segunda-feira, 18 de março de 2019

... da Novela A Próxima Vítima


A última Novela Brasileira que vi com algum interesse foi esta, A Próxima Vítima.

Foi a Novela das oito da Globo entre 13 de Março e 3 de Novembro de 1995, com 205 capítulos e com a assinatura do grande Sílvio Abreu, foi emitida em Portugal pela SIC em horário nobre. Tornou-se uma das novelas de maior sucesso nos anos 90, o fervor com que a novela foi seguida por cá foi tanto, que chegou a justificar a que fosse escrito um final diferente para o nosso país (e outros que a novela foi depois negociada), sendo diferente daquele que foi transmitido no Brasil.

Lima Duarte, José Wilker, Suzana Vieira Tony Ramos eram alguns dos nomes fortes do elenco, numa trama que apresentava uma série de assassinatos misteriosos, homossexualidade e drogas, numa história intrigante que deixou todos presos e a tentar descobrir quem era o verdadeiro assassino. A única coisa comum entre as várias vítimas, era uma folha de Horóscopo Chinês, que adensava ainda mais o mistério para o telespectador, e para o detective que investigava o caso.


O autor apostou ainda em várias polémicas, de uma forma inteligente e pouco habitual, como no núcleo negro de classe média alta. As relações entre pessoas com idades muito distantes uma da outra causaram também alguma polémica, assim como a vida de pecado da personagem de José Wilker, que era casado por interesse com uma pessoa mais velha que ele, mantinha um caso de anos (com 3 filhos e tudo) com a amante protagonizada por Suzana Vieira e tinha ainda um caso tórrido com a jovem Claudia Ohana.

Aracy Balabanian foi mais uma vez o destaque de um núcleo da novela, o da Mansão Ferreto onde ela encarnava um Don Corleone de saias, que dominava os negócios da sua família e manipulava as pessoas para fazerem o que ela pretendia. Cecil Thiré foi o assassino no Brasil, enquanto que por cá foi a personagem de Otávio Augusto a responsável pelas mortes ao longo da novela. Curiosamente quando as novelas foram repetidas no Brasil e em Portugal, inverteram os finais e ficámos então com o final que tinham dado originalmente, e eles com o de cá.

Não fui completamente fã do final que arranjaram para nós, o forjar da morte e depois suicidar-se, não foi o melhor para acabar com a trama, mas precisava rever de novo para analisar melhor. Confesso que não cheguei a ver o fim do Brasil, mas pareceu-me mais lógico devido ao comportamento da personagem ao longo de toda a história.

Foi daquelas novelas que parou o País, a transmissão do último episódio foi um sucesso de audiências tanto cá como em outros Países, como a Rússia ou a Venezuela, onde chegaram a parar mesmo o País, dando folga para as pessoas poderem ver como acabava e quem era o assassino.






















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