sábado, 2 de fevereiro de 2019

... do Pacheco


Hoje falo de um dos meus jogadores preferidos no final dos anos 80, começo da década de 90, António Pacheco.

António Manuel Pacheco Domingos nasceu a 1 de Dezembro de 1966, em Portimão, estreando-se no futebol em 1979, alinhando pelo Torralta e o Portimonense na sua juventude, e foi por esses 2 clubes que se estreou como sénior, dando nas vistas pela sua rapidez e qualidade técnica, tendo sido contratado pelo Benfica em 1987.

Apesar da qualidade do plantel encarnado, não tardou a afirmar-se como titular, e foi aumentando a sua influência no clube da luz com o passar dos anos. Jogando como extremo esquerdo, foi titular nas duas finais da Taça dos Campeões, perdendo para PSV e Milão, e conquistou dois campeonatos e uma taça de Portugal de águia ao peito,

Ao todo fez 162 jogos pelo Benfica, tendo marcado 30 golos e tornando-se uma figura querida dos adeptos, ao ponto de a dada altura reclamar do seu treinador Eriksson, por este o colocar a suplente. O treinador sueco colocou-o logo de castigo, e decidiu filmar um treino do extremo, mostrando-lhe de seguida, com este a admitir que era preguiçoso, e decidiu mudar a forma de encarar os treinos.



Com essa nova atitude, voltou a ser opção no 11 titular, e por aí ficou até o verão quente de 93, onde rescindiu com os encarnados e assinou pelo Sporting de Sousa Cintra, uma decisão tomada por discordar das decisões dos responsáveis do clube na altura.

O plantel do Sporting era jovem e de qualidade, mas Pacheco mereceu a confiança de Bobby Robson, estreando-se a titular logo no primeiro jogo da época, frente ao Salgueiros, e marcou o seu primeiro golo pelos leões no jogo seguinte, marcando o terceiro golo ao Setúbal, no Bonfim.

Eu estava contente, por ser fã do jogador, mas infelizmente não esteve sempre ao mesmo nível, tanto por culpa das lesões, como por depois não ser primeira opção de Carlos queiroz, saindo em 1995, assinando pelo Belenenses, onde também não foi muito feliz.

Foi contratado pelo Reggiana na temporada seguinte, onde fez 14 jogos e marcou 1 golo, voltando a Portugal para alinhar pelo Santa Clara dos Açores. No final da sua carreira, voltou a Lisboa onde alinhou pelo Estoril e pelo Atlético, onde ainda marcou muitos golos e jogou regularmente, retirando-se em 2001 com 34 anos.

Na selecção nunca foi uma aposta regular, tendo feito apenas 5 jogos com as quinas ao peito, tendo-se estreado pelas mãos do seleccionador Juca. Estreou-se como treinador mal acabou a sua carreira de jogador, tendo treinado o Atlético e o Portimonense.













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