sexta-feira, 26 de abril de 2019

... do Franco Baresi


Um dos maiores defesas de todos os tempos, um símbolo do Milão e um daqueles capitães que davam tudo de si dentro e fora de campo.

Franco Baresi nasceu a 8 de Maio de 1960, em Itália, e começou a sua carreira nas camadas jovens do AC Milão, depois de ter sido dispensado pelo Inter (onde jogava o seu irmão) que o achou magro e franzino. A sua estreia profissional deu-se na temporada de 1977/78, e na seguinte já era titular, jogando a líbero ou central, ajudando o clube a ser campeão de Itália.

O começo da década de 80 foi atribulada, com o clube a descer de divisão por duas vezes, a primeira por castigo, por estar envolvido no escândalo de corrupção, em 1980, e depois de vencer a Série B e voltado ao convívio entre os grandes, desceu de novo em 81/82, terminando entre os 3 últimos. Apesar de ser já um internacional, tendo sido campeão no mundial de 1982, Baresi optou por permanecer no seu clube do coração, e voltou a vencer a Série B, numa altura que foi nomeado capitão do clube aos 22 anos.

Começou aí o seu reinado no clube, sendo o coração e alma dos rossoneri,e no final dos anos 80, começo de 90, era a peça central numa linha defensiva com nomes como Maldini, Costacurta, Tassotti e Panucci, que ajudou o clube a dominar a Série A sob o comando de Sacchi e depois Capello.

Apelidado de Kaizer Franz, pelas semelhanças com Beckenbauer, liderava o clube com o seu sentido posicional, cortando todo o perigo e sabendo começar o ataque com pés e cabeça. Ajudou o Milão a ser campeão em 1987/88, sofrendo apenas 14 golos, e isso fez com que ficasse em segundo na eleição para Bola de Ouro (perdendo para o seu parceiro Van Basten), e em 89/90 foi considerado o melhor jogador da Série A.

Tinha resistência, elegância, apesar de não ser muito alto, sabia posicionar-se e cortar as bolas, mesmo as que vinham pelo ar. Muito inteligente, estava no seu melhor como líbero, devido à sua visão de jogo e saber ler o jogo, tanto a defender como a lançar o ataque. Não era de estranhar os prémios individuais e colectivos.

Os títulos sucediam-se, duas Taças de Campeões Europeus de seguida, e três campeonatos seguidos, num deles sem sofrer uma única derrota. Foi a três finais da Liga dos Campeões, perdendo duas para o Marselha e Ajax, mas vencendo a outra de forma categórica frente ao Dreeam Team do Barcelona de Cruyff.

Pela selecção, jogou no Mundial de 82, e falhou o de 86, voltando em 1990, sendo já o titular no centro da defesa. No mundial de 1994, lesionou-se no primeiro jogo, tendo que ser operado ao joelho, recuperando em tempo recorde e voltou a ser titular no jogo da final. Mesmo depois dessa lesão, faz um jogo fantástico, e tombou apenas nos penalties.

Um dos meus defesas preferidos, adorava a sua sobriedade e  forma de estar em campo. Um verdadeiro capitão.








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