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domingo, 9 de setembro de 2018

... do Mike e do Melga

domingo, setembro 09, 2018 0
... do Mike e do Melga

Foram duas personagens do mítico programa Herman Enciclopédia, que puseram um país inteiro a dizer "Fantástico, Melga".

A RTP queria o Herman de volta aos programas de sketches, para combater a SIC, e foi assim que estreou em 1997 o Herman Enciclopédia. Transmitido às terças feiras, em pleno horário nobre, o programa demorou a encontrar o seu espaço, mas rapidamente começou a conquistar o público português, que se rendeu à qualidade do elenco e da equipa criativa.

Apesar de não ter sido um vencedor nas audiências, a prova da popularidade do programa estava na rua, e nas pessoas que repetiam os bordões que ouviam por lá. E dois dos mais populares eram a dupla formada por Herman José e José Pedro Gomes, o primeiro era Melga, um vendedor de televendas, enquanto que o último era Mike, o seu sidekick entusiasta.

Numa altura em que já conhecíamos este tipo de programas, emitidos de madrugada, , não podíamos deixar de rir com o quão fiel isto era, mas tudo de uma forma mais absurda, claro. Desde os produtos apresentados, até ao facto de que o movimento dos lábios estava completamente dessincronizado com o que ouvíamos.

Nuno Markl escreveu alguns dos sketchs desta dupla, que ficou na memória de todos pelo entusiasmo de Melga e os seus "Espera, há mais" e a animação do Mike e o seu "Fantástico, Melga.".

















quarta-feira, 29 de agosto de 2018

...do Gato Silvestre

quarta-feira, agosto 29, 2018 0
...do Gato Silvestre

O Gato Silvestre, ou Frajola para os brasileiros, é uma das minhas personagens favorita dos Looney Tunes, e a única a ter três estatuetas da academia.

Sylvester the cat, Silvestre em Portugal e Frajola no Brasil, apareceu pela primeira vez em 1935, mas foi a partir de 1945 que começou a aparecer regularmente. Criado por Friz Freleng, Silvestre era mais um animal antropomórfico, um gato preto e branco (numa espécie de smoking), que como em tantos outros cartoons da altura, apenas queria fazer cumprir a cadeia alimentar, perseguindo passarinhos (o piu-piu, ou Tweety no original) ou ratos (o Speedy Gonzales), apesar de fracassar sempre redondamente.

Assim como Daffy Duck, também Silvestre tinha um ligeiro problema na fala, e a sua frase "Sufferin Succotash" tratava de acentuar essa dificuldade. Em Portugal ficou "Sardinhas Saltitantes" se bem que também ouvi "Santa estupidez". Foi mais uma personagem com voz de Mel Blanc, com a qualidade que se lhe reconhece a qual foi-nos apresentada também em Portugal, durante anos a fios. Só no virar do Século, é que começaram a aparecer dobragens em português, fosse em VHS e DVD, fosse nos canais de cabo. Carlos Freixo foi o actor escolhido, substituído mais tarde por Vítor Emanuel.


Uma das coisas que eu mais gostava nele, era de estar sempre a resmungar, com um ar sempre muito aborrecido enquanto deitava um mar de perdigotos. Isto só era diferente quando aparecia nos desenhos animados do Porky Pig, aí aparecia como um gato medroso (que não falava), que via coisas que o seu dono não via e se aborrecia com o gato por causa disso.

Silvestre é a quarta personagem a aparecer em mais cartoons dos Looney Tunes e Merry Melodies, atrás apenas de Bugs Bunny, Daffy Duck e Porky Pig, e é a única a ter 3 estatuetas da academia. A sua rivalidade com Tweety, ficou para a história da animação (atrás apenas de Tom e Jerry), e décadas mais tarde, até fizeram desenhos animados só com os dois e a sua dona, a resolverem mistérios.

Silvestre também aparecia a sofrer consequências nefastas, contra um buldogue (que aparecia como guarda costas do piu piu ou sozinho), ou contra um canguru expert em boxe, já que o nosso herói confundia-o sempre com um rato (muitas vezes ia acompanhado do seu filho, que não tinha tanta vontade de perseguir os outros animais). Curiosamente foi daquelas personagens que só foi baptizada muito tempo depois, em 1948, com Chuck Jones a decidir-se por este nome.

Quem mais era fã da personagem?










quarta-feira, 30 de maio de 2018

... do Menino Tonecas

quarta-feira, maio 30, 2018 0
... do Menino Tonecas

Uma personagem que ganhou uma nova vida nos anos 90, graças à interpretação de Luís Aleluia, que a tornou imensamente popular para toda uma nova geração.

As origens desta personagem remontam a 1934, altura em que surgiu no programa Senhor Doutor, uma comédia radiofónica do Rádio Clube Português. O autor José Oliveira Cosme, que tinha escrito os textos que eram utilizados no programa, aparecia como professor, enquanto que Henrique Samorano fazia de menino Tonecas.

O programa desaparece, quando deixam de ter patrocinador, voltando anos mais tarde, em 1945, no programa Emissões Recreativas, com o sub titulo, Diálogos com o menino Tonecas, desta feita com João pereira Sousa a dar voz ao menino traquinas. Mas em 1996 esta personagem aparecia no horário nobre da RTP, e foi um sucesso absoluto.


Já aqui falei desse programa, que trouxe o grande Morais e Castro no papel de professor, enquanto que Luís Aleluia dava vida ao travesso Menino Tonecas. Numa altura em que a SIC dominava as audiências, este programa conseguiu ter excelentes números, e popularizar o actor de tal forma que ficou para sempre associado a esta personagem. O programa esteve no ar até 1999, mas foi repetido pelo Canal 1 por diversas vezes. sempre com sucesso.

Aleluia conseguia incorporar na perfeição a traquinice de um menino travesso, isto apesar das suas rugas claro, e as suas expressões faciais casavam na perfeição com o que se pretendia com os textos, dando uma piada extra à coisa.

Apresentava-se sempre de uma forma desengonçada, atrapalhada, e exalava uma ingenuidade que parecia mesmo o de uma criança que não sabe que está a ser traquinas. Mas para além de não saber as coisas, pode-se dizer que esta criança era mesmo mal comportada, mas eram outros tempos e até se achava piada à coisa, apesar de que se fosse na vida real, nada daquilo seria aceite.







domingo, 18 de março de 2018

... do No Tempo dos Afonsinhos

domingo, março 18, 2018 0
... do No Tempo dos Afonsinhos

Nos anos 90 ainda havia espaço para marionetas na RTP, e o No Tempo dos Afonsinhos continuou assim a tradição de programas como Os Amigos do Gaspar.

No Tempo dos Afonsinhos estreou no Canal 1 em 1993, e era mais uma criação do saudoso João Paulo Seara Cardoso, que já nos tinha dado programas como Árvore dos Patafúrdios e Os Amigos do Gaspar. Produzido nos estúdios do Porto da RTP, a série mostrava-nos a vida de uns habitantes de uma aldeia do norte, uma espécie de aldeia do Astérix à portuguesa.

Os bonecos assemelhavam-se à nossa cerâmica tradicional, e todos eles tinham profissões de outros tempos e mostravam como era as agruras da vida de então. Com a realização de Ângelo Peres, contava ainda com música de Sérgio Godinho (como sempre), e Jorge Constante Pereira, que era também autor dos textos.

Não segui esta série, já não me interessa tanto este tipo de programas, e não me recordo se teve o mesmo impacto e sucesso das suas antecessoras.














quarta-feira, 18 de outubro de 2017

... do Diário de Maria

quarta-feira, outubro 18, 2017 0
... do Diário de Maria

Diário de Maria foi uma série que passou na RTP no final dos anos 90, com Dalila Carmo como protagonista de um elenco que contava com nomes como Cristina Carvalhal, Paula Neves ou João Didelet, entre outros.

A série foi criada por Leah Laiman, uma argumentista experiente com trabalho feito em Hollywood, com textos de autoria de Luís Rangel, Luísa Correia, Paulo Aires e Vítor Bandarra, mostrando-nos a vida de uma jovem mulher em Lisboa, alternando situações dramáticas com momentos de humor.

Transmitida entre 1998 e 2000. a série tinha co-produção da RTP e da FIT (produtora dos Riscos), e começou por ser emitida em horário nobre, mas a dada altura começou a ser empurrada para horários mais tardios, tendo os últimos episódios sido transmitidos já de madrugada. O programa teve algum impacto, em especial pelo facto de ter sido o primeiro a mostrar um beijo lésbico, mas a troca de escritores e mudança constante de actores no elenco, fez com que a série não tivesse um fim condigno.

A série começa logo com um caso polémico, mostrando a irmã de Maria (Paula Neves) de apenas 21 anos, a ter um caso com o noivo da sua irmã, de 27, despoletando os acontecimentos que levaram Maria a querer mudar o seu modo de vida.

Vai trabalhar para a redacção de uma revista, onde o sua educação (vinha de um meio conservador), choca um pouco com o estilo de vida liberal dos seus colegas. Mas as coisas vão-se alterando com o tempo, e na série isso é-nos mostrado de uma forma interessante, uma pena a meio as coisas terem perdido um pouco o rumo.












terça-feira, 19 de setembro de 2017

... do Programa Apanhados do Joaquim Letria

terça-feira, setembro 19, 2017 0
... do Programa Apanhados do Joaquim Letria

Já aqui falei do grande Joaquim Letria, mas hoje recordar aquele que foi o programa que o tornou ainda mais popular junto dos portugueses, os Apanhados. Com a colaboração de nomes como Guilherme Leite e Manolo Bello, foi um sucesso na nova grelha da RTP1 e tornou-se um caso sério de popularidade.

A primeira vez que vimos apanhados, foi no começo da década de 80, no programa Tal e Qual, que era apresentado por Joaquim Letria. Tornou-se então uma constante na carreira do apresentador, e quando este esteve à frente do Já Está, lá voltaram os apanhados, e pouco tempo depois a RTP decidiu que era altura de ele apresentar algo que consistisse só em rubricas de apanhados.

Estreou na nova grelha do Canal 1 em Setembro de 1992, numa segunda feira em pleno horário nobre, e no qual Joaquim Letria mostrava-nos 2 situações em que uma equipa de actores, com Guilherme Leite em destaque, que protagonizavam sketches em que iam para rua tentar apanhar os portugueses desprevenidos.

Guilherme Leite ganhou alguma popularidade com o seu à vontade e jeito natural nas rábulas apresentadas, e quando Manolo Bello chateou-se com Letria, acusando-o de não pagar o combinado, levou o actor consigo para a SIC, apresentando algo do género no mítico Minas e Armadilhas. Joaquim Letria chegou a confessar que sentiu-se aliviado com o final do programa, já que apesar do dinheiro que recebia, ficava aborrecido por não poder ir a lado nenhum sem que o chamassem "senhor dos apanhados".














segunda-feira, 26 de junho de 2017

... da Novela Roseira Brava

segunda-feira, junho 26, 2017 0
... da Novela Roseira Brava


A RTP deu-nos grandes novelas portuguesas nos anos 80, fazendo um interregno e voltando em grande na segunda metade dos anos 90. Houve ali uma série de telenovelas de grande valor, e uma das mais interessantes foi, sem sombra de dúvida, a Roseira Brava.

Roseira Brava teve autoria de Tozé Martinho, Sarah Trigoso e Cristina Aguiar, tendo sido transmitida pela RTP entre 8 de Janeiro e 8 de Junho de 1996, em pleno horário nobre. A trama ficou pelos 130 capítulos, numa altura em que não se esticava a história para que se fizessem mais episódios, e a coisa desenrolava-se a um ritmo normal.

A equipa envolvida, tinha alguns nomes que já estávamos habituados, como o do realizador Álvaro Fugulin, que teve como companheiro Jorge Paixão da Costa, os figurinos ficavam por conta de Miguel Sá Fernandes, enquanto que a direcção de actores ficava sobre a supervisão de Armando Cortez, com Paco Bandeira a tratar da parte musical. No elenco a coisa mudava um pouco, apareciam nomes conhecidos de outras produções da NBP, mas também muita cara nova, como António Cerdeira e Patrícia Tavares que fizeram aqui a sua estreia, ou Simone de Oliveira que experimentava assim a carreira de actriz, tendo efectuado um excelente trabalho e começando assim uma ligação que se iria prolongar por muitos mais anos.

Aliás o triângulo amoroso, protagonizado por estas duas actrizes e Virgílio Castelo, deu origem a alguns dos melhores momentos da novela. Virgílio esteve fantástico no papel do malandro Manolo, e a estreante Patrícia Tavares deu um grande show como a ingénua Anabela, que se deixou enganar pelas promessas de Manolo e acabou ter que trabalhar como prostituta num bar clandestino que isto tinha.


Estes momentos de intensidade dramática, eram contrabalançados pelo núcleo cómico da novela (uma coisa que faz tanta falta nas actuais), com nomes como Canto e Castro e Manuel Cavaco, dois ex-militares, José Raposo e Manuela Maria como funcionários do café central ou ainda a fantástica Margarida Carpinteiro, como uma beata fanática. Canto e Castro, Manuela Maria e Carlos Coelho fizeram um triângulo amoroso da terceira idade bastante divertido.

O fio condutor da história era a herdade Roseira Brava, pertencente à família da veterana Mariana Rey Monteiro, os Navarro. Marques D'Arede era o vilão principal da historia, num papel onde mostrou todo o seu talento, especialmente nas cenas com Manuela Santos, que dava vida a Matilde, uma sonhadora que saiu da cidade para viver no Alentejo e principalmente na Roseira Brava. Eles os dois, mais Tozé Martinho, interpretavam o outro triângulo amoroso da história, curiosamente, o menos interessante e com menos intensidade.

Não posso deixar de falar de outros vilões da trama, com especial destaque para a irmã da Matilde, a Helena, interpretada de forma brilhante por Elsa Valentim, que soube dar um cunho especial a uma pessoa que por dinheiro fazia tudo, como destruir a vida do pai e da sua irmã. Luís Zagalo foi competente como sempre, assim como Manuel Castro e Silva, que era o cúmplice de Manolo.


O elenco tinha ainda nomes como Luís Esparteiro, Sofia Sá da Bandeira, Numo Homem de Sá e Rogério Samora, sendo que devo destacar aqui dois actores, Carlos Santos e Márcia Breia. O primeiro deu vida ao pobre coitado Joaquim da Horta, um bêbado usado pelo Manolo para fazer várias patifarias e ela como Inácia, uma mulher atormentada pela vida que levava e os segredos que carregava.

Um excelente elenco, uma boa trama e grandes interpretações, fizeram desta novela uma das mais interessantes da altura, tendo sido repetida por diversas vezes na RTP Memória.






As fotos foram retiradas da página de Facebook dedicada à novela,

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

... do Programa Alta Voltagem

segunda-feira, fevereiro 06, 2017 0
... do Programa Alta Voltagem

Foi um dos primeiros programas para malta jovem, feito por malta jovem. Alta Voltagem estreou na RTP em 1996, dando-nos a conhecer um jovem Rui Unas, que se dirigia a nós falando de uma forma descontraída e jovial, sem parecer falso ou forçado.

O programa era transmitido no Canal 1, numa altura que o mesmo colocava vários programas diferentes e experimentais, ao fim de semana pelo começo da tarde. Apresentado por Rui Unas, dizia ser um programa para jovens, feito por jovens, e por lá eram abordados videojogos, música, temas da actualidade, com entrevistas e segmentos feitos fora de estúdio, dando um aspecto completamente diferente ao programa.

Não o seguia regularmente, mas lembro-me de ver um que apresentava uma competição de Magic the Gathering, e tenho ideia do Markl ter feito algo sobre cinema ou assim, mas posso estar a fazer confusão. Tinha uma forte vertente musical, sendo editado um cd e tudo, com alguns dos grandes sucessos da altura. Quem mais se lembra disto?











foto retirada de Enciclopedia cromos




segunda-feira, 22 de agosto de 2016

... do Verão Azul

segunda-feira, agosto 22, 2016 0
... do Verão Azul

El Verano Azul foi uma das séries de maior sucesso no nosso país, colocou uma geração inteira a assobiar o genérico e a ficar fã do grupo de miúdos e do velho marinheiro Chanquete. A série retratava o Verão na perfeição, com a diversão de passar as férias com amigos na praia, as paixões e namoricos típicos da estação e com muita aventura a mistura.

Verão Azul foi uma produção da TVE, gravada entre Agosto de 1979 e Dezembro de 1980 na localidade de Nerja. Foi transmitida em 1981 e o sucesso foi tanto que passou a ser repetida durante vários anos nas próximas duas décadas. Apesar de ter apenas 19 episódios, foi um êxito no nosso país também, transmitida pela primeira vez em 1982, foi repetida várias vezes durante os anos 80, tornando-se um dos símbolos do programa Agora Escolha.

Na série podíamos acompanhar um grupo de jovens com idades entre os 8 e os 17 anos, que estava a passar férias na costa sul de Espanha. O programa falava de temas como o divórcio, especulação imobiliária, o podermos protestar pelos nossos direitos ou o conflito entre gerações, marcando todos aqueles que a viram. O episódio em que morre o velho marinheiro, que era como que um avo para eles, mostrou a todos como a morte faz parte da vida e o impacto que deixa nos jovens.


Pilas Torres era Bea, uma menina bonita que fez muito jovem se apaixonar e juntamente com Miguel Angelo Varelo, o gordito Piraña, tornaram-se os favoritos do público. Acompanhados por Desi (Cristina Torres), Javi (Juan Jose Artero), Pancho (Jose Luiz Fernandez) e Tito (Miguel Joven) vivem grandes aventuras, contando com o apoio de dois adultos, o velho marinheiro Chanquee (Antonio Ferrandis) e Júlia (Maria Garandon) uma pintora solitária que simpatiza com o grupo.

As discussões de Javi com o seu pai, os problemas que existiram quando os jovens decidem ajudar num protesto contra uma imobiliária, ou a morte de Chanquete são algumas das cenas mais marcantes de uma série com um dos genéricos mais animados de sempre, com as crianças divertidas a assobiarem enquanto andam de bicicleta. Quem se lembra?










segunda-feira, 23 de maio de 2016

... do Canal 1

segunda-feira, maio 23, 2016 0
... do Canal 1

No começo da década de 90 a RTP tentava modernizar-se e dar uma lufada de ar fresco na sua programação e imagem. Decidiu então baptizar o seu primeiro canal com a designação Canal 1 e o segundo como TV2, acompanhando tudo com uma forte campanha publicitária e um vídeo musical muito apelativo que ficou no ouvido de todos.

Coelho Ribeiro era o presidente da administração nessa altura, enquanto que José Eduardo Moniz era o director de programação apresentando novos programas, filmes de sucesso e séries premiadas numa grelha de fazer inveja a muito canal. Talk Shows com nomes como Raul Solnado (Os Olhos da Lua) e Joaquim Letria (Conversa Fiada), Serenella Andrade num novo Jogo das Cartas, Manuel Luís Goucha e Júlio Magalhães a comandar as manhãs do canal, que tinha ainda séries como os Simpsons ou os Dinossauros, filmes como o Quem Tramou Roger Rabbit ou Crocodilo Dundee e a certeza de que as passagens de ano estariam a cargo de Herman José, enquanto que a novela da Globo seria a Rainha da Sucata.

Num vídeo com uma música fantástica de Tó Leal, víamos desconhecidos e famosos a enaltecer o facto de serem líderes de audiencia com o refrão Somos os Primeiros a ficar bem no nosso ouvido.




                              














quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

... do Vitinho

quarta-feira, dezembro 02, 2015 0
... do Vitinho

A RTP teve diversas animações a indicar que já era hora das crianças irem para a cama, mas a do Vitinho é sem sombra de dúvidas a que todos se recordam com facilidade. Uma criação de José Maria Pimentel, era a mascote de uma marca de produtos alimentares, que depois tornou-se protagonista de três vídeos que passaram no Canal 1, entre 1986 e 1997.

O Miluvit, da Milupa, queria criar uma campanha publicitária que chamasse a atenção dos mais novos, e foi assim que nasceu o Vitinho da mão do ilustrador José Maria Pimentel, a 2 de Fevereiro de 1986. Quando a RTP lançou um concurso para criar um novo espaço para "mandar"as crianças deitarem-se mais cedo, o autor concorreu, e venceu, com esta sua criação, fazendo assim com que a empresa alimentar tivesse, em horário nobre, publicidade gratuita à sua mascote.

José Calvário tratou da parte musical, tocada pela orquestra sinfónica de Londres, enquanto que José Mendes Martins tratava das letras, e foram 4 as vozes que interpretaram os temas do Vitinho, sendo que a primeira versão de Isabel Campelo é ainda hoje a preferida por muitos. Em 1988 foi a vez de Dulce Neves e o coro infantil da TAP, enquanto que Eugénia Melo e Castro cantou a versão de 1991, e por fim foi Paulo de Carvalho que deu voz à última versão de Vitinho, que foi para o ar em 1992.

Existiram singles com estas versões, uma almofada que se tornou um sucesso de vendas e diversos produtos de merchandising, como escantilhão ou calendários. Foi uma personagem que conquistou miúdos e graúdos, que viam os vídeos em conjunto e achavam piada ao pequeno rapaz. Em 2011 a Gooogle Portugal criou um doodle para comemorar os 25 anos do Vitinho.


Está na hora da caminha, vamos lá dormir
Vê lá fora as estrelas que dormem a sorrir
E amanhã cedinho, bem cedinho, tu vais ver
Acordas mais forte e mais esperto, isso é crescer
Boa noite!
[Mãe: Boa noite, dorme bem!
Pai: Vá lá, Vitinho, toca a dormir!
Mãe: Até amanhã! Um beijinho.]
Sonhos lindos, adeus e até amanhã!



Que é do sol
que ainda agora se via lá no céu
amou foi-se embora
por certo adormeceu
lá ao longe
tomando de mansinho
vem a noite a cantar
para embalar o teu soninho.
Tu aí, vem também
são horas de ir deitar
vá sorri sabes bem
dormir é ir sonhar.
E é tão bom
ir p’ra cama a pensar que amanhã
que amanhã
já está perto vai chegar.
Tanto sono
vou dormir,
Até amanhã



Vitinho: Oh! Já?!]
Já… vê tu, que eu nem pela noite dei
O tempo nunca chega, eu sei
Para rir, correr, saltar, brincar, viver
Vá, dorme, e agora a noite é um instantinho,
O sol, a serra, as flore, o mar.
Amanhã, muito cedinho,
Batem-te a porta para te acordar.



Quando a lua acordar
coisas que a vida tem
vai-se o mundo deitar
e tu também.
Ai quem me dera ir
dentro do sol morar
nunca ter de ir dormir
e só brincar.
E milhões de aventuras viver
com as estrelas no céu a correr
e à terra apenas voltar
se eu quiser.
Quando a lua acordar, tu vais adormecer






quinta-feira, 19 de novembro de 2015

... da série Calor Tropical

quinta-feira, novembro 19, 2015 0
... da série Calor Tropical

Foi num Verão no começo dos anos 90 que pudemos ver a série Calor Tropical, transmitida no Canal 1 em horário nobre, conquistando alguns adeptos pelo nosso país. Uma série de acção passada em cenários quase paradisíacos, que mostra as aventuras de um ex agente da brigada anti tráfico na sua nova carreira como detective privado.

Tropical Heat foi uma produção Canadiana filmada no México (na 1ª temporada), Israel (na 2ª) e ainda na África do Sul (3ª). Criada por Sam Egan, a série teve 3 temporadas com 66 episódios no total, transmitidos entre 1991 e 1993. Misturando acção e comédia, o programa atingiu algum sucesso em diversos países, sendo que na Sérvia se tornou um programa de culto, já que servia de escape para os horrores da guerra que o país vivia na altura.

Em 2001 chegou a existir um filme, e algum tempo depois o actor principal visitou o país, onde foi recebido com pompa e circunstância. Por cá lembro-me de apanhar isto numa Segunda-feira de noite, de ter achado piada e de ter tentado seguir a mesma que era transmitido semanalmente no  Canal 1 da RTP.


Rob Stewart vestia a pele de Nick Slaughter, que se tinha mudado para a Flórida e decidido fundar uma agência de detectives. Bem parecido, chamava a atenção com o seu rabo de cavalo e camisas de cores berrantes, quase sempre desabotoadas. Carólyn Dunn dava vida a Sylvie Gerard, uma agente turística que virou a assistente de Nick, e como em tantas outras séries, notava-se uma certa química entre os dois mas que nunca avançou para algo mais.

Nick tinha a sua boa quota de engates, muitos feitos no bar da praia, onde o dono o ajudava nessas conquistas. A completar o elenco estava o tenente da polícia, Carrilo (Pedro Armendariz jr) que muitas vezes ajudava Nick nos seus casos.

Esta era uma daquelas séries excelentes para passar no verão, tinha belas paisagens de praias, mulheres bonitas (e algumas cenas quentes), muita acção e humor para descontrairmos um pouco a ver televisão.














sexta-feira, 2 de outubro de 2015

... do Garfield e Amigos

sexta-feira, outubro 02, 2015 0
... do Garfield e Amigos


Já falei aqui dos especiais de animação do Garfield, e hoje vou recordar a série Garfield e Amigos, que nos dava semanalmente uma boa dose de gargalhadas com o nosso gato preferido.

Garfield and Friends (Garfield e Amigos por cá) foi uma série de animação da Film Roman, em associação com a King Features Syndicate e Paws Inc, sendo transmitida pela CBS entre Setembro de 1988 e Dezembro de 1994. Por cá deu na RTP, nos começos de tarde do Canal 1 em 1991, na sua versão original, sendo repetido por diversas vezes ao longo dessa década provando a sua popularidade.

O desenho era bom, quer na arte quer na escrita, tendo tido 7 temporadas num total de 121 episódios, que consistiam em dois segmentos com o gato rezingão, intercalados por um estrelado pela Quinta do Orson, que era baseado numa tira de Jim Davis (US Acres), o criador de Garfield. Existiam também umas curtas, bem engraçadas e com o espírito clássico das tiras de Davis.

Garfield, Odie e Jon eram as personagens principais, aparecendo ainda o chato do Nermal, e o divertido e irritante Binky the clown para além da veterinária Liz. A voz de Lorenzo Music retrata na perfeição o humor de Garfield, e ajudava a que ficasse vidrado naquilo. Como nas tiras havia situações clássicas, como ele a fazer mal a Odie, a cantar em cima de uma cerca ou sendo amigo de uns ratos.

Na quinta do Orson, tínhamos Orson que era um porco bastante inteligente e calmo, Roy que era um galo convencido e que fervia em pouca água, Wade que era um pato cobarde, Bo e Lanolin que eram duas ovelhas bem diferentes uma da outra, ele era todo Zen e ela sempre em discussões e confusões. Tínhamos ainda os pintos Booker e Sheldon, que tinha a particularidade de estar ainda dentro do seu ovo apenas com as patas de fora.

Era bem fã deste desenho, os dois segmentos eram bem divertidos e era bom ver aquilo pela hora do almoço.



















quarta-feira, 23 de setembro de 2015

... do Wally Gator

quarta-feira, setembro 23, 2015 0
... do Wally Gator

Voltar ao universo Hanna-Barbera, desta feita para relembrar os desenhos animados do Wally Gator. Podem não ter tido o mesmo impacto de outras produções do estúdio, mas divertia e foi um dos escolhidos para dar naquele horário pré-Vitinho.

A RTP tem uma longa história com a Hanna-Barbera, mas no começo dos anos 90 isso era mais notório, quando davam várias produções do estúdio (muitas no nosso Português) em pleno horário nobre. Wally Gator foi transmitido entre 1991 e 1992 no Canal 1, naquele período pré Vitinho sendo mais um desenho animado divertido que alegrava a família toda.

Wally Gator foi criado em 1962, e era transmitido juntamente com outros desenhos (como a Tartaruga Touché), tendo tido 52 episódios que mostravam as aventuras de um jacaré molengão, que apesar de ter uma vida luxuosa no Jardim Zoológico onde vivia, ficava fascinado com o mundo cá fora e tentava sempre fugir para ver as coisas, muito para o desespero do guarda Tobias.

Ermelinda Duarte, Joel Constantino, José Gomes e Pedro Pinheiro eram as vozes da nossa dobragem, que davam outro carisma ao programa e ajudavam a que ficasse um pouco mais popular. Quem via isto?
















domingo, 16 de agosto de 2015

... da série Nem o pai morre...

domingo, agosto 16, 2015 0
... da série Nem o pai morre...

Relembrar mais uma série Portuguesa interessante do começo dos anos 90, Nem o pai morre... aproveitava parte de um provérbio Português, para nos mostrar uma história bem engraçada de uns familiares que esperavam ansiosos que morresse o membro mais velho.

Nem o pai morre... foi uma ideia original de Nicolau Breyner, com textos de Rosa Lobato Faria (que também entrava no programa) e produzido pela edipim.Armando Cortez ficou na direcção de actores e Thilo Krasmann da música, tendo a série de 13 episódios sido transmitida pela RTP no Verão de 1990, aos Sábados a seguir ao Totoloto.

O protagonista era um velho de 103 anos, que apesar disso era muito energético, para desespero dos seus familiares que esperavam a sua morte para poder herdar a sua enorme fortuna.,D. Antão Torrado (Júlio César) conseguia escapar a tudo, e encabeçava um elenco com nomes como Manuela Maria no papel de irmã solteirona, Natalina José que era a criada, Armando Cortez ou Rosa Lobato Faria que formavam aqui um casal. Como convidados apareceram nomes como Nicolau Breyner, Herman José ou Lídia Franco, que ajudavam a que os episódios ficassem ainda mais interessantes.

Júlio César estava fantástico nesta série, interpretando ainda o papel do secretário particular Nozinhos, brilhando num elenco cheio de actores talentosos. Foi mais um projecto interessante, algo que faz falta nos dias de hoje.












quinta-feira, 13 de agosto de 2015

... da Família Berenstain

quinta-feira, agosto 13, 2015 0
... da Família Berenstain


Os ursos sempre foram uma presença constante na nossa infância, e hoje relembro o desenho animado da Família Berenstain.

Berenstain Bears foi baseada nos livros infantis dos ursos Berenstain, criados pelo casal de escritores e ilustradores Stan e Jan Berenstain. As histórias eram inspiradas nas vivências com os seus filhos Mike e Leo, o primeiro livro saiu em 1962, e em 1979, a NBC produziu o primeiro especial de desenhos animados com mais quatro especiais a serem produzidos nos quatro anos seguintes.

Em 1985 os estúdios Hanna Barbera começaram a produzir a primeira série dos Barenstain. Normalmente cada episódio contava com duas histórias, uma baseada num dos livros, e outra totalmente nova. Foram produzidos vinte seis episódios (52 histórias) num total de duas temporadas.

Foi transmitido por cá no começo dos anos 90 no Canal 1, numa dobragem nacional com nomes como Margarida Machado, Zélia Santos, Paula Seabra ou João Paulo Costa. Não me seduziu em nada, era muito lamechas e fofinho para o meu gosto, mas teve algum sucesso por cá, existindo ate ´venda de algum merchandising.












sexta-feira, 8 de maio de 2015

... do Tico e Teco Comando Salvador

sexta-feira, maio 08, 2015 0
... do Tico e Teco Comando Salvador

Muitos de nós já conhecíamos o Tico e Teco de desenhos animados clássicos com o pato Donald, mas nos anos 90 descobrimos que estes dois esquilos eram capazes de aventuras divertidas e cheias de emoção, num programa só deles e que os mostrava como rangers a salvar todos que estavam em perigo.

Chip n' Dale Rescue Rangers (Tico e Teco Comando Salvador) foi criado por Tad Stones e Zaslove Alan em 1989, com a Walt Disney a querer capitalizar o sucesso que vinha tendo numa série de desenhos animados da companhia, como os Ducktales ou o Ursinho Puff. Foram mais de 50 episódios, divididos por três temporadas, transmitidas pela RTP no Canal 1 em 1991, na versão dessa altura do Clube Amigos Disney, numa versão original e legendada em Português.

O sucesso fez com que fossem editadas algumas k7 vhs no nosso país, numa versão dobrada em Brasileiro. O "Comando Salvador" é uma agência de detectives formada pelos esquilos Tico e Teco, pelos o ratos Gadget e Monterey Jack e a mosca Zipper. Fat Cat era um dos principais inimigos do grupo, e alguns dos episódios eram bem interessantes com um pouco de humor à mistura.

A ideia original não incluía os dois esquilos, o protagonista ia ser alguém tipo Indiana Jones, e quando decidiram recuperar estes dois, a vestimenta de Tico foi sempre nesse estilo aventureiro, enquanto que a de Teco lembrava o detective Magnum PI. Neste programa os dois amigos falavam muito mais do que as curtas onde apareciam com o Donald.

Tiveram algum sucesso, e estrelaram uma série de merchandising baseado nos dois, e ainda hoje muitos se recordam com carinho desta série de animação.

















quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

... do Marina, Marina

quinta-feira, fevereiro 19, 2015 0
... do Marina, Marina

Marina, Marina foi uma adaptação da sitcom I love Lucy e o primeiro grande trabalho da actriz Marina Mota. Uma série divertida que ajudou a popularizar a actriz e a levou a grandes voos na televisão Portuguesa.

Marina Mota já tinha aparecido em alguns programas da RTP, fosse em rábulas de concursos, fosse a fazer pequenas participações noutros programas de humor, mas em 1992 teve a oportunidade de estrelar uma série, série essa que teria o seu nome em destaque, o Marina, Marina. Tratava-se de uma adaptação Portuguesa daquela que é considerada a mãe de todas as sitcoms, a I Love Lucy que tinha sido um enorme sucesso nos anos 50 e 60.

Carlos Cruz e Virgílio Castelo foram os responsáveis por esta adaptação, com Virgílio a ter a cargo também a direcção de actores (com a ajuda de António Feio), que consistiam basicamente no casal principal (Marina Mota e Carlos Cunha) e nos seus amigos, que eram também os seus senhorios, interpretados por Henrique Viana e Raquel Maria. A ideia de escolherem um casal da vida real como protagonistas. assentava no facto de o original Americano ter sido também produzido dessa forma (Lucille Ball e Desi Arnaz eram também casados fora do estúdio), e Carlos Cunha era alguém bem conhecido do público com o sucesso que as suas rábulas no concurso 1,2,3.

O programa era gravado ao vivo no teatro Vasco Santana, sendo transmitido no Canal 1 às sextas feiras à noite e apesar de estar previsto apenas uma temporada, o sucesso que ele teve junto do público levou à renovação para uma segunda temporada, tendo um total de 52 episódios emitidos. Infelizmente o canal público não repetiu ainda esta série na RTP Memória, provavelmente por questões de direitos autorais.

As peripécias vividas por estes dois casais davam origem a um serão bem divertido, e o talento da protagonista ajudou a que isto tivesse um grande êxito e abrisse caminho a um futuro risonho, com mais programas de sucesso como o Ora Bolas Marina, já aqui recordado.







Alguma info e fotos retirados do belo site Brinca Brincando







quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

... do Concurso Casa Cheia

quinta-feira, fevereiro 05, 2015 0
... do Concurso Casa Cheia


Foi um dos maiores concursos da RTP, aquele que marcou sem sombra de dúvida os anos 90 e o que esteve mais tempo no ar. Casa Cheia teve vários apresentadores, todos eles deixando a sua marca no programa, e tornou-se uma febre em Portugal que não se limitava só ao programa televisivo, mas também a uma revista que saía.

O concurso Casa Cheia começou a ir para o ar em 1990 mantendo-se no ar até 1999, tornando-se assim um dos programas mais marcantes da década e do canal do estado. A RTP continuava a sua aposta nos concursos, apresentando este formato ao fim de semana depois de ter estreado uma mão cheia de concursos nos outros dias da semana, colocando o famosos entertainer Fernando Pereira ao comando da emissão que era transmitida em directo do Casino Estoril.

O programa começou por ser emitido aos Sábados, passando algum tempo depois para os Domingos à noite onde se manteve até o seu final, dando-nos um concurso divertido que tinha no seu apresentador alguém que também fazia os momentos musicais, algo que depois foi se perdendo no concurso que se manteve mais fiel à sua componente de jogo.


Era mais um programa de cultura geral, os concorrentes tinham que responder correctamente às perguntas que eram feitas e ao mesmo tempo ir preenchendo o cartão electrónico que lhes era dado no começo do concurso. Em casa também tinha que se tomar alguma atenção, já que na revista Telejogos saía um cartão que funcionava um pouco como no Bingo, nele vinham vários números e tínhamos que ir vendo os que os concorrentes acertavam, porque eram esses que depois contavam para nós.

A revista tornou-se um sucesso de vendas, esgotava rapidamente e era procurada um pouco por todo o lado. Algo normal num programa que teve quase 500 emissões, era mais uma razão para o ver e tomar atenção aos números, tínhamos depois duas horas para telefonar e reclamar o prémio.

Ao fim de quase 30 edições, Carlos Ribeiro toma o lugar de apresentador, tornando-se também o rosto do concurso, porque esteve no período de auge da popularidade do programa e porque voltou em 1997 ao comando do mesmo. Foi Serenella Andrade no entanto a que esteve mais tempo à frente do programa, durante 4 anos (curiosamente entre os dois períodos de Carlos Ribeiro), dando a energia ao concurso como só ela sabia dar.

Cristina Lebre (algumas edições entre Serenella e Ribeiro) e Pedro Miguel Ribeiro (no final) foram os outros dois apresentadores do concurso.


O concurso apresentava três concorrentes, cada um na sua bancada que tinha o cartão electrónico por baixo, e que tinham que responder às perguntas carregando na campainha e ir tentando preencher ele por completo, Primeiro eram os cantos, vencendo aquele que respondia primeiro de forma correcta a 4 questões, passando depois para o corredor central que era dividido da seguinte forma:

Números 16, 21 e 26: Factos e personalidades
Números 17, 22 e 27: Artes e letras
Números 18, 23 e 28: Desportos e campeões
Números 19, 24 e 29: Gentes e locais
Números 20, 25 e 30: Espetáculos e vedetas

Um pouco como o Trivial Pursuit, um jogo de tabuleiro que fazia sucesso também nessa altura, e dependendo do conhecimento que os concorrentes tinham. Sim também aquele famosos papa concursos passou por lá, mas pelo que me lembro não lhe correu muito bem. A variante para casa, e durante algum tempo para o público no Casino também, já dependia mais do factor sorte.

Se os concorrentes respondessem de forma errada, ou não respondesse, ficava fora de casa e caso acertasse uma pergunta de uma casa já preenchida tinha direito a um tiro de sorte, numa casa à sua escolha.

Passando essa primeira fase, iam para uma seguinte onde jogavam sozinhos. O concurso tinha um bom ritmo, e os apresentadores davam sempre um bom ambiente que fazia com que nunca se tornasse maçador. Existiram pelo menos duas emissões que se destacaram, aquela no dia 28 de Setembro de 1997 que festejava os sete anos do programa, e que juntou Fernando Pereira, Serenella Andrade e Carlos Ribeiro num momento especial a apagar as velas, e a de 9 de Novembro de 1991 que teve como convidados especiais Teresa Guilherme, Herman José e Carlos Cruz. Quem não se recorda da mítica entrada em que os convidados se atiram para o chão e para cima da Teresa Guilherme, perante a risada de Carlos Ribeiro?

Alguém comprava a Telejogos? Ou ficavam só a ver o concurso?







Alguma informação retirada do Brinca Brincando.





sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

... da Primeira Matiné

sexta-feira, janeiro 02, 2015 0
... da Primeira Matiné


A RTP costumava dar aos Domingos à tarde uma rubrica de cinema muito popular, onde podíamos ver alguns filmes bastante interessantes e passar um bom começo de tarde. A Primeira Matiné também chegou a ser transmitida aos dias de semana, mas todos se lembram de ver ao Domingo no começo da década de 90.

Nas férias escolares, ou tempos festivos, a RTP costumava transmitir filmes da parte da tarde, ali naquele período depois do almoço, escolhendo para isso uma rubrica com o nome Primeira Matiné.No começo da década de 90, altura em que a televisão estatal era conhecida como Canal 1, este programa começou a ser emitido regularmente ao Domingo, tornando-se um clássico do dia e do canal público.

Comédias, filmes de aventuras, blockbusters, passava ali de tudo um pouco, tanto podíamos ver um Tron como um Herbie como uns Três Mosqueteiros. O genérico era bastante interessante, com um carro a chegar a um cinema old school, com cartazes de filmes clássicos a adornar o exterior e uma música clássica a dar um ar de sobriedade à coisa.

Mais uma rubrica interessante de cinema da RTP, que criava nomes interessantes para esses programas fosse qual fosse o dia ou a hora a que fossem transmitidos.~