quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

... da Novela Sonho Meu


Foi uma das últimas novelas brasileiras que vi com atenção, prendendo-me logo com a música do genérico e depois com o sorriso da menina protagonista.

A parceria entre a SIC e a Rede Globo, implicava a transmissão das novelas em horário nobre, mas não só, e a partir de 1993.começamos a ter mais novelas do que estávamos habituados. Na hora de almoço estava reservado lugar para as novelas com mais humor, e no final de tarde transmitia-se as novelas com um pouco mais de drama à mistura, e a novela Sonho Meu foi um dos maiores sucessos desse horário.

A novela tinha a particularidade de ser das poucas da Globo que não se encontravam no Rio ou em São Paulo. A 
acção desenrolava-se na cidade de Curitiba, e era uma pequena criança que chamava a atenção de todos, a pequena Maria Carolina (interpretada por Carolina Pavanelli) a qual se viu afastada dos pais, Cláudia (Patrícia França) e Geraldo (José de Abreu). Uma separação complicada, onde a mãe perdeu a guarda da criança enquanto fugia do seu violento marido, deixando-a sobre a guarda da sua tia Elisa (Nívea Maria). Esta perde a paciência facilmente, e coloca-a num orfanato, de onde ela foge para uma pequena vila longe de todos.

Lembro-me que apesar dos momentos de choro de pedra da calçada, a novela era interessante e com algumas grandes interpretações, em especial do veterano Elias Gleizer, que encarnava um simpático velhote que acolheu e protegeu a pequena fugitiva. O genérico era bem cativante, com uma música engraçada e a pequena a desenhar coisas infantis em folhas de papel diversas.

A novela estreou em Setembro de 1993, e teve 197 capítulos, terminando em 14 de Maio de 1994. Por cá estreou quase na mesma altura e foi transmitida com tanto sucesso como no seu País Natal. Não era fã da parte do romance, necessário numa novela, se bem que o papel do vilão Jorge (Fábio Assunção) era bastante interessante. Só me interessava a parte com os miúdos e com o velhote, e os diferentes obstáculos que eram colocados à felicidade da pequena garota. Não via religiosamente, mas tentava seguir sempre que podia e gostei da mesma.














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