2020 - Ainda sou do tempo

quarta-feira, 15 de julho de 2020

... da série Crime, disse ela

quarta-feira, julho 15, 2020 0
... da série Crime, disse ela

Uma das séries mais populares por cá nos anos 80, com uma protagonista carismática, e uma música de genérico facilmente reconhecida.

Crime, disse ela (Murder, She wrote) foi uma série policial de grande sucesso da década de 80, que mostrava as aventuras de uma escritora que se envolvia sempre em grandes mistérios que ajudava a resolver com a sua inteligência e intuição.

A série foi transmitida pela CBS entre 1984 e 1996, num total de 283 episódios e 12 temporadas,, sendo um sucesso nos Estados Unidos e um pouco por todo o mundo. A RTP transmitiu a série na segunda metade dos anos 80, não sei quantas temporadas ou em que dia, mas tenho lembrança de a dada altura isto dar ao Sábado à tarde na RTP 1, ou então durante as tardes dos dias de semana.

A história gira ao redor de Jessica Fletcher (Angela Lansbury), uma escritora Inglesa (ex-professora de Inglês) que está a viver na cidade fictícia de Cabot Cove e a escrever o seu livro Murder, she wrote
Acaba por começar a colaborar com a polícia enquanto esta investigava alguns crimes, e começa a resolver alguns deles com a sua inteligência e atenção aos detalhes. Mesmo quando ia para outras cidades, acabava sempre por se ver envolvida em algum assassinato, roubo ou fraude.

Uma das coisas que atraía na personagem era o facto de manter sempre a sua compostura e boa educação, fosse qual fosse a situação. Eu como fã de outras séries do género, como Poirot ou Sherlock Holmes, acabava por espreitar os episódios e acabar por ficar a vê-los.

O Dr. Seth Hazlitt (William Windom) era o médico da cidade e o melhor amigo de Jessica, enquanto que os diferentes Sherifes da cidade tinham obviamente um papel de destaque na série, que teve ainda uma lista interminável de actores conhecidos como convidados especiais. Ela teve sempre boas audiências no seu horário do Domingo à noite nos EUA, e cá por Portugal ficou na memória de todos os que a viram, e a recordam logo mal ouvem a música do genérico.



















 

terça-feira, 30 de junho de 2020

... Destes Rebuçados

terça-feira, junho 30, 2020 1
... Destes Rebuçados

quarta-feira, 24 de junho de 2020

... da série Os Pequenos Vagabundos

quarta-feira, junho 24, 2020 0
... da série Os Pequenos Vagabundos


Mais uma daquelas séries que não teve muitos episódios, mas todos que a viram, recordam-na com saudade. 

Os Pequenos Vagabundos (Les Galapiats) foi uma produção Franco-Belga-Suiça-Canadiana com oito episódios de 26 minutos cada, com a particularidade de ter sido realizada a cores, uma raridade na altura. Na RTP só vimos estas aventuras a preto e branco, primeiro na década de 70 e depois na primeira metade dos anos 80 onde foi de novo repetida para gáudio de uma nova geração.

6 adolescentes de diversas nacionalidades travam amizade numa colónia de férias da Bélgica, e começaram a viver aventuras cheias de mistério, acção, tesouros, castelos e tudo sempre com terríveis ladrões por perto, deixando-nos pregados a ver como acabaria a aventura.

Jean Luc, Cowboy, Byloke, Lustucru, Franz, Christian e Marion-de-Nelges formavam então este pequeno grupo de "vagabundos", que viveu aventuras que metiam inveja aos Cinco, e faziam-nos sonhar com mistérios em castelos com tesouros e ladrões assustadores.

Lista de episódios
Le camp vert (o campo verde)
Un grimoire et un énigme (Magia e Enigma)
Le trésor des Templiers (O tesouro dos Templários)
L'homme à la Land-Rover (O homem do Land-Rover)
L'avion message (O avião mensageiro)
Le pot aux roses (O mistério)
La grande panique (Pânico máximo)
Le coup de filet (A captura)






quarta-feira, 20 de maio de 2020

... da Ana dos Cabelos Ruivos

quarta-feira, maio 20, 2020 3
... da Ana dos Cabelos Ruivos

A doce Ana conquistou-nos a todos, e foi um dos maiores sucessos no Agora Escolha.

Ana dos Cabelos Ruivos foi mais um daqueles desenhos animados carregados de emoção, seguindo as pisadas de tantos outros daquela década. Este Anime produzido em 1979 pela Nippon Animation, é baseado num livro de Lucy Maud Montgomery (Anne of Green Gables) de 1908, um livro que já vendeu mais de 50 Milhões de exemplares. Foram 50 episódios a mostrar a vida de Ana Silvestre, uma pequena menina orfã de cabelos ruivos. que tinha sido adoptada por dois irmãos idosos.

A história passa-se no Canadá, quando os irmãos Marília e Matias decidem adoptar um rapaz. Mas em vez disso quem aparece na quinta deles é Ana, que esbarra na indignação de Marília que não admite este engano, e apesar das súplicas da pequena orfã, vai até ao orfanato reclamar do sucedido. Pelo caminho ouve a história de Ana e comove-se de tal forma que decide ficar na mesma com ela, algo que deixa o seu irmão bem feliz, já que também ele tinha-se comovido com a pequena de cabelos ruivos.


Com o tempo contagia-os com a sua boa disposição, e os seus sonhos inocentes e encantadores. Mas não foi uma tarefa fácil, passando por diversos incidentes, alguns bem cómicos, e fazendo várias amizades pelo caminho. Algumas vezes até com pessoas que não simpatizavam com ela logo no começo, e por ferver em pouca água, chega a ter alguns dissabores na escola, algo que acaba por ultrapassar.

Estreou na RTP2 em 1990, e alguns anos mais tarde ganhou nova vida no Agora Escolha. Teve uma dobragem Portuguesa com nomes como Emília Silvestre, Jorge Mota, Paula Seabra, Jorge Mota ou Isabel Alves. A paixão por esta série é intensa, e a prova disso foi dada quando a Planeta Agostini decidiu lançar isto em dvd. Eles queriam usar a dobragem original, algo que só foi possível com a ajuda dos fãs. Estes ajudaram na recuperação do áudio de diversos episódios, já que a RTP não tinha isso em arquivo.

Ficou a faltar o primeiro episódio, mas tudo ficou resolvido quando grande parte do elenco regravou as suas falas, ajudando assim os fãs a terem uma colecção de fazer inveja. As meninas adoravam esta série, os sonhos de Ana e a sua inocência e energia conquistavam esse público, mas também não passava despercebido a alguns membros do sexo masculino, tornando-se por isso um grande sucesso.






terça-feira, 28 de abril de 2020

... Destas Sandálias

terça-feira, abril 28, 2020 2
... Destas Sandálias

quinta-feira, 9 de abril de 2020

... De brincar com zarabatanas feitas com pvc

quinta-feira, abril 09, 2020 0
... De brincar com zarabatanas feitas com pvc

Hoje deixo aqui uma memória de uma brincadeira, que muitos devem ter feito também.

Lembram-se de quando iam com os amigos procurar tubos de pvc, para depois fazer armas rudimentares? Usava-se depois para batalhas ocasionais, disparar contra pessoas que iam a passar na rua, carros na estrada, etc.

No meu bairro, era comum escondermo-nos na berma da estrada, no meio do mato e disparar contra quem ia a passar. Normalmente com caroços de azeitona, usando um tubo simples, ou fazendo algo mais complexo como nesta imagem. Quem mais fez disto?

Imagem de Paulo Amaro

terça-feira, 7 de abril de 2020

... do John McEnroe

terça-feira, abril 07, 2020 0
... do John McEnroe

McEnroe foi dos melhores jogadores de todos os tempos, deixando o seu nome na história do ténis.

John McEnroe nasceu na Alemanha, tendo se mudado cedo para Queens, nos Estados Unidos. Iniciou-se nos courts aos 8 anos de idade, demonstrando logo um talento inato para o jogo. Estreou-se como amador aos 18 anos no torneio de Wimbledon, indo até às meias finais (onde perdeu com Jimmy Connors), um recorde para um amador, e a melhor perfomance de sempre para um tenista que vinha das qualificações.

Dois anos mais tarde, em 1979, venceu o seu primeiro grande Grand Slam (US Open), tornando-se o mais jovem vencedor desde Pacho Gonzales em 1948. Nesse ano, teve ainda uma grande vitória contra Bjorn Borg (no WTC Finals), terminando o ano com 10 títulos com singular e 17 conquistas nos torneios de pares,  o que marcou um recorde para a época de estreia de um tenista.

O seu mau feitio levava a que discutisse frequentemente com árbitros, apanha bolas e até com o público. Isto ajudou-o a formar uma imagem de Bad Boy rebelde, completamente de acordo com a década que se iniciava, e onde ele iria se tornar um dos seus maiores nomes.

Teve 3 grandes rivalidades, com Bjorn Borg, com Jimmy Connors e ainda com Ivan Lendl, com alguns destes jogos a serem dos mais importantes e emocionantes deste desporto, o que levou a que o Ténis ganhasse outra dimensão para o público em geral.


                                    

Isto levou a que os seus primeiros tempos em Wimbledon fossem meio complicados, em 1980 foi bastante assobiado pelo público quando entrou para a final que ia ter contra Borg, que 
acabou por vencer este jogo, que é considerado por muitos como a melhor final de sempre em Wimbledon ,muito por causa do seu comportamento na meia final contra Connors.

No ano seguinte voltou a ter vida complicada neste torneio, foi multado por diversas vezes e a imprensa Britânica colocou-lhe a alcunha de SuperBrat, devido ao seu temperamento intempestivo. Foi neste ano que McEnroe usou por diversas vezes a frase "You cannot be serious", em direcção aos árbitros, algo que se viria a tornar a sua imagem de marca.

Em mais uma final contra Borg, o preferido dos Ingleses, o Americano saiu vitorioso, algo que voltou a repetir-se no US Open acabando assim uma rivalidade que tinha apaixonado todos os adeptos. Entre 1983 e 1985 foram os seus confrontos contra Lendl e Connors que dominaram as atenções do público, dando alguns excelentes espectáculos como a final de Roland Garros em 1984 entre Lendl e McEnroe, que Lendl venceu em cinco sets dramáticos e emocionantes.





Foi nesse ano que ele fez a melhor época de sempre no ténis profissional, com 82 vitórias e 3 derrotas, vencendo 13 torneios, 2 grand slams e foi o segundo na taça Davis. Nem a sua suspensão de 21 dias por causa do seu comportamento manchou essa época.

Foi um jogador que ajudou a revitalizar o interesse dos Americanos pela Taça Davis, o que levou o país a vencer duas finais em 1984 e 1985. Depois de um ano de pausa, McEnroe demorou a recuperar a sua forma, mas mesmo assim nunca teve longe do que se esperava de um jogador do seu calibre, vencendo categoricamente um Roland Garros em 1988, e estando sempre perto das finais nos outros Grand Slam. O seu mau feitio continuava em forma, sendo expulso do torneio Australiano em 1990 por insultar e ameaçar os oficiais desse grand slam.

Continuou a competir em bom plano até 1992, vencendo torneios importantes na categoria de pares, e tendo grandes jogos nos torneios singulares mesmo que não chegasse regularmente a uma final. Entrou para o Ténis Hall of Fame em 1999, trabalhando como comentador em diferentes estações televisivas, e tornou-se uma figura na importância que voltou a ser dada ao campeonato de veteranos, mostrando estar ainda em boa forma, e reeditando até algumas das suas maiores rivalidades.

É impossível ficar indiferente aos números da sua carreira, à qualidade do seu ténis e ao carisma da sua personalidade. Foi um dos meus tenistas preferidos e daqueles que ajudou a que eu me interessasse pelo desporto numa década onde foi possível ver tantos jogos bons e de grande qualidade. 
Era um jogador com uma técnica acima da média, um vólei fantástico e um mau feitio que o fazia ter explosões dentro do court, para o deleite de muitos.






terça-feira, 31 de março de 2020

... da série Sarilhos com elas

terça-feira, março 31, 2020 0
... da série Sarilhos com elas

Uma série bem divertida, com um elenco diferente do habitual.

Susan Harris criou a série Golden Girls, que mostrava que os mais velhos também podiam ser divertidos.Durou sete temporadas, que foram transmitidas entre 1985 e 1992, ajudando a quebrar alguns preconceitos que existiam acerca de personagens da terceira idade nas séries televisivas. Deu no horário nobre da RTP na segunda metade da década de 80, com o nome Sarilhos com Elas, mas tenho ideia que também cheguei a ver isto por volta da hora de almoço (ou pelo início da tarde).

Era frequente abordarem temas sexuais no programa, mostrando que apesar da idade que tinham, viviam uma vida activa e acreditavam, e que ainda tinham muito para dar e a sua vida não estava terminada. Todas as protagonistas venceram pelo menos um Emmy, e o programa foi também alvo de vários Emmys e Globos de Ouro.

A série mostrava quatro mulheres acima dos Cinquenta anos que viviam juntas na mesma casa, cada uma com a sua personalidade própria, mas unidas por uma grande amizade. Apesar de haver muitas discussões, devido a essas personalidades diferentes, acabavam quase sempre a abraçar-se ou a comer um bolo na cozinha.

Dorothy Zbornak (Bea Arthur) tinha um temperamento muito complicado, divorciada de Stanley (que tentava várias vezes a reconciliação) era um pouco amarga e algo desconfiada das coisas. Era a mais inteligente do grupo, e por vezes a voz da razão.

Sophia Petrillo (Estelle Getty) era a mãe de Dorothy que acaba por ir viver com ela e com as suas companheiras depois de um incêndio no lar onde vivia. Apesar da sua aparência frágil e idosa, esta era bastante desbocada, e tinha sempre uma resposta na ponta da língua. Criticava constantemente as companheiras da sua filha, com comentários mordazes e certeiros, que era raro não arrancarem uma gargalhada do público.

As duas companheiras de Dorothy não podiam ser mais diferentes, Blanche Deveraux (Rue McClanahan) era uma típica beldade sulista, toda atiradiça e extrovertida, que depois de enviuvar, decidiu viver uma vida sexual muito activa, e aparecia com um namorado novo em quase todos os episódios. 

Já Rose Nylund (Betty White)  era mais calma e ingénua, cheia de histórias estranhas sobre a sua terra natal, e sem o mesmo interesse por uma vida sexual activa que as suas companheiras tinham.

As atitudes exageradas de Sophia eram o que atraía muitos de nós nesta série, se bem que agora é das coisas que se calhar menos gostamos de ver, pelo exagero típico dos anos 80, que eram somente para provocar shock value, e que afastavam por vezes um pouco a atenção dos assuntos abordados nos episódios  que eram até bastantes interessantes e pertinentes.

Uma série de alguma qualidade, e que provou que não precisamos de ter só séries juvenis na nossa televisão Chegámos a ter uma versão Portuguesa das Golden Girls, que também era interessante e com um elenco de qualidade.





terça-feira, 24 de março de 2020

... do Fort Boyard

terça-feira, março 24, 2020 2
... do Fort Boyard

Um programa interessante, lembro-me de ver e ficar entusiasmado com as provas e os enigmas.

O Canal 4 (como era conhecida a TVI) transmitiu em
 1994 o Fort Boyard, aos Sábados depois da hora de almoço, numa tentativa de combater a jovialidade da SIC. Mas como sempre, optavam pela versão original, e com legendas. A língua francesa, em conjunto com um velho de barbas longas a ajudar nos enigmas, dava um ar  solene a tudo, apesar de ter também muita emoção, com as provas físicas.

O programa começava 
com uma música de genérico fenomenal, e víamos um grupo de concorrentes num bote a aproximar-se do forte, que se encontrava no meio do oceano. A sua missão era conquistar o ouro de Boyard, e para isso teriam que ir resolvendo os enigmas que ele lançava, ao mesmo tempo que tinham que ultrapassar algumas provas físicas. A emoção era intensa, com um cronómetro que mostrava o tempo limite que todos tinham para resolver cada prova/enigma.

O objectivo passava por apanhar várias chaves, que estavam em diversas celas pelo forte fora, existindo uma chave extra, no topo do forte, tendo que responder a um enigma para obte-la. Podia-se trocar concorrentes por chaves, ficando presos e impedidos de dar o contributo à equipa até o final do programa. Lembro-me que isto raramente dava bom resultado, já que era menos uma ajuda para as diferentes fases que o programa tinha. Um dos meus momentos preferidos era o do velho, as barbas compridas eram sinónimo de grande conhecimento e reverência nos anos 80, e adorava o seu tom de voz.

O programa teve várias versões nos mais diversos países, uma do Reino Unido alcançou bastante sucesso, e ainda hoje é lembrado com saudade por todos os que o viram. Por França costumam acontecer programas especiais com concorrentes famosos, sempre com sucesso.



















quinta-feira, 19 de março de 2020

... da Bia, a pequena feiticeira

quinta-feira, março 19, 2020 1
... da Bia, a pequena feiticeira

Recordo mais um daqueles desenhos animados que ficou na memória de todos.

Majokko Meg-Chan era o nome original do Anime, baseado num Manga criada por Akio Narita e Tomo Inoue, teve 75 episódios, entre 1974 e 1975. A RTP 2, na década de 80 e de 90. passou uma versão Europeia, neste caso da versão Italiana que tinha menos episódios, cerca de 65, ficando com o nome Bia, a Pequena Feiticeira.

A série era muito boa a nível gráfico, era um daqueles animes com inspiração europeia, mas mantendo a alma oriental. Neste desenho animado podemos ver as aventuras da Bia (Cláudia Cadina), uma jovem feiticeira que disputava o trono do reino da magia com a sua rival, Nádia (Helena Isabel). Uma particularidade engraçada era ver como as roupas reflectiam a personalidade das protagonistas, Bia estava sempre com cores suaves e leves, e Nádia tinha cores mais fortes, mais pesadas.


A Bia veio viver para a casa de Ana (Fernanda Montemor), uma velha feiticeira que decidiu viver no nosso planeta, e constituir família. Enfeitiçou o seu marido Paulo (António Semedo), e os seus filhos, para que estes considerassem a Bia como a filha/irmã mais velha da família. Existia ainda o bruxo Xoné (Adriano Luz) que devia vigiar o desempenho das pequenas feiticeiras, mas tinha na verdade outros planos.

Não me lembro de tudo dos episódios, nem via isto regularmente, mas lembro-me que me divertia com este desenho animado, e que ainda hoje consigo cantarolar a música do genérico, uma batida Italiana à Eurodance com uma letra Portuguesa divertida e interessante.

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu

Assim também tu podes imitar a Bia
e fazer qualquer magia.
Aparecer desaparecer num sonho
e transformar a noite em dia.
Cavalgando uma estrela,
ou um arco íris sobre o mar.
Mas cantemos juntos a canção
da Bia para ajudar

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu













segunda-feira, 16 de março de 2020

... do programa Não se esqueça da escova de dentes

segunda-feira, março 16, 2020 0
... do programa Não se esqueça da escova de dentes

Hoje recordo um dos programas mais divertidos da nossa televisão, um símbolo da SIC dos anos 90.

Em 1995 a SIC ia para o seu terceiro ano de existência, continuando a afirmar-se como uma estação televisiva rebelde e animada, contra o conservadorismo do canal 4, e a estagnação da RTP. Os seus programas eram originais, divertidos e movimentados, e um dos melhores exemplos disso era o Não se esqueça da escova de dentes.

O programa consistia em jogos animados, que habilitavam a diversos prémios, entre os quais viagens, sendo por isso obrigatório terem consigo o passaporte e a escova de dentes. Teresa Guilherme era a apresentadora, mostrando aqui um registo mais moderno do que nos havia habituado, e a química que tinha com o seu parceiro, Humberto Bernardo, ajudava ao sucesso do programa.

As noites de terça ganhavam assim uma animação extra, o público estava sempre bastante animado (há rumores que a produção dava bastante álcool ao público), e existia até um jogo de strip-tease, o que garantia a atenção de todos.

Lembro-me que o programa era longo, tendo por isso alguns momentos mortos, como no caso dos convidados musicais, mas no geral era bastante divertido e engraçado de se ver. Foi o começo de uma Teresa Guilherme cheia de empatia para com os concorrentes e o público.










sexta-feira, 13 de março de 2020

... dos Jovens Heróis de Shaolin

sexta-feira, março 13, 2020 0
... dos Jovens Heróis de Shaolin

Uma série que deixou todos a quererem ser mestres do Kung-fu.

O nome da série no original era Ying hung chut siu nin, ficando conhecida por cá como Jovens Heróis de Shaolin. produzida em 1981 e transmitida pela RTP a meio da década de 80 (86 presumo) aos Sábados à tarde, para gáudio de miúdos como eu que deliravam com os efeitos especiais manhosos da série que na altura eram mais que suficientes para nos conquistar.

Foi transmitida na sua língua original e com legendas em Português, com um genérico fantástico numa língua completamente estranha, mas que tinha tudo a ver com o programa e o que este nos queria dar. 
Ficávamos vidrados na TV a ver as aventuras de 3 amigos que falavam numa linguagem muito estranha, que tinham aventuras fantásticas, e que davam uns saltos fantásticos antes de andar à porrada.

A série tinha bastante humor (algo que ajudou ao sucesso dela), mas as artes marciais eram tratadas com respeito, mostrando-nos o quão difícil eram os treinos de Kung-Fu para todos aqueles que estavam no templo de Shaolin. A história focava-se em 3 amigos, Hung Hei Goon, Fong Sai Yuk e Woo Wai Kin, que tentam tornar-se mestres do Kung Fu enquanto tentam colocar a Dinastia Ming no poder, destronando a Dinastia Ching.

















segunda-feira, 2 de março de 2020

... da Novela Cambalacho

segunda-feira, março 02, 2020 0
... da Novela Cambalacho

Recordo aqui uma novela divertida, que tornou a palavra parte do vocabulário popular tanto no Brasil como em Portugal. 

Sílvio de Abreu aproveitou a oportunidade de não ter a censura, e já não estar sobre uma ditadura militar, para criticar alguns valores ainda presentes na sociedade Brasileira, usando para isso dois anti heróis, dois vigaristas que tiveram bastante destaque na trama.

A Novela Cambalacho esteve no ar entre 10 de Março e 3 de Outubro de 1986, no horário das sete da tarde, com o público a apaixonar-se pelo bom humor e divertimento presente na história. Em Portugal foi transmitido pela RTP pouco tempo depois, à hora de almoço, tornando-se também uma das preferidas do público Português, que adoptou (assim como o brasileiro) o termo Cambalacho, usando-o para definir tramóias ou trapaças.


Jorge Fernando dirigiu a novela, e soube conciliar a forte crítica de Sílvio de Abreu à condição "vergonhosa" (segundo ele) que o Brasil vivia, criticando o comportamento condescendente de pessoas em altas instâncias com os subornos recebidos. Para isso colocou dois "trambiqueiros" em grande destaque, Fernanda Montenegro interpretou Naná e Gianfrancesco Guarnieri era Jejê.




Estes dois actores, em conjunto com Natália do Vale, protagonizaram alguns dos melhores momentos da novela, que tinha também Regina Casé como Tina Pepper, uma fã enorme de Tina Turner que estava constantemente a imitá-la.

O par romântico da história fugia um pouco ao habitual também, Edson Celulari era Thiago, um bailarino apaixonado por Ana Machadão (Débora Bloch) que era uma mecânica de automóveis. Uma inversão nas profissões, aproveitando assim para abordar o preconceito que acontece nessas inversões de papéis entre elementos do sexo Masculino e Feminino.

A novela sofreu com as mudanças que o governo de José Sarney implementou no Brasil, em especial com a entrada do Plano Cruzado e desta nova moeda, que complicou assim todas as cenas que envolviam ainda a moeda antiga Cruzeiro, forçando a que tivessem que colocar a conversão de valores no ecrã.

A cidade São Paulo, onde se filmou, fazia tanto parte da história que era quase como uma personagem. No final tivemos um número enorme de bailarinos pelas ruas da cidade, e formavam a palavra Cambalacho em plena metrópole Brasileira, sendo mostrado ao filmar a cena de um helicóptero.


Uma novela divertida e interessante, uma trama que merecia até um remake aproveitando a onda actual que a Globo tem optado, em adaptações de algumas das suas novelas mais emblemáticas.















quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

... da Formiga Ferdy

quarta-feira, fevereiro 26, 2020 1
... da Formiga Ferdy


Hoje recordo mais um daqueles desenhos animados surreais, que divertiram as crianças da década de 80 e 70.

A formiga Ferdy já existia em livros, criada pelo autor Checo Ondrej Sekor na década de 30, mas foi só em 1984 que alguém decidiu transpor a personagem para o pequeno ecrã, numa parceria entre Ingleses e Checos através da European Cartoon Production. A RTP transmitiu este desenho animado em 1985, na sua versão Alemã (que ajudava a que ficasse ainda mais surreal) com legendas em Português, tendo sido repetida por diversas vezes ao longo dos anos.

A Formiga Ferdy vivia num vale com os seus amigos, o seu cão Snuffer, o TollPatsch, a joaninha Gwendoline (a sua grande paixão), o Caracol Oscar, a aranha Arambula, entre outros. Ela era uma formiga aventureira e que gostava sempre de tocar a sua viola, para assim apimentar as suas aventuras com alguma música.

Chegou a haver uma segunda série em 1996 (que também foi transmitida por cá, desta vez dobrado), mas que não teve o mesmo impacto. Não que a primeira tenha sido um desenho animado de grande sucesso, mas há muitos que se recordam bem das aventuras desta formiga.
























terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

... do programa Isto Só Vídeo

terça-feira, fevereiro 18, 2020 0
... do programa Isto Só Vídeo

Um programa que nos apresentava vídeos caseiros, uns divertidos, outros nem por isso. Uma espécie de youtube, que fez algum sucesso nos anos 90.

Foi em 1992 que Virgílio Castelo apareceu nos nossos ecrãs, apresentando o Isto Só Vídeo em pleno horário nobre da RTP 1. Um programa simples que vivia dos vídeos caseiros Nacionais e Internacionais, sempre com a voz off do apresentador, que atirava uma ou outra chalaça relacionada com o que víamos no vídeo. Era transmitido às Terças-Feiras, e tenho ideia que a dada altura começou a ter público ao vivo, com os vencedores do prémio da semana passada a receberem a sua recompensa.

Mas não era só de vídeos caseiros nacionais que o programa era feito, imitando os inúmeros programas que existiam no Estrangeiro (um ou outro já tinha passado fugazmente pela nossa TV), iam buscar também de outros países. Uma espécie de avô do Youtube, com a diferença de ter um apresentador, e quase sempre uma narração com piada (ou sem) durante a transmissão desse vídeo.

Passado três anos saiu do ar, e quando voltou, tinha a apresentação de Rute Marques, que para além de não ter o mesmo carisma do seu antecessor, sofreu com o facto das pessoas começarem a ficar algo cansadas com o programa. Este não evoluía muito e a dada altura o interesse esmorecia.