segunda-feira, 20 de julho de 2020

... do concurso do Hugo





Um dos concursos de maior sucesso dos anos 90, todos queríamos telefonar e participar, para podermos comandar este pequeno herói.

O Hugo era um concurso interactivo que tinha a sua origem na Dinamarca, país onde se estreou no começo da década de 90, que consistia em pessoas ligarem para o programa e jogarem o mesmo com as teclas do seu telefone. O jogo tinha o nosso herói a tentar salvar a sua família das garras da bruxa Maldiva, que os tinha presos na Caverna das Caveiras na Hugolândia

A produção estava a cargo da Costa do Castelo, com direcção de Paulo Trancoso e António Luís Campos, a dobragem a cargo de Paulo Coelho, com os textos de Mário Botequilha e Pedro Castro. O programa tinha uma toada leve e os seus apresentadores ajudavam a manter o jogo num tom jovial e divertido, eles tinham um à vontade com os concorrentes e mais tarde brincavam com o próprio boneco, isto num programa que era transmitido em directo.

Pedro Pinto e Alexandra Cruz (Xana), foram os primeiros apresentadores de um programa que se mantinha sempre fresco, com novos jogos e cenários reformulados que ajudavam a que não se perdesse o interesse pelo jogo. Antes do programa passar para o Canal 1, sai Pedro Pinto e entra Fernando Martins, que continua a apresentá-lo quando este muda de canal, e tem a companhia de uma nova apresentadora, a Joana Seixas, que substituía a Xana.

O participante começava com uma pequena conversa com o apresentador. Este explicava as regras do jogo: e para começar, o participante tinha que carregar na tecla 5. O Hugo andava sozinho; o controlo incidia sobre as direcções e movimentos que este fazia. Normalmente o código era: tecla 4 para salto à esquerda, tecla 6 para salto à direita, tecla 2 para salto, tecla 8, para agachamento e, tecla 0 para consulta de mapa, quando o caminho do jogo tinha várias direcções possíveis. Dependendo do nível, só estavam disponíveis alguns movimentos.



O jogador tinha que acumular pontos para poder passar à fase final, à caverna. Para tal, este tinha que fazer com que o Hugo tocasse, com qualquer parte do corpo, em bolas de ouro presentes no cenário do jogo. Cada bola de ouro valia 10000 pontos, e um mínimo de 80000 eram necessários para entrar na caverna. Porém, quase sempre havia uma bola que era falsa, e retirava 20000 pontos aos conseguidos até então. Mas também havia uma bola polivalente, que adicionava 30000 pontos, em vez dos habituais 10000. Quando se apanhava uma bola vulgar, ouvia-se um som parecido com moedas a tilintar; quando se apanhava a bola falsa, ouvia-se um riso de bruxa, semelhante ao riso que a bruxa Maldiva fazia quando Hugo não conseguia salvar a família e; quando se apanhava a bola polivalente, ouvia-se o som da bola normal, acompanhado de cordas.

Existiam bastante armadilhas durante cada jogo. O jogador tinha 3 oportunidades para caír nas armadilhas e, poder continuar o jogo. Por cada armadilha, o jogador perdia 10000 pontos. Na caverna, existiam 3 opções que decidiam o final do jogo. Tais opções eram representadas por cordas no cenário do jogo. Duas delas, permitiam que a família de Hugo saísse do cativeiro e, consequentemente, que o jogador ganhasse o jogo. Uma delas, triplicava a pontuação conseguida até então e, outra apenas a dobrava. Uma terceira corda, fazia com que Hugo fosse projectado para fora da caverna, não salvando a família e, o jogador perdia toda a pontuação conseguida ao longo do jogo.

Os jogos eram interessantes, fossem numa linha de comboio ou na neve, era sempre divertido ver os obstáculos constantes, e como os concorrentes lidavam com estes. Depois era as situações engraçadas que colocavam no ecrã sempre que o Hugo perdia, e isso ainda ficava mais engraçado com as frases dele como "é tramado mas este jogo está acabado". O típico programa que se fica a ver quando não há mais nada para ver mas que até divertia bastante, e quem é que ainda não se lembra da letra?


Precisas de ajuda
para lá chegar.
Amarra a bruxa
para a catapultar.

Hugo,
à esquerda e à direita,
sem fazer asneiras.

Hugo,
para cima e para baixo,
até à Caverna das Caveiras.

De lembrar que ainda existiam telefones de disco, mas isto só funcionava com os de teclas.

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