... destes Vendedores ambulantes - Ainda sou do tempo

terça-feira, 31 de julho de 2018

... destes Vendedores ambulantes


Alguém que cresceu na mesma zona que eu, Alvide, lembrou-se hoje de alguém que marcou a vida de muitas pessoas daquela localidade, o Ti Faneca.

Alvide era como se fosse uma aldeia, não estávamos muito longe de Cascais, mas não nos podíamos queixar em relação às coisas que tínhamos disponíveis. Tínhamos a Drogaria do Seu Joaquim, o Talho do Chuva, o bazar do Zé Luís, o Mini Mercado do Seu António, a retrosaria do pai do Sabino, a papelaria iur (com a irmã Rui no bairro Irene), uma Panisol e uns quantos cafés.

Mas mesmo assim havia espaço para um vendedor ambulante, um senhor de alguma idade que vendia muita coisa que podíamos encontrar também nos outros sítios, a um preço mais simpático, e como o senhor era também de uma extrema simpatia, muitos iam lá comprar essas coisas. Comecei muito cedo a fazer recados para a minha Avó, e volta e meia era ao Ti Faneca que ela me mandava comprar algumas das compras, devido ao seu preço mais simpático.

Já me recordo dele com alguma idade, transportava consigo um carrinho parecido com este da imagem (era mais baixo, esverdeado e com  rodas, abria quando estacionava), e era nele que tinha tudo o que precisávamos. Carrinhos de linhas, pensos, lápis, botões entre outras coisas úteis, estavam ali misturadas com outras coisas como balões de água, bombinhas carnaval, livros BD e muitas outras coisas.

Quem mais tem memória de algo do género, na zona onde viviam?

foto de Fernando Martinez Pozal, 1948.