaram tanto o público que se produziu uma série de TV que mostrava as crónicas de um jovem Indiana Jones e várias graphic novels. Um herói que atravessou várias vertentes da comunicação social, já que até uma série de banda desenhada teve direito, publicado pela editora Marvel Comics e que teve algum sucesso.

É uma daquelas sagas históricas de Hollywood e que deve ser visionada por todos os fãs de bom cinema para se deliciarem com umas películas bem divertidas e cheias de acção.










quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

... do Rambo

quarta-feira, janeiro 30, 2019 0
... do Rambo

Uma das personagens mais marcantes do cinema, Rambo faz parte da galeria de heróis de acção, e tornou-se um símbolo dos anos 80.

Sylvester Stallone interpretou pela primeira vez esta personagem em 1982, e assim como com Rocky, o primeiro filme foi mais pessoal, com mais história e bastante elogiado pela crítica. A primeira aparição de John Rambo foi então em First Blood (Fúria do Herói), onde víamos um veterano do Vietname a sofrer com o seu regresso a casa.

Ao chegar a uma pequena cidade, sofre com a perseguição dos polícias locais, e acaba por ter que fugir e fazer com que toda a força policial fosse atrás de si. Neste filme a acção é menos explosiva, já que Rambo usa tácticas de guerrilha, usando o que encontra na floresta da cidade, existindo muito combate corpo a corpo, e mostrando como uma boa faca podia ser muito útil.

A faca de Rambo ficou famosa, todos queriam uma, e o visual do herói com uma fita na cabeça foi muito popular na década de 80. Não foi por isso de espantar que saísse uma sequela, o que veio a acontecer em 1985, e nesta segunda parte ele volta ao Vietname, para libertar uns prisioneiros de guerra. Neste filme, o nosso herói é mais violento, utiliza bastantes armas, e está bastante mais musculado.

Existia bastante merchandising à venda relacionado com a personagem, e por isso em 1988 sai mais uma película, onde o herói fica quase uma caricatura, com o exagero nas cenas de acção e explosões a torto e direito. Pelo meio existiu também uma série de desenhos animados, livros de banda desenhada e livros baseados na personagem.

Em 2008, Stallone ressuscitou a personagem, e o sucesso do filme fez com que já esteja a ser feito uma sequela.













quinta-feira, 22 de março de 2018

... dos Filmes do Herbie

quinta-feira, março 22, 2018 0
... dos Filmes do Herbie

Era um clássico da Primeira Matiné da RTP, um típico filme para ser transmitido ao domingo à tarde, e que faz assim parte do imaginário de muitos que cresceram na década de 80.

A Disney era mais conhecida pelos seus filmes de animação, mas também produzia filmes com actores de carne e osso, e dentro desses, apareceram uns em que a personagem principal era um carro, o Herbie. Tratava-se de um Volkswagen carocha, todo branco, com o número 53 pintado na lateral e frente do carro, e com umas riscas brancas, vermelhas e azuis a dividirem o veículo ao meio.

Mas o Herbie não era um carro normal, tinha uma mente própria e tomava decisões por si mesmo, para além de conseguir se movimentar sem condutor, e de ser um excelente concorrente em corridas de automóveis. O primeiro filme, Love Bug, estreou a 1968, e em 1974 surgiu a primeira sequela, Herbie rides again, seguida por uma aventura em Monte Carlo, em 1977.

Em Herbie goes bananas, de 1980, o carro vive a sua aventura mais maluca, a bordo de um navio e foi esta a última incursão no cinema, só voltando ao grande ecrã em 2005, que tinha Lindsay Lohan como condutora do simpático carocha. Pelo meio houve um filme feito só para televisão, em 1997, com o mesmo nome da primeira película e que mostrava as origens deste peculiar automóvel.

Como em tantos heróis daquela altura, Herbie vivia uma aventura sempre com pessoas diferentes, ajudando uma família diferente a cada película, como era tradição nesses tempos. Qual o vosso preferido?

















segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

... do filme Ghost - O Espírito do Amor

segunda-feira, fevereiro 26, 2018 0
... do filme Ghost - O Espírito do Amor

Foi um dos maiores sucessos da década de 90, com um elenco fantástico e uma história que misturava humor, romance e acção, tudo nas doses certas. Ghost impulsionou a carreira de Demi Moore, que passou a ser uma das mais bem pagas de Hollywood, deu um Óscar a Whoopi Goldberg, e apresentou Patrick Swayze a uma nova geração.

Ghost (O Espírito do Amor em Portugal e O Outro Lado da Vida no Brasil) foi um filme realizado por Jerry Zucker, que nos mostrava como uma pessoa tentava vingar a sua morte, mesmo depois de ter sido assassinada. Patrick Swayze dava vida a Sam Wheat, um banqueiro que após descobrir uma falcatruas no seu local de trabalho, é assassinado a sangue frio, deixando a sua namorada Molly, interpretada por Demi Moore, desconsolada e à mercê do amigo de Sam, Carl (Tony Goodwin), que na verdade está por trás de tudo.

Por alguma razão, Sam continua pelo nosso mundo, sendo uma espécie de fantasma, tentando se adaptar a essa nova situação, especialmente porque quer ajudar Molly e não a deixar desamparada. A dada altura descobre uma medium, Oda Mae Brown (Whoopi Goldberg), que acaba por conseguir se comunicar com Sam e assim fazer com que este tente entrar em contacto com a sua namorada.


Swayze e Goldberg protagonizam alguns dos melhores momentos do filme, uma parceria que dá algumas cenas bem engraçadas e um ritmo mais animado a um filme que estava um pouco "pesado". Para além de Oda Mae, Sam tem a ajuda de um outro fantasma, um pouco irascível, que habitava o metro da cidade, e que o ensina a conseguir tocar objectos sólidos.

Essas cenas são muito bem produzidas, o efeito que conseguiram para as cenas em que Swayze atravessava paredes ou tentava tocar em algo, davam um aspecto muito "realista" a tudo. E mesmo o aspecto etéreo de Sam, não era demasiado piroso, nem com aspecto falso.

O filme segue o seu rumo, com os maus a serem castigados, mas o que fica na memória de todos são as cenas românticas, especialmente a cena de Molly e Sam de roda do barro, e as cenas de humor com Whoopi Goldberg, que acabou por vencer um Óscar com esta interpretação.

O filme estreou em 1990, e fez mais de 500 milhões de dólares, num orçamento de 22 milhões, tornando-se um sucesso de bilheteira e um dos mais lucrativos da década.





quinta-feira, 16 de novembro de 2017

... do filme Footloose A Música está do teu lado

quinta-feira, novembro 16, 2017 0
... do filme Footloose A Música está do teu lado

Footloose foi um dos filmes mais icónicos da década de 80, marcou toda uma geração e lançou a carreira de Kevin Bacon. Com uma banda sonora fantástica, mostrava-nos como a música podia ajudar um grupo de jovens a mudar a forma de pensar de toda uma comunidade.

Footloose foi lançado em 1984,  estreando em Portugal em Setembro desse ano com o nome Footloose-a música está do teu lado, e foi realizado por Herbert Ross. O filme baseava-se vagamente nuns acontecimentos de uma pequena comunidade de Oklahoma, mostrando assim como reagia um jovem de uma grande cidade, ao chegar a uma pequena vila que não deixava os jovens dançarem, chegando a fazer uma lei a proibir isso.

Kevin Bacon interpreta o jovem Ren McCormack, que veio de Chicago para uma pequena cidade, onde os jovens viviam uma vida pacata mas ansiavam por algo mais, e a sua atitude irreverente chamou a atenção da filha do reverendo, Ariel Moore. interpretada por Lori Singer, Ren cria alguns conflitos com alguns membros da comunidade, que não viam com bons olhos o estilo de Ren, e entra em confronto com o namorado de Lori, Chuck (Jim Youngs).

Um jovem Christopher Penn dá vida a Willard, o único amigo de Ren, que tem um fraquinho pela jovem Rusty (interpretada pela novata Sarah Jessica Parker) e começam a ver a vida de outra forma, com a ajuda do seu novo amigo.

John Lithgow tem uma excelente actuação, no papel do reverendo Moore, que achava que a música levava os jovens a uma vida de pecado e de excessos, depois de ter perdido um filho num acidente de viação, quando este ia para um concerto.

Uma típica película dos anos 80, bons e maus em confronto, jovens a descobrirem tudo o que a vida tem para mostrar e uma boa banda sonora. Os momentos de dança são super bem executados e fizeram com que uma geração crescesse a querer ser dançarino.

Recentemente foi feita um remake, que não teve o mesmo carisma e apelo do original.










segunda-feira, 21 de agosto de 2017

... do filme Desafio Total (1990)

segunda-feira, agosto 21, 2017 0
... do filme Desafio Total (1990)

Sempre gostei do filme Desafio Total, pelo simples facto de se chegar ao final e poder-se pensar que nada daquilo aconteceu, e que o protagonista esteve sempre a imaginar aquilo com que sempre sonhou. Teve direito a um remake em 2012, mas aqui iremos falar do clássico de ficção científica de 1990.

Total Recall (Desafio Total) estreou em 1990, realizado por Paul Verhoeven, com Arnold Schwarzenegger no principal papel, num filme que contava ainda com nomes como Michael Ironside, a novata Sharon Stone e o veterano Rohny Cox. Baseado livremente num conto curto de Philip K Dick, mostra-nos a história de um trabalhador que tem sonhos recorrentes sobre Marte, e uma mulher misteriosa, apesar de nunca ter lá estado.

O filme passa-se num ambiente futurista, as imagens são todas bastante interessantes e chegaram a vencer um Óscar pelos efeitos visuais. Armold interpretava Doug, que a dada altura decide resolver o seu problema e usar uma agência de viagens que em vez de nos levar até ao local da forma tradicional, transportava apenas a nossa mente, sendo implementadas memórias falsas no nosso cérebro. Ele escolhe então um pacote onde seria um agente secreto, acompanhado de uma mulher semelhante à dos seus sonhos, e é aí que tudo começa, já que pouco depois dele chegar à companha Rekall, a coisa começa a correr mal.

A explicação é que alguém já tinha mexido no cérebro dele, e que ele já tinha mesmo estado em Marte, mas alguém reprimiu essas memórias. A personagem começa então a ser atacada incessantemente, inclusive pela sua mulher, e percebe que algo está errado e que a solução estará em Marte. Chega até a ver um vídeo, onde "ele", ou seja o verdadeiro "ele", conta-lhe como alguém lhe deve ter mexido com as memórias, por saber demais, e que deve ir até ao planeta vermelho resolver as coisas.

Começam a existir grandes reviravoltas, a dada altura dá-se a entender que ele ainda está na companhia das memórias falsas e que deve acordar, antes de prejudicar para sempre a sua saúde mental, mas ele renega isso e continua a sua aventura. Descobre depois que ele na verdade fazia parte dos maus, mas decide ir contra isso e ajudar a salvar tudo e todos. Quando vi isto pela primeira vez, fiquei sempre a desejar uma sequela, para que se abordasse o facto de ser ou não verdade toda aquela aventura. Quem mais pensou nisso?