Ainda sou do tempo: Anime
Mostrar mensagens com a etiqueta Anime. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Anime. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

... dos Cavaleiros do Zodíaco

quinta-feira, outubro 20, 2016 0
... dos Cavaleiros do Zodíaco


Os Cavaleiros do Zodíaco tiveram a particularidade de terem sido censurados no nosso país quando foram transmitidos pela RTP, e apesar de não ter tido o mesmo sucesso de outros animes, este desenho animado passou por mais cinco canais, provando que existia algum interesse por parte do público.

Saint Seya (Os Cavaleiros do Zodíaco) foi uma série de anime produzida pela Toei Animation, sendo emitida originalmente entre 1986 e 1989, baseada no Mangá com o mesmo nome de Masami Kurumada. Por cá foi a RTP a primeira a pegar na série, transmitindo em 1996 a versão original com legendas, mas depois de queixas por parte de pais que achavam o programa muito violento, o canal cancelou tudo, dando apenas 36 episódios. Com o sucesso de Dragon Ball Z, a SIC decidiu apostar em 1999 numa versão dobrada em português, que foi um pouco mal tratada pela constante mudança de horários.

Passou de forma fugaz pela SIC Gold, mas foi no canal Animax que encontrou uma casa em 2009. Ai foi de novo passada a versão original com legendas, passando episódios inéditos por cá. A SIC K e a SIC Radical deram continuidade anos mais tarde, dando versões mais recentes. No Brasil tem uma grande legião de fãs, sendo transmitida pela Rede Manchete entre 1994 e 1997, tendo sido repetida pelo Cartoon Network e pelo Band. Existem filmes que foram estreados nos cinemas japoneses e brasileiros, tal a popularidade por lá.



Um grupo de órfãos é treinado de forma intensa, desde tenra idade, para se tornarem uns Cavaleiros capaz de usar o poder do Cosmo, e protegerem dessa forma a reencarnação da deusa Atena. Os Cavaleiros de Bronze são assim forçados a combater contra os Cavaleiros de Ouro, a mando do vilão Papa do Santuário, e evoluindo os seus poderes e habilidades.

O Cavaleiro do Pégaso, Seya, era o protagonista da série, ajudado por Shiru (Cavaleiro do Dragão), o mais forte do grupo, Hyoga (Cavaleiro do Cisne), Shun (Cavaleiro de Andrómeda) e o seu irmão Ikki (Cavaleiro da Fénix).

A série ganhou uma legião de fãs por causa das batalhas e das diferentes mitologias abordadas, tudo isso acompanhado por uma banda sonora de qualidade. Para além de se manter fiel ao Mangá, teve algumas coisas exclusivas e o anime teve 3 grandes sagas, Santuário (1-73), Asgard (74-99) e Poseidon (100-114). Depois foram feitos vários OVA (filmes animação), mantendo o interesse pela série vivo e o sucesso foi tanto que em 2006 o criador voltou a escrever e desenhar novas sagas. Foi feito um filme em CGI e existe diverso merchandising que atesta a popularidade do anime.





terça-feira, 31 de maio de 2016

... do Bumboo

terça-feira, maio 31, 2016 0
... do Bumboo

Este foi um desenho animado estilo anime, produzido pela Nippon animation, que passou na RTP no final dos anos 80, apresentando as aventuras de um carro falante que nasceu de um ovo deixado numa fábrica de automóveis.

Foi transmitido pela RTP 1 no espaço Brinca Brincando entre 1988 e 89, com dobragem portuguesa que tinha nomes como Antonio Montez, José Raposo, Claudia Cadina, Luísa Salgueiro e Fernanda Figueiredo. Na série víamos o Bumboo a nascer de dentro de um ovo e a ser cobiçado pelo Professor, que achava que podia fazer muito dinheiro com um carro falante. Este simpático automóvel amarelo contava com a ajuda do jovem Quim e do cão Buzina. Quem se recorda?






























quarta-feira, 23 de março de 2016

... do Anime Capitão Falcão Tsubasa Oliver e Benji

quarta-feira, março 23, 2016 0
... do Anime Capitão Falcão Tsubasa Oliver e Benji

Tsubasa foi um dos primeiros animes de grande sucesso em Portugal. Conhecido como Capitão Falcão na sua primeira passagem na RTP, a personagem virou uma febre com todos os jovens a ficarem fãs das jogadas mirabolantes que as personagens efectuavam, ou das defesas fantásticas dos guarda redes. Ficou para sempre conhecido pelo número de episódios que um jogo podia ter, algo que tivemos de novo mais tarde com as lutas do Dragon Ball.

A TV2 estreou este anime em 1993, dava pelo final da manhã na sua versão original e com legendas em português, o sucesso entre os mais novos fez com que a partir do episódio 57 este programa passasse a ser transmitido pelo Canal 1, desta feita na sua versão italiana, mantendo na mesma obviamente as legendas em português.

Baseado no Manga de Yoiishi Takahashi de 1981, a série pretendia promover o desporto no Japão, tornando-se um êxito lá e em outros países como Portugal, Itália ou Brasil. Originou mais séries, firmes e especiais, conquistando diversas gerações. Cá não fomos excepção, e já em pleno Século XXI foi um grande sucesso numa versão dobrada em portugues com o nome Oliver e Benji e transmitida no Canal Panda.


Tsubasa era um estudante japonês apaixonado pelo futebol, e muda-se para outra cidade de modo a poder ficar num dos colégios com melhores condições para a prática desse desporto. Por lá encontra Roberto, um ex jogador brasileiro que era amigo do seu pai e vira o seu mentor.

A rivalidade saudável com Benji dava outra emoção ao desenho, e começámos a ficar também apaixonados pelas outras personagens, como os gémeos ou o Mark Lander. Quem não era fã das jogadas fantásticas que efectuavam?














terça-feira, 12 de janeiro de 2016

... do Anime Dome Baseball

terça-feira, janeiro 12, 2016 0
... do Anime Dome Baseball

O Tsubasa teve enorme sucesso por cá, mas eu gostava muito de um Anime do género que passou na RTP 2 entre 1993 e 1994, recordando-me somente do nome, Dome. Miracle Giants Dome-Kun mostrava-nos como um rapaz de dez anos iria se tornar um dos maiores jogadores de Basebol de todos os tempos.

Baseado no mangá de Shotaro Ishinomori, neste anime de 1990 podíamos ver Dome Shinjo, um rapaz de dez anos que herdou do seu pai o talento de jogar basebol, especialmente uma jogada mágica que o pai lhe ensinou antes de morrer.

A equipa dos Giants acaba por o contratar, e ele ajuda a equipa a ficar imbatível, apesar dele só poder jogar no estádio deles. Lembro-me que a dada altura Dome teve que criar uma nova jogada, porque já conseguiam defender a dele. Quem se lembra?















sexta-feira, 24 de abril de 2015

... do Samurai X

sexta-feira, abril 24, 2015 0
... do Samurai X

Foi um dos desenhos animados com mais sucesso da TVI, Samurai X conquistou uma geração que não conhecia este género de animação, e foi para muitos o primeiro anime que viram.

Rurouni Kenshin é o Manga de Nobuhiro Watsuki, e foi onde o anime Samurai X, foi baseado, tendo sido produzido pelos estúdios Gallop em 1995. Foram cerca de 95 episódios, que por cá foram transmitidos pela TVI no final do Século XX, numa dobragem em Português liderado por Carla de Sá.

Carlos Macedo, Adriano Luz e Helena Montez eram alguns dos outros nomes envolvidos neste que era um dos principais destaques do Batatoon. O Anime teve uma grande aceitação por parte do público, não habituados a ver desenhos deste tipo mais sérios e sóbrios, e ainda hoje é considerado dos melhores que passou na nossa TV.

Kenshin Himura é um guerreiro samurai da época Meiji(séc.XIX) que jurou nunca mais matar. O problema é que ele se envolvia quase sempre em problemas, que o faziam ter que lutar e nunca conseguir viver uma vida em paz. Durante 10 anos Kenshin vagou pelo Japão até encontrar abrigo no Dojo Kamiya, onde conhece a jovem Kaoru Kamiya, que leccionava kendo no estilo Kamiya Kashin.

A dobragem em Português respeitava o tom sério do programa, tudo feito de uma forma mais adulta, fazendo com que adolescentes e alguns mais velhos ficassem também fãs deste anime, apesar de passar num programa infantil.

Quem via isto?










sexta-feira, 5 de setembro de 2014

... da Ana dos Cabelos Ruivos

sexta-feira, setembro 05, 2014 0
... da Ana dos Cabelos Ruivos


Mais um clássico da nossa infância, um desenho animado que ficou na memória de muitas meninas (e alguns meninos) com mais uma daquelas histórias de fazer chorar as pedras da calçada. Ana dos Cabelos Ruivos foi mais um sucesso da RTP que muitos conheceram ao ver o programa Agora Escolha, onde foi um dos programas mais populares que era transmitido enquanto se procedia à votação.

Ana dos Cabelos Ruivos foi mais um daqueles desenhos animados emocionalmente intensos, seguindo as pisadas de tantos outros daquela década. Também era mais um que era na verdade um Anime, produzido em 1979 pela Nippon Animation e baseado num livro de Lucy Maud Montgomery (Anne of Green Gables) de 1908. Foram 50 episódios a mostrar a vida de Ana Silvestre, uma pequena menina de cabelos ruivos orfã que tinha sido adoptada por dois irmãos idosos.

A história passa-se no Canadá, e tudo começa quando há um engano e Ana aparece na quinta dos irmãos Marília e Matias que queriam na verdade adoptar um rapaz. Apesar disso eles ficam com Ana, e ela contagia eles com a sua boa disposição e os seus sonhos inocentes e encantadores. Ela amava poder ter um vestido bonito com mangas de balão, algo que partilhava com a sua amiga Diana, com a qual tinha uma relação fantástica e de verdadeira amizade.



Em 1987 estreou na RTP2 no Agora Escolha com uma dobragem Portuguesa com nomes como Emília Silvestre, Jorge Mota, Paula Seabra, Jorge Mota ou Isabel Alves. A paixão por esta série é imortal, e quando a Planeta Agostini decidiu lançar isto em dvd, quis fazer com a dobragem antiga algo que conseguiu com a ajuda dos fãs que ajudaram na recuperação do áudio de diversos episódios, já que a RTP mais uma vez não tinha isso em arquivo.

Apenas não conseguiram isso no primeiro episódio, mas a coisa foi resolvida quando grande parte do elenco regravou as suas falas e ajudando assim os fãs a terem uma colecção de fazer inveja. As meninas adoravam esta série, os sonhos de Ana e a sua inocência e energia conquistavam esse público e também não passava despercebido a alguns membros do sexo masculino.

Quem mais viu estes desenhos?








sábado, 2 de agosto de 2014

... do Saber Rider, os Cavaleiros das Estrelas

sábado, agosto 02, 2014 0
... do Saber Rider, os Cavaleiros das Estrelas


Volto aos Animes, e a um que foi transmitido por duas vezes no nosso País e em dois canais diferentes. Saber Rider, os Cavaleiros das Estrelas deu numa versão dobrada em Português e na sua versão original, chegando assim de uma forma diferente a duas gerações distintas.

Lembro-me de ver uma versão dobrada em Português no programa "Agora, escolha" naquele espaço onde tínhamos que votar para escolher a série que queríamos ver. Para variar as vozes nacionais eram bastante boas e faziam aquilo ganhar ainda mais espectacularidade, mas como tantos outros animes da época (e mesmo os de agora), foi coisa que nunca me seduziu muito. Anos mais tarde isto passou na TVI na sua versão original e legendada em Português, algo que me passou ao lado mas lembro-me que havia muitos colegas meus que gostavam de ver isto.

Seijūshi Bisumaruku é o nome original de Saber Rider and the Star Sheriffs, que por cá ficou com o nome de Cavaleiros das Estrelas. A versão original foi feita no Japão em 1984 pelos estúdios Pierrot, e em 1986 a empresa WEP comprou os direitos e reescreveu e gravou a série de novo nos Estados Unidos reaproveitando 46 dos 51 episódios originais.


Os Cavaleiros das Estrelas eram humanos em armaduras que lhes permitiam defender a Nova Fronteira, que era o nome dado aos vários planeta colonizados pelos terrestres num futuro distante. Eles tentavam assim proteger tudo e todos dos Nemesis, uma raça mais avançada que vive noutra dimensão e com a sua tecnologia superior roubar a matéria prima dos terrestres.

Mesmo assim os terrestres conceberam uma nave/robot, a Ariette que era controlada pelos Star Sheriffs, Cavaleiro de Sabre (voz de Rui Sá), Bola de Fogo (Carlos Paulo), Lara (Helena Isabel) e Colt (Joel Constantino). Curiosamente havia um triângulo amoroso entre Lara, Sabre e Bola de fogo, mas nada que nos interessasse muito, queríamos era cenas de acção e nisso o anime tinha com alguma fartura.

Não sei se há isto em dvd, mas por cá foi caindo no esquecimento apesar de haver os fãs quer da versão dobrada quer da versão original. Qual é que viram?






terça-feira, 13 de maio de 2014

... do Marco - dos Apeninos aos Andes

terça-feira, maio 13, 2014 0
... do Marco - dos Apeninos aos Andes

Mais um anime de fazer chorar as pedras das calçadas, nos anos 70 e 80 eram comuns os desenhos animados onde orfãos nos faziam chorar por estarem sem as suas mães e viverem aventuras emocionantes. O Marco tornou-se um dos maiores símbolos desse tipo de programa, acompanhou várias gerações e emocionou todos com a sua procura constante pela sua mamã.

Foi mais uma produção dos estúdios Nippon, que adaptaram um dos maiores sucessos literários Italianos (a par de Pinóquio), o livro Cuore de Edmond de Amicis. O livro Cuore (Coração) data de 1888, uma espécie de diário de um jovem rapaz, sendo que a história de Marco é somente um capítulo desse livro. A série animada foi criada em 1976, e foi transmitida pela RTP numa versão dobrada em Português que foi estreada em 1977 mas foi repetida por diversas vezes na década de oitenta como era comum na estação pública.

Uma dobragem fantástica como de costume, com um genérico cantado de uma forma intensa que nos fazia logo perceber o que vinha aí, uma montanha russa emocional com um pobre rapaz em busca da sua mãe. O sucesso foi total, não tardou a colecção de cromos, de bonecos PVC, os LP's com músicas do desenho animado e até revistas de bd saíram com o pequeno Marco em destaque.

Marco Rocci (Fernanda Figueiredo) é um menino pobre Genovês que vivia feliz com a sua família, apesar da falta de dinheiro faz com que a mãe dele (Ana -Teresa Madruga) vá para a Argentina trabalhar. Quando ela deixou de enviar notícias de como as coisas corriam, tanto Marco como o seu pai Pedro (José Gomes) e o seu irmão mais velho António (António Feio) ficaram extremamente preocupados.

Marco, decide partir no barco Folgore para a Argentina, juntamente com o seu amigo inseparável, o macaco Amélio, para viverem aventuras em conjunto até ele conseguir encontrar e ter notícias da sua mãe. Juntamente com Heidi, é um dos desenhos que todos se lembram com carinho e emoção, recordando-se do que viveram quando viram isto pela primeira vez.

É num porto italiano 
mesmo ao pé das montanhas 
que vive o nosso amigo Marco 
numa humilde casinha. 
Ele acorda muito cedo 
para ajudar a sua querida mamã. 


Mas um dia a tristeza 
chega ao seu coração. 
A mamã tem que partir 
cruzando o mar p'ro outro país. 

Vais-te embora mamã!? 
Não me deixes aqui. 
Adeus mamã. 
Pensaremos em ti. 
E tu vais recordar 
como eu gosto de ti. 

Se não voltas eu irei 
à procura em toda a parte; 
não importa se for longe, 
hei-de encontrar-te. 









quarta-feira, 23 de abril de 2014

... da Sra Pimentinha

quarta-feira, abril 23, 2014 0
... da Sra Pimentinha

Mais um desenho animado que foi produzido no Japão mas cujas raízes se encontravam no Ocidente, neste caso na Noruega. A Sra. Pimentinha foi baseada nuns livros infantis Noruegueses, e mostrava as aventuras de uma senhora simpática que conseguia encolher e viver aventuras fantásticas com os seus animais.

O Studio Pierrot e o Gakken produziram este desenho animado em 1983, baseado nuns livros infantis do escritor Norueguês Alf Prøysen, que tinham o nome (traduzido livremente) de A Senhora Colher de chá. Com o nome de Sra Pimentinha foram produzidos 130 episódios, que tinham cerca de 7 minutos cada e foram transmitidos pela RTP com dobragem em Portugês, primeiro em 1986 no espaço Juventude e Família aos Sábados, passando depois para os Domingos onde ficou até 1987 ano que deixou de ser transmitida por cá. Esta série, ao contrário de tantas outras, não foi mais repetida pela RTP, apesar de também ter tido algum sucesso.

Antonio Montez e Luísa Salgueiro eram respectivamente o Sr Pimenta e a Sra Pimentinha, que viviam numa pequena aldeia pacata mas que não impedia que ela vivesse grandes aventuras quando, com a ajuda de uma colher mágica, ela encolhia até o tamanho dessa colher (algo que não conseguia controlar) e depois conseguia falar com os animais e insectos para além de ter a ajuda de uns meninos da aldeia também. Argentina Rocha e António Feio eram outros dos nomes desta dobragem, que se esforçaram por nos envolver naquelas aventuras e ficarmos interessados naquela senhora de idade mas que tinha muita energia.

Existiram cadernetas, livros para colorir e bonecos de PVC, a prova que era um programa de sucesso e que a criançada gostava de ver e os mais velhos não se importavam nada que ficássemos a ver.




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

... do Misha o pequeno Urso

quarta-feira, fevereiro 12, 2014 0
... do Misha o pequeno Urso

O Ursinho Misha foi a primeira mascote de um evento desportivo a ter grande sucesso, aparecia um pouco por todo o lado nas cerimónias de abertura e fecho dos Jogos Olímpicos e chegou a ter uma série de animação de bastante sucesso.

Os Jogos Olímpicos de Moscovo em 1980 decidiram usar um pequeno urso como a mascote do evento, que acabou por ser um êxito estrondoso entre os mais novos e não só, existia todo o tipo de merchandising com a personagem, desde ursos de peluche a t-shirts passando por programas de televisão. A mascote foi desenhada pelo ilustrador de livros infantis Victor Chizihkov, design depois utilizado pelo estúdio Nippon para a criação da série animada do Ursinho Misha.

O desenho animado estreou em 1979 e passou um bocado por todo o mundo para deixar as crianças preparadas para a mascote que iria aparecer nos JO do ano seguinte.


A série passou na RTP em 1981 com dobragem Portuguesa, sendo repetido por diversas vezes ao longo dessa década como era hábito na estação. Nele podemos ver o pequeno urso Misha e a sua amiga Natasha a viverem aventuras na aldeia para o pai de Misha tinha ido viver. Não eram dos meus preferidos, mas cheguei a gostar de ver alguns dos episódios numa das vezes que apanhei aquilo a dar.

A voz de Misha era a de Fernanda Figueiredo e tínhamos ainda alguns veteranos das dobragens como Irene Cruz ou Manuel Cavaco no elenco.

O genérico era cantado pelo coro infantil da TAP e a letra seguia assim:

De um país distante chegou,
uma carta para ti.
Se a sacudo soa tal
como a felicidade.

Quando a contemplo à luz,
vejo-a como uma sombra.
Oiça-se como vai dizendo a canção.

Vamo-nos, vamo-nos para esse país,
vamos a bailar e a desfrutar sem fim.
Vamo-nos, Vamo-nos não há nada melhor,
que a vida vivida com amor.

Lai, lai, lai, lai, lai, lai.
Se me segues serás feliz.

Meu amigo Misha
Hoje o sol nasce p'ra ti.










quarta-feira, 22 de maio de 2013

...do Bell e Sebastião

quarta-feira, maio 22, 2013 1
...do Bell e Sebastião

Bell e Sebastião foi mais um daqueles Animes estrelado por um orfão, algo tão típico na RTP dos anos 80, com uns animais fofinhos a acompanhar e toda uma história cheia de emoção e choradeira.

Foi um desenho animado adaptado do romance "Belle et Sébastien" de Cécile Aubry, uma conhecida argumentista, actriz, escritora e realizadora Francesa. Existiram 52 episódios, produzidos entre 1981 e 1982 e transmitidos pela RTP em 1983, numa versão dobrada em Português.

No programa podemos ver a amizade entre um pequeno garoto e um enorme cão branco do qual todos tinham medo, mas o pequeno Sebastião adopta o animal e chama-o de Bell. Juntos partem em busca da mãe de Sebastião, uma cigana que o tinha abandonado.

Não era muito fã deste desenho animado, já me cansava tanta desgraça e queria era divertir-me quando via este tipo de programas. Mas adorava a música do genérico e a dobragem Portuguesa era, para variar, muito boa.



Corre, corre Bell.
Corre, corre Bell.
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki,
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki.
Bell, Bell, Bell.

Olhas as montanhas lindas brilhantes
com o murmurar da água nascer.
Vamos ao pé delas somos viajantes,
e vamos brincar até anoitecer.

Corre, corre Bell.
Corre, corre Bell.
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki,
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki.
Bell, Bell, Bell.

Ao chegar aos montes lindos
o puchi vai sonhar.
Um sonho de alegria,
um sonho lindo de encantar.
E o Bell e o Sebastião
também sonharão.

O Bell é tão grande,
o puchi pequenino
são tão engraçados
a darem as mãos.
Somos destemidos e aventureiros,
somos muito amigos como três irmãos.

Corre, corre Bell.
Corre, corre Bell.
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki,
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki.
Bell, Bell, Bell.

Lá lá lá lá
Lá lá lá lá
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki,
Tiki, Tiki, Tiki, Tiki.
Bell, Bell, Bell.






quarta-feira, 15 de maio de 2013

... do Força Astral (Star Blazers)

quarta-feira, maio 15, 2013 1
... do Força Astral (Star Blazers)

A RTP transmitia uma boa dose de Animes na década de 80, fossem as versões originais Japonesas fossem versões censuradas dos Estados Unidos como foi o caso de Star Blazers, que recebeu o nome por cá de Força Astral.


A série era baseada no Anime Japonês Uchuu Senkan Yamato (nave espacial Yamato), produzido no Japão a partir de 1974 por Yoshinobu Nishizaki e Leiji Matsumoto, um programa de enorme sucesso com uma história bem adulta e à frente do seu tempo, sendo um sucesso nos países onde foi transmitido, como no Brasil onde ficou com o nome Patrulha Estelar.

No ano de 2199, cria-se uma nave espacial baseada no navio Yamato, que fora afundado na segunda guerra mundial e famoso pela grande coragem dos seus homens sendo assim usado como a última esperança da Terra na resistência contra os ataques do terrível Império de Gamilon.


Esta versão ocidental fora adaptada de forma diferente para a América, visto que a série tinha fortes influencias na 2ª grande guerra que exaltava a marinha japonesa pela sua coragem, o que logicamente não podia ser explorado nesta versão. Assim muita coisa foi mudada para agradar ao público Americano, a começar pelo nome da nave Yamato que passou então a ser Argo. No anime, para quem se lembra e viu a série, há fortes indícios que os malvados Gamilons eram de facto uma alegoria aos Americanos, e existem várias batalhas no anime que são inspiradas em algumas das batalhas mais sangrentas entre Japoneses e Norte-Americanos.

Mesmo com todas estas mudanças, também este anime conseguia ter uma história adulta e uma carga emocional muito forte para além de acção constante e personagens com algum carisma.

Lembro-me de ver isto na RTP 2 pela hora do almoço a dada altura da década de 90, ficava fascinado com aquele genérico com uma música meio militar e com toda a acção que acontecia nos episódios. Tenho boas recordações e gostava de rever isto com alguma atenção.









terça-feira, 8 de janeiro de 2013

... da Candy Candy

terça-feira, janeiro 08, 2013 3
... da Candy Candy


Candy Candy foi mais um daqueles desenhos animados Japoneses de fazer chorar as pedras da calçada que marcou a nossa infância, era um programa mais para meninas mas que muito menino acabou por ver também.

A série era baseada num Manga do mesmo nome, de Kyoko Mizuki e Yumiko Igarashi, e teve cerca de 115 episódios entre 1976 e 1978, que a RTP transmitiu em 1983 numa versão dobrada em Português e que segundo contam só teve 50 episódios, devido às queixas que a estação estatal recebia acerca da história conturbada desta pequena jovem. Parece que havia "Beijinhos" e tudo entre a Candy e o seu Príncipe e Portugal ainda não estava preparado para desenhos animados assim.

A diferença maior para os outros desenhos animados, é que isto era uma autêntica Novela e era transmitida como uma e apelava às meninas como as Novelas apelavam às Mães.



Candy (Isabel Ribas) foi abandonada ainda bebé num orfanato, no mesmo dia que a Irmã Maria (Carmen Santos) e a Miss Paula (Irene Cruz) encontram outra bebé chamada Ana (Fernanda Figueiredo). As duas meninas cresceram juntas e tornam-se inseparáveis. a alegria de Candy contagiava tudo e todos.

Houve um dia que uma família tentou adoptar Candy, mas esta recusa-se porque não queria deixar para trás a sua amiga Ana, mas o problema é que esta não tem problema em ser adoptada por uma família rica e deixa para trás a sua amiga. Ela depois escreve uma carta a Candy onde diz que elas não podem continuar a ser amigas, pois agora pertence à alta sociedade.

Candy fica a chorar todos os dias sem parar, e só se acalma vê um rapaz de kilt, o António (João Lourenço), a tocar gaita de foles e fica encantada. Candy é finalmente adoptada por uma família, que também era rica, para ser dama de companhia de Elisa (Irene Cruz), mas Elisa e o seu irmão Daniel fazem-lhe a vida negra e o que parecia poder ser uma vida feliz longe do orfanato, acaba por não o ser. Mas Candy faz muitos amigos, como os vizinhos Luís e Artur, que pertencem à família mais rica da região e dos quais o jovem António, que na verdade é o "príncipe" que Candy sonhava, era primo.

Continuava assim a novela de Candy, da qual os Portugueses não resistiram à violência psicológica e não quiseram ver até ao fim. Apesar de tudo lembro-me de existir muito merchandising desta personagem na escola, desde mochilas a cadernos, e a caderneta de cromos teve bastante sucesso.

Foi mais um dos desenhos animados que nos fazia chorar e vibrar ao mesmo tempo, com mais uma criança a viver sem os seus pais e a viver aventuras demasiado intensas para a idade que tinham.








segunda-feira, 10 de setembro de 2012

... da Bia, a Pequena Feiticeira

segunda-feira, setembro 10, 2012 8
... da Bia, a Pequena Feiticeira

Bia, a Pequena Feiticeira foi mais um daqueles Animes que passou pela TV Portuguesa e que deve o seu sucesso à dobragem que teve. Desde a canção do genérico, que ficava no ouvido, às situações durante o desenho animado, as vozes Portuguesas ajudaram a que este Anime ficasse na memória de muitos que o viram no começo da década de 90.

Majokko Meg-Chan era o nome original do Anime, que era baseado num Manga criada por Akio Narita e Tomo Inoue sendo produzidos 75 episódios entre 1974 e 1975 que foram transmitidos por cá pela RTP 2 na década de 80 e de 90. Como muitos Animes transmitidos no nosso País, este era adaptado de uma versão Europeia, neste caso da versão Italiana que tinha menos episódios, cerca de 65.

O que me lembro mais da série era que era muito boa a nível gráfico, a animação é muito pessoal e com muita cor, era um daqueles animes com inspiração Europeia mas com a alma oriental na mesma. Neste desenho animado podemos ver as aventuras da Bia (Cláudia Cadina), uma jovem feiticeira que disputava o trono do reino da magia com a sua rival, Nádia (Helena Isabel) que chegam à Terra para aprender como vivem os humanos. Uma particularidade engraçada era ver como as roupas reflectiam a personalidade das protagonistas, Bia estava sempre com cores suaves e leves enquanto que Nádia tinha cores mais fortes, mais pesadas.


A Bia veio viver para a casa de Ana (Fernanda Montemor), uma velha feiticeira que decidiu viver no nosso planeta e constituir família enfeitiçando o seu marido Paulo (António Semedo) e os seus filhos para que estes considerassem a Bia como a filha/irmã mais velha da família. Existia ainda o bruxo Xoné (Adriano Luz) que devia vigiar o desempenho das pequenas feiticeiras mas tinha os seus próprios planos.

Não me lembro de tudo dos episódios, nem via isto regularmente, mas lembro-me que me divertia com este desenho animado e que ainda hoje consigo cantarolar a música do genérico, uma batida Italiana à Eurodance com uma letra Portuguesa divertida e interessante.

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu

Assim também tu podes imitar a Bia
e fazer qualquer magia.
Aparecer desaparecer num sonho
e transformar a noite em dia.
Cavalgando uma estrela,
ou um arco íris sobre o mar.
Mas cantemos juntos a canção
da Bia para ajudar

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu






sexta-feira, 27 de julho de 2012

... do anime D'Artagnan e os Três Mosqueteiros

sexta-feira, julho 27, 2012 0
... do anime D'Artagnan e os Três Mosqueteiros

Já tínhamos visto muitas versões do clássico os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas, inclusive uma versão canina de muito sucesso, mas em 1988 todos vibrámos com uma versão Anime que para além de um genérico fenomenal, tinha uma versão interessante sobre o livro de Dumas como o facto de retratarem Aramis como sendo uma rapariga.

Esta animação era apenas baseada no livro, e não uma retratação fiel do mesmo, mas a acção frenética do Desenho Animado em conjunto com uma grande dobragem, tornou este programa um dos maiores sucessos do Agora, Escolha onde estreou em 1988 como o programa que dava durante a votação. A produtora Gakken fez 52 episódios desta série, que tinha as características típicas dos Anime que conhecíamos, com as expressões faciais exageradas e uma acção frenética e non-stop.

Carmen Santos interpretou a canção do genérico que tinha uma letra bem interessante e um ritmo que nos cativava e viciava, todos aprenderam rapidamente a letra e sabemos a cantar ainda nos dias de hoje:


Ele vai viver a lutar,
p'ra fazer melhor o amanhã,
vai querer na vida um lugar,
é o D'Artagnan!
Não teme ninguém na grande cidade,
muitos inimigos ele vai vencer!
E aprender também que só pel'a amizade
vale a pena alguém viver!
Só com amigos é tão bom viver,
só com amigos é tão bom brincar!
E três amigos ele encontrou nos mosqueteiros!
E aprendeu que só com amigos é que é bom viver,
que só com amigos é que é bom brincar!
E os quatro vão poder mostrar que a rir e a lutar são os primeiros!
Ele vai viver a lutar,
p'ra fazer melhor o amanhã,
vai querer na vida um lugar,
é o D'Artagnan!

É daqueles desenhos animados que deve muito do seu sucesso à dobragem fantástica em Português, com direcção de António Montez e tradução de Isabel Pacheco com nomes como Miguel Guilherme (D'Artagnan), José Pedro Gomes (Athos), José Raposo (Porthos) ou Carlos Freixo (Aramis). Até hoje ninguém se esquece do episódio onde D'Artagnag descobre que afinal Aramis era uma mulher disfarçada como homem, foi um twist interessante e que contribuiu para que todos tivessem vontade de ver mais deste desenho animado.




quinta-feira, 24 de maio de 2012

... do Anime da Alice no País das Maravilhas ( Fushigi no Kuni no Arisu)

quinta-feira, maio 24, 2012 2
... do Anime da Alice no País das Maravilhas ( Fushigi no Kuni no Arisu)


Uma das coisas que mais achava piada em alguns dos Desenhos Animados que passavam na RTP nos anos 80, era terem um ar Japonês mas terem os genéricos com letras mais para o Alemão, e no caso deste desenho animado em particular (um dos meus favoritos) isso devia-se ao facto de ser uma produção Germano-Nipónica sendo então normal que o  Fushigi no Kuni no Arisu, vulgo Alice no País das Maravilhas, apresentasse estas características.

Eu era fã deste desenho animado começando logo pelo seu genérico, era mais um com uma música que ficava no ouvido e como aparecia noutra língua dava um ar mais doido às imagens que apareciam. O desenho em si era dobrado em Português, em mais uma excelente dobragem, e era das melhores adaptações do conto imortal de Lewis Carrol. Isto porque esta co-produção entre a Alemanha e o Japão tinha um ar meio surreal, que assentava que nem uma luva no que o livro nos tentava transmitir e nos cativava por aquele excesso de cor e aventura.


A série teve 52 episódios, realizados em 1982 a 1984 e passados pela RTP em 1987 com uma repetição em 1989. Lembro-me de ver isto nas tardes dos dias de semana, por isso num desses anos foi assim que ela foi transmitida. Tenho os dvd's todos que a Prisvídeo lançou e posso garantir que não envelheceu mal e continua bem divertida.

A história mostrava uma menina de sete anos, Alice (Isabel Ribas) que adorava brincar com animais e era extremamente curiosa. Um dia encontrou um coelhinho, Benny Bunny (Argentina Rocha) que começou a falar com ela e a apresentou ao seu tio, um coelho grande vestido com um colete e sempre a olhar para o relógio que foi dobrado pelo grande António Feio. Foi a perseguir o tio de Benny por uma toca que começaram as aventuras da Alice que à lá Calvin & Hobbes nos deixavam na dúvida se eram reais ou sonhos da menina. Os habitantes do mundo subterrâneo eram muito interessantes e carismáticos, governados pela mão de ferro da Rainha das Copas (Carmen Santos) e do seu marido, mais calmo e pacífico, o Rei de Copas (Francisco Pestana) sempre a recorrerem ao seu exército de cartas, tinham corpo de uma carta mas com membros e uma cabeça, para imporem a sua vontade.


Pelo caminho Alice conhecia, ou era importunada, por personagens estranhas como os gémeos Tweedledee e Tweedledum (António Feio e João Lourenço), O ser em forma de Ovo que se encontrava sempre em cima de um muro, o Humpty Dumpy (Luís Mascarenhas), A Morsa e a Falsa Tartaruga (Luís Mascarenhas e Manuel Cavaco) ou A Duquesa (Carmen Santos).

Os meus favoritos eram O Chapeleiro e o Rato Dorminhoco (João Lourenço e Manuel Cavaco) e o Rei Paulo e Rainha Paula (Luís Mascarenhas e Luísa Salgueiro) que eram ávidos jogadores de cricket mas que nem sempre lhes saía bem. Os conselhos da Lagarta Azul (António Feio) também davam sempre histórias engraçadas mas era a interacção entre a Alice e a Rainha de Copas que geravam os melhores momentos do desenho animado.

Na "realidade" apareciam os pais da Alice, e nos últimos episódios começámos a conhecer os amigos dos pais dela que pareciam espantosamente com todas as estranhas personagens que ela havia conhecido no País das Maravilhas.

Aconselho vivamente este Desenho Animado, em especial com a dobragem original, que apresenta de uma forma bem engraçada este fantástico conto de Lewis Carrol.