Outubro 2018 - Ainda sou do tempo

sábado, 27 de outubro de 2018

... do Pela noite dentro

sábado, outubro 27, 2018 0
... do Pela noite dentro

No tempo em que o cinema tinha presença constante na RTP, todas as sextas pelo final da noite podíamos ver um filme, mesmo antes do fecho de emissão.

Durante muito tempo a RTP tinha quatro dias em que emitia filmes, inseridos numa sessão cujos nomes ficaram para sempre na nossa memória. Já falei de dois, Domingo de tarde era dia de Primeira Matiné, onde mostravam filmes clássicos para todos, tanto podia ser uma comédia, como um musical ou uma cowboyada.

Na Quarta-feira, em horário nobre, era altura de blockbusters, filmes de sucesso, na rubrica Lotação Esgotada. Hoje falo do Pela noite dentro, que dava no final da noite de Sexta, onde eram transmitidos filmes um pouco mais violentos, ou um pouco mais picantes.

Filmes como o Rambo, ou alguns do Almodovar, por exemplo deram nesta rubrica. Confesso que era a que menos via das quatro, mas foi lá que vi alguns filmes que gostei muito. Terá sido transmitida entre a segunda metade dos anos 80 e o final dos anos 90.



Imagem retirada do blog Enciclopédia de cromos.









segunda-feira, 22 de outubro de 2018

... das Mães dos anos 80

segunda-feira, outubro 22, 2018 0
... das Mães dos anos 80

Volto a um memórias dos outros, desta feita com um texto da criadora do blog e página Mãe imperfeita. Vai-nos levar numa viagem emocional, onde iremos recordar como as nossas mães nos tratavam.

Carmen Garcia passou, como muitos de nós, por uma infância onde teve a mãe a esfregar-lhe vicks no peito, ou a dizer coisas como "o que arde, cura". Eu reconheço maior parte das coisas no texto dela, e ainda me lembraria de mais algumas, como o chamar pelo primeiro e segundo nome, quando já estava chateada. Vamos então ao texto:

Ser mãe nos anos oitenta era andar de carro com os filhos bebés no colo e colocar-lhes uma figa escondida no berço para afastar as invejas. Era enrolar-lhes uma ligadura à volta da barriga para o umbigo ficar bonito e não cair antes de tempo e dar-lhes uma colherzinha de água das pedras quando ficavam amarelos.

Ser mãe nos anos oitenta era deixar os filhos brincarem na rua, e desinfectar as feridas que faziam nos joelhos e cotovelos com água oxigenada e mercurocromo. Era dizer que “o que arde é que cura” quando os filhos se começavam a queixar mas, ao mesmo tempo, soprar para a ferida para aliviar o ardor. Era ameaçar os filhos com o chinelo e a colher de pau e muitas vezes, quando a ameaça era concretizada, ouvir um teimoso “não doeu nada”.

Ser mãe nos anos oitenta era fazer xarope caseiro com cenoura e açúcar, e esfregar vicks no peito e nas costas para aliviar a tosse. Era meter os filhos entupidos de toalha na cabeça a respirar o vapor saído directamente de um tacho de água a ferver e saber que o xarope melhoral não fazia bem nem mal.

Ser mãe nos anos oitenta era ensinar os filhos a irem sozinhos a pé para a escola e mandá-los “fazer mandados”. Era ceder de vez em quando e trocar a pescada cozida por uma lata de atum.

Ser mãe nos anos oitenta era mandar as crianças para a cama depois do Vitinho mas vê-los primeiro lavar os dentes e tomar o comprimido de fluor. Era aquecer um bocadinho de azeite para lhes esfregar a barriga quando doía e saber fazer papas de farinha torrada e açordas fervidas.

Ser mãe nos anos oitenta era amar os filhos acima de todas as coisas e fazer, a cada dia, o melhor com o que se tinha. Tal como hoje.

O amor de mãe é daquelas coisas que nunca mudam.

Não se esqueçam de visitar a página da Carmen, Mãe Imperfeita.


























segunda-feira, 15 de outubro de 2018

... Das aulas de Têxtil em trabalhos manuais

segunda-feira, outubro 15, 2018 0
... Das aulas de Têxtil em trabalhos manuais

No meu tempo, tínhamos na disciplina de trabalhos manuais, alguns ofícios ainda comuns, como trabalhar com madeira, azulejos, ou até o têxtil.

Para mim isso foi um pesadelo, já não tinha muito jeito para as outras coisas, mas tinha ainda menos vontade para isto. Muitas vezes dependia da ajuda das minhas primas, ou da minha mãe, para fazer os trabalhos. Quem mais não tinha jeito nenhum?








segunda-feira, 8 de outubro de 2018

... de desenhar nas caras das pessoas nas revistas

segunda-feira, outubro 08, 2018 0
... de desenhar nas caras das pessoas nas revistas


O Blog chegou à marca dos 14 Milhões de visitantes, e agradeço a todos vocês que fazem parte desta viagem que faço pelas memórias de todos nós. Espero que continuem por aí, que continuarei sempre a fazer o meu melhor para relembrarmos coisas de outros tempos.

Como o desenhar nas caras das pessoas que apareciam nas revistas, um bigode, uns cornos, uma pala no olho, uma cicatriz na testa, tudo servia para nos divertirmos um bocado. E por vezes até nos livros da escola fazíamos isso. Quem mais?





terça-feira, 2 de outubro de 2018

Lançamento do livro "Também tive um pega monstro"

terça-feira, outubro 02, 2018 0
Lançamento do livro "Também tive um pega monstro"

Dia 3 de Outubro é o lançamento do primeiro livro relacionado com as festas Revenge of the 90's, escrito por Diogo Faro. Segue uma pequena entrevista para ficarem a saber um pouco mais sobre o livro. 

As festas Revenge 90s têm sido um sucesso, e o grupo por trás destes eventos, decidiu que era altura de lançar um livro com as memórias dessa década. Será lançado pela Manuscrito Editora, e escrito por um dos melhores comediantes da nova geração, o Diogo Faro. Dia 3 de Outubro pelas 18 no Bolero, podem assistir ao lançamento da obra, aqui segue uma pequena entrevista com o autor:



1 - O Diogo começou com a sua página Sensivelmente idiota, e a coisa foi crescendo de tal forma que agora é um dos comediantes mais conhecidos desta nova geração. Como encara todo essa evolução?

Com naturalidade. Apesar de ser um trabalho com grande visibilidade para o público, não deixa de ser um trabalho. E quando nos dedicamos às coisas, a probabilidade de evolução e sucesso é muito maior, como é óbvio. Não há grandes segredos aqui. É trabalhar. 


2 - Como encara o fazer humor, numa altura em que os sentimentos das pessoas andam à flor da pele e tudo serve para uma nova polémica?

Muitas das discussões pelas quais a sociedade está a passar neste momento são excelentes para a sua evolução. E muitas vezes o humor contribui para essa discussão que pode ter resultados bastante positivos. Portanto, o humor continua a ser uma arte tão difícil quanto prazerosa e não sinto agora que seja mais difícil do que noutras alturas. Todas as alturas da História tiveram as suas dificuldades. 


3 - O Diogo cresceu na década de 90, como era um dia normal na vida do Diogo criança/adolescente?

Era muito à base de TPCs e jogar à bola, tendo em conta que nos anos 90 tive entre 4 e 14 anos. Claro que também houve muitos amigos novos, milhões de horas passadas à frente da TV a ver Dragon Ball e ainda lá coube o primeiro beijo de língua e tudo. 


4 - O crescimento das festas Revenge of the 90's tem sido avassalador, como surgiu o convite para este livro, que irá sair no dia 3?

Tenho uma ligação muito próxima ao pessoal da Revenge, somos amigos há anos e sou até agenciado por eles já há 4. A editora Manuscrito fez-lhes o convite e eles passaram-me essa responsabilidade, visto que a arte deles é fazer festa e não escrever livros. Se os tivesse deixado fazer o livro sem mim, acho que só teria imagens. 


5 - Deu-lhe algum gozo recordar aqueles tempos? Tem algum material proveniente dessa década ainda?

Muito. Numa década passam-se milhões de coisas e é impossível termos presente todas elas. Aliás, devemos ter presente uns 0,000002% do que se passou. Mas como já há net - e mal havia na altura - ficou muito mais fácil andar a pesquisar tudo. E claro que deu muito gozo rever episódios do Dartacão ou ouvir Britney Spears e poder dizer aos amigos "eu nem gosto, é só para investigação!". 


6 - Vamos fazer um pequeno jogo:

Parker Lewis ou Já Tocou - Parker Lewis
Água na Boca ou Jogo do Ganso - Jogo do Ganso
Pega Monstros ou Tazos - Tazos
Tou's Bollycao ou Fantasmas brilhantes da matutano - Fantasmas brilhantes

7 - O Diogo tem uma alma de viajante, gostaria de fazer algo relacionado com esse mundo?

Tenho aí alguns planos em vista, embora não saiba muito bem quais deles concretizar. Mas sim, é possível que apresente ao público qualquer coisa para breve. 


8 - Quão importante são as redes sociais neste momento? Como encara as diferentes redes onde se pode encontrar o Diogo?

As redes sociais continuam a ser fundamentais para o meu trabalho, mas felizmente estou cada vez menos dependente destas. É preciso usá-las com moderação - mais do que o álcool, por exemplo - para não darmos em malucos. Gosto do Facebook, Instagram e Twitter por razões diferentes, mas acho que ainda me consomem mais tempo da vida do que o desejável. 


9 - Quais os projectos actuais, e futuros, do Diogo?

Estou neste momento a escrever um espectáculo novo de stand-up comedy e cujo objectivo é levá-lo em tour pelo país. Deve estrear no final deste ano ou início do próximo. 


10 - Porque devemos comprar o livro que vai sair?

Essencialmente porque tem imagens muito lindas e nostálgicas, e uma piada ou outra, vá.