Ainda sou do tempo: Batalha Naval
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terça-feira, 4 de outubro de 2016

... do jogo da Batalha Naval

terça-feira, outubro 04, 2016 0
... do jogo da Batalha Naval

Era um dos meus jogos preferidos, talvez por ser uma das melhores coisas para se fazer numa aula de matemática, os cadernos com folhas quadriculadas eram a ferramenta ideal para se fazer uma jogatana de Batalha Naval.

As regras e os elementos que compunham o jogo eram simples, fazia-se duas grelha de 10x10 (uma de ataque e uma de defesa), identificando a linha superior com letras, enquanto que na lateral seriam números a serem usados. Depois distribuía-se pequenos quadrados que seriam como  Navios, e que o jogador adversário teria que tentar acertar com palpites do género "b-7" que podiam receber como resposta "água" "navio em questão" e o malfadado "afundaste".

Tínhamos direito a quatro navios só com 1 quadrado (vulgo submarino), três navios de 2 quadrados, dois de 3 quadrados, um de 4 quadrados e um porta aviões, com 5 quadrados a perfazerem um T. Haviam variantes em relação ao número de navios usados, mas esta era a mais comum. No Brasil faziam-se 2 grelhas 15x15 com mais navios por lá.

Os "navios" não podiam estar pegados, se bem que não evitava que batoteiros (como eu) fossem mudando alguns de lugar enquanto era humanamente possível. Os submarinos eram ideais para isso.
Era jogado por 2 pessoas e demorava ainda algum tempo. O "tabuleiro" era feito por nós, ou então usava-se cartões como o da imagem que eram dados em ocasiões como as eleições na escola por exemplo. Havia alguns que tinham um jogo em casa, onde se colocava pequenos barcos nuns aros com buracos. Tenho boas recordações deste jogo que era bem divertido e que até obrigava a alguma estratégia.










terça-feira, 13 de março de 2012

... de jogar à Forca, ao Stop e à Batalha Naval

terça-feira, março 13, 2012 3
... de jogar à Forca, ao Stop e à Batalha Naval

Ainda sou do tempo em que uma simples caneta servia de joystick e uma folha de papel como uma consola, era assim que um grupo de amigos se conseguia divertir numa aula chata (normalmente de Matemática) ou num dia chuvoso e que tínhamos que ficar fechados em casa.

Um dos jogos mais jogados era o do STOP, normalmente jogado por um grupo de 4/5 pessoas e que consistia em criarmos categorias numa folha de papel onde colocaríamos depois a palavra que começasse pela letra que um jogador tinha dado previamente. A palavra STOP era usada em 2 ocasiões, primeiro quando se pedia a um jogador que começasse a pensar no Alfabeto e quando outro gritasse Stop, ele daria a letra onde ia e todos começariam então a escrever sem parar.

A outra altura era quando alguém terminava de escrever em todas as categorias, obrigando assim os outros a pararem e assim a perderem pontos por cada categoria que não tivessem feito. Quem tinha conseguido escrever, teria pontos extra. O que acontecia habitualmente era sempre um "estava a acabar de escrever" ou aquele que escrevia enquanto se via as outras categorias. Também havia discussões quando não se conhecia a palavra que alguém tinha escrito e se contestava a mesma. Lembro-me de sofrer quando colocava "Marta" nos Animais e muitos não conheciam o mesmo. Os pontos eram 5 por cada palavra repetida por outro jogador, 10 por "original" e 20 quando alguém não tinha feito.

Pelo que me lembro as categorias eram as seguintes:
Países, Animais, Nomes, Cores, Flores, Objectos e Profissões. Lembro-me de existirem variantes, mas estas são as categorias base. Este jogo era usado só no recreio, ou em casa já que implicava barulho e várias pessoas. Nas salas de aula, em especial de matemática era o jogo da Batalha Naval.

Esta imagem mostra as regras e os elementos que compunham o jogo, numa grelha de 10x10 distribuía-se pequenos quadrados que seriam como  Navios e que o jogador adversário teria que tentar acertar com palpites do género "b-7" que podiam receber como resposta "água" "navio em questão" e o malfadado "afundaste".

Os "navios" não podiam estar pegados, se bem que não evitava que batoteiros (como eu) fossem mudando alguns de lugar enquanto era humanamente possível.

Era jogado por 2 pessoas e demorava ainda algum tempo. O "tabuleiro" era feito por nós, ou então usava-se cartões como o da imagem que eram dados em ocasiões como as eleições na escola por exemplo. Havia alguns que tinham um jogo em casa, onde se colocava pequenos barcos nuns aros com buracos. Tenho boas recordações deste jogo que era bem divertido e que até obrigava a alguma estratégia.

O outro jogo para 2 pessoas, que também era muito usado nas salas de aula mais chatas, era o jogo da Forca. Este era mais um jogo de conhecimento geral e que obrigava a conhecermos várias coisas de modo a adivinhar-mos o que nos era dado. Basicamente o jogo tinha o desenho de uma Forca e um tracejado com o número de letras que a palavra levava.

O jogo podia ter algumas pistas, como o que a palavra era (País, Profissão) ou uma e duas letras. Depois íamos pedindo letras e caso não acertássemos era desenhada uma parte do nosso corpo na forca. Era como uma versão rudimentar da Roda da Sorte, e como nesse programa as vogais eram sempre a nossa primeira escolha. A maior lembrança que tenho era do constante uso da palavra "otorrinolaringologista".

Muitas horas passei com estes jogos tão simples entre os meus amigos, e me diverti tanto ou mais do que a jogar um PES ou um Fifa.