Julho 2018 - Ainda sou do tempo

terça-feira, 31 de julho de 2018

... destes Vendedores ambulantes

terça-feira, julho 31, 2018 0
... destes Vendedores ambulantes

Alguém que cresceu na mesma zona que eu, Alvide, lembrou-se hoje de alguém que marcou a vida de muitas pessoas daquela localidade, o Ti Faneca.

Alvide era como se fosse uma aldeia, não estávamos muito longe de Cascais, mas não nos podíamos queixar em relação às coisas que tínhamos disponíveis. Tínhamos a Drogaria do Seu Joaquim, o Talho do Chuva, o bazar do Zé Luís, o Mini Mercado do Seu António, a retrosaria do pai do Sabino, a papelaria iur (com a irmã Rui no bairro Irene), uma Panisol e uns quantos cafés.

Mas mesmo assim havia espaço para um vendedor ambulante, um senhor de alguma idade que vendia muita coisa que podíamos encontrar também nos outros sítios, a um preço mais simpático, e como o senhor era também de uma extrema simpatia, muitos iam lá comprar essas coisas. Comecei muito cedo a fazer recados para a minha Avó, e volta e meia era ao Ti Faneca que ela me mandava comprar algumas das compras, devido ao seu preço mais simpático.

Já me recordo dele com alguma idade, transportava consigo um carrinho parecido com este da imagem (era mais baixo, esverdeado e com  rodas, abria quando estacionava), e era nele que tinha tudo o que precisávamos. Carrinhos de linhas, pensos, lápis, botões entre outras coisas úteis, estavam ali misturadas com outras coisas como balões de água, bombinhas carnaval, livros BD e muitas outras coisas.

Quem mais tem memória de algo do género, na zona onde viviam?

foto de Fernando Martinez Pozal, 1948.













sexta-feira, 27 de julho de 2018

... do Gelado Rol

sexta-feira, julho 27, 2018 0
... do Gelado Rol

Não apareceu logo no começo, mas tornou-se um clássico da Olá. O gelado Rol conquistou os portugueses, fosse pela originalidade de ser uma espécie de bolo, fosse pelo seu sabor.

Apareceu pela primeira vez no final da década de 80, começo da de 90, em 1991 já eram 3 os sabores num cartaz da Olá, mas o clássico de chocolate foi sempre o preferido de todos. Em 1993 apareceu uma espécie de clone, algo comum na própria Olá, que se chamava Sky.

Em 1996 voltaram a experimentar mais um sabor, voltando a existir 3 rol no cartaz, passando só para 2 no ano seguinte, e logo depois voltou a existir somente o clássico, só saindo em 2005. Voltou uns anos depois, por comemoração dos 50 anos da Olá, por votação do público. Existe ainda numa versão caseira, tipo tarte, deixando de aparecer mos cartazes.
















quinta-feira, 26 de julho de 2018

... de usar um martelo nos bifes

quinta-feira, julho 26, 2018 0
... de usar um martelo nos bifes

Ainda existem estes martelos, mas lembro-me de se utilizar isto muito mais noutros tempos. Achava piada ao facto de esticar a carne e amaciá-la com umas quantas martelaadas, quem mais fazia isto?










quarta-feira, 25 de julho de 2018

... de Hanna Barbera

quarta-feira, julho 25, 2018 0
... de Hanna Barbera

Já falei por aqui de vários desenhos animados da Hanna-Barbera, hoje falarei um pouco da história do estúdio que criou todo um universo fantástico.

O nome Hanna-Barbera, foi parte integrante da nossa infância, já que aparecia em muito dos desenhos animados que víamos. O nome era nada mais nada menos, que os apelidos dos 2 visionários que criaram a companhia, William Hanna e Joseph Barbera, que em conjunto deram cartas durante grande parte do século XX.

Foi no final da década de 50 que estes 2 directores saíam da então forte divisão de animação da MGM para criarem a sua própria companhia, que ganhou maior impulso no começo da década de 60 com o fecho da divisão da MGM. Nas três décadas seguintes, o estúdio deu ao mundo uma enorme variedade de personagens que acompanharam toda uma geração sedenta de entretenimento televisivo. Eles foram os primeiros a criar, com sucesso, cartoons exclusivamente para TV que até então mostrava apenas aqueles que eram exibidos nas salas de cinema.

Animação para todos era assim criada. Enquanto que um cartoon de Tom e Jerry para Cinema custava 35,000$, os cartoons da HB ficavam pelos 3000$. Para isso era usado e abusado truques como designs muito simples, backgrounds despidos e repetições extremas de coisas como cenários em corridas e afins, que assim ajudavam a manter o orçamento.


Huckleberry Hound foi o primeiro sucesso da então H-B productions, com segmentos criados para a televisão de um cão com um forte sotaque sulista e que não devia muito à inteligência, sendo intercalada por cartoons de outras personagens como um certo urso ladrão de cestas de piquenique e outro com 2 ratos muito danados, Pixie e Dixie. O segmento que apresentava o urso, Yogi Bear, chegou a ter mais sucesso do que Huckelberry e assim em 1960 ganhou o seu próprio show.

Mesmo assim esta primeira estrela chegou a ganhar um Emmy, e fez com que ainda no final da década de 50 eles criassem outro show no formato syndicated, Quick Draw Mcgraw, com um cavalo como estrela, um sheriff no velho oeste com o seu parceiro Babalu. Ambos os programas tinham o patrocínio da Kellogs o que lhes dava bastante destaque e força junto do público infantil.

Mas foi no começo da década de 60 que a companhia cresceu ainda mais, e logo com uma oportunidade numa estação de TV importante como a ABC em horário nobre, com a animação The Flintstones. O desenho era vagamente baseado numa série de sucesso de então, mas rapidamente criou uma identidade para si mesmo. Os temas abordados, os plots e alguns diálogos, não ficavam a dever nada a outras séries de imagem real que apareciam na tv de então.


Durou 6 anos, gerou 2 parques de diversões que ainda se encontram activos, e várias tentativas de revival ao longo dos anos ,quer com spin offs quer com séries derivadas do tema. Também fizeram filmes fosse em formato animado, fosse para cinema com actores de carne e osso.

Foi uma das poucas séries animadas da dupla que não tinha como protagonista um animal com roupa de pessoa. Porque fosse para a MGM, onde ajudaram Tom e Jerry a chegar aos píncaros com alguns dos cartoons mais memoráveis da dupla de gato e rato, fosse na sua própria companhia, os animais eram sempre os protagonistas do seu próprio cartoon. E muitos deles em horário nobre, como Top Cat em que os seus argumentos também eram mais do género de uma série e não de um desenho animado.

Claro que nem todos eram geniais ou de qualidade, a companhia era conhecida pelos seus backgrounds básicos e com repetição dos mesmos ad nauseaum e por algum humor básico, conhecido como slapstick. Mesmo assim quase todos atingiram algum sucesso: Magilla Gorilla, Secret Squirrel e atomic ant que muitos se lembram pela versão brasileira da formiga atómica.


Como bons empresários, tanto William como Joseph, sabiam que não podiam manter-se somente na fórmula animalesca, e o final da década de 60 trouxe uma variedade de desenhos animados na companhia, de fazer inveja a muitas outras do meio. A primeira tentativa foi com Space Ghost, quase um super-herói na verdadeira acepção da palavra, e Impossibles, que misturava acção e aventura com o tradicional humor da dupla Hanna-Barbera. Mais se seguiram, como Birdman, Herculoids ou até mesmo os heróis da Marvel, o Quarteto Fantástico. Infelizmente devido a diversas pressões, eles tiveram que abandonar toda essa gama de acção/aventura, e voltar a algo mais infantil.

Foi então que apareceu o seu novo grande hit, mesmo no final da década de 60, com o show Scooby Doo, que mostrava um cão e um grupo de adolescentes a resolver mistérios e crimes por todo o país e que tinha uma das melhores músicas de genérico da  história da televisão. O sucesso foi tanto, que rapidamente surgiram outros cartoons com animais e adolescentes a resolver mistérios, como Josie and the Pussycats ou Jabberjaw, como eram todos da mesma companhia, as semelhanças entre as personagens eram mais que muitas. Era a prova de que na década de 70, o domínio da Hanna Barbera no mercado da animação era avassalador. Eles produziam quase tudo o que ia para o ar.

Os concorrentes apareciam aos poucos mas ainda de uma forma muito tímida, nomeadamente via alguns cartoons especiais, como os Peanuts de Lee Mendelson-Bill Meléndez, ou produções do Chuck Jones. As companhias que começavam a surgir com algum destaque eram a Ruby Spears, DePatie-Freleng Enterprises e Filmation, que conheceriam melhores dias nos anos 80.


Hong Kong Phooey, um cão lutador de Kung Fu, e Harlem Globe Trotters foram dois programas de sucesso, devido a explorarem ao máximo 2 das maiores febres dos anos 70. Era como se fizessem um cartoon com Disco. Mas a companhia fazia coisas novas também, como os cartoons da personagem popular Popeye, e um com os heróis da DC, em Superfriends.

Devido ao número elevado de trabalho que produziam, críticas surgiam de todo o lado, em especial da Disney e de Chuck Jones, por causa da qualidade do aspecto visual. Chuck Jones chegou mesmo a chamar os dois artistas de "dupla da rádio" já que era dado mais ênfase ao som, efeitos sonoros e diálogos do que à própria animação.

E a década de 80 começou com o abrandar da popularidade da HB e com o surgimento em força de companhias como a Filmation e o uso de personagens com base em action figures como He-Man and the masters of the universe ou Thundercats. Mas a dupla correu atrás do prejuízo e fabricou produtos baseados em marcas conhecidas com coisas tão variadas como The Smurfs, The Snorks, Pac-Man, Shirt Tales, Happy Days.


Não foi o melhor período da companhia, que começou a ver até algumas estações de TV a produzirem êxitos, como a ABC com os Muppet Babies. Isso fez com  que a Hanna Barbera produzisse coisas baseadas em personagens próprias, como os Flintsones Kids ou a pup named scooby doo, ou agarrando em personagens de outros, como Pink Panther and Kids ou Popeye and son.

Depois vieram os problemas financeiros que assolaram muitos na altura, e fizeram a companhia ir produzir o seu material no estrangeiro. A situação só melhorou na década de 9,0 com a aquisição pelo multi milionário Ted Turner, que apesar de ter salvo a companhia, foi a razão pela qual a mesma acabou anos mais tarde, sendo substituída pelos Cartoon Network Studios.

Animação básica, bastantes efeitos sonoros, animais com gravatas e chapéus... tudo isso fez parte da nossa infância, fosse na TV, fosse na Banda Desenhada nos livros que a editora Abril colocava ao nosso dispor. Quem mais cresceu a ver Hanna Barbera?








segunda-feira, 23 de julho de 2018

... do Valdo

segunda-feira, julho 23, 2018 0
... do Valdo

Foi um dos melhores jogadores estrangeiros a passar por Portugal, espalhando classe nos relvados por onde passava, um dos verdadeiros número 10 do futebol.

Valdo Cândido filho nasceu a 12 de Janeiro de 1964, no Brasil,  começando a dar os primeiros passos no futebol em 1983, no Figueirense. A sua qualidade fez com que fosse chamado para o Grémio, onde se estreou como profissional, ficando por 4 anos no clube, de 1984 a 1988. Já começava a ser chamado para a selecção, onde tinha Zico a tapar-lhe o lugar, quando surge a oportunidade para ir para o Benfica.

Foi um dos maiores negócios de Manuel Barbosa, o primeiro grande empresário, que trouxe em pouco tempo Mozer, Valdo e Ricardo Gomes. Com Eriksson como treinador, o brasileiro rapidamente tornou-se um dos mais queridos do clube e dos adeptos, vencendo por duas vezes o campeonato, em 88/89 e 90/91, vencendo ainda uma supertaça.

Era muito respeitado e querido por todos, pela sua forma de estar dentro e fora de campo, extremamente correcto e profissional, tornando-se um dos líderes do Benfica, numa altura que o clube tinha muitos jogadores de qualidade. Dono de uma técnica e visão de jogo acima da média, destacava-se pela precisão e qualidade do seu passe, isto para além de ser um excelente recuperador de bolas.


Ajudou o clube a chegar a uma final europeia, a da taça dos Campeões Europeus, onde perdeu contra o poderoso Milão, somente nas grandes penalidades. Foi campeão de novo na luz, e como no Brasil era já titular, disputando o mundial de 90 em Itália e ajudando o escrete a vencer a Copa América em 1989, foi normal que chamasse a atenção de outros clubes, rumando assim até França, para jogar pelo Paris Saint-Germain.

Jogou de 1991 a 1995, vencendo duas taças de França e um campeonato, voltando para a luz numa altura muito complicada do clube, e mesmo com 31 anos, volta a ser uma peça fulcral do plantel, ajudando os encarnados a vencer duas taças de Portugal.

Em 1997 ruma ao Japão, onde alinha no Nagoya Grampus, e quando todos pensavam que se iria reformar, decide voltar ao Brasil, onde faz duas temporadas fantásticas ao serviço do Cruzeiro, e de 2001 a 2004, joga ainda pelo Santos, Atlético Mineiro, Juventude e São Caetano, terminando a carreira aos 40 anos, no Botafogo.

Quem se lembra deste grande jogador?














domingo, 22 de julho de 2018

1500 Posts: Recordação de infância

domingo, julho 22, 2018 0
1500 Posts: Recordação de infância

Este é o 1500º post do blog, por isso decidi fazer nele uma pequena incursão pelo que foi a minha infância, e a de muitos que acompanham o blog. Espero que continuem por aí a viajar por memórias que nos fazem sorrir e pensar noutros tempos.

Lembro-me das brincadeiras no bairro durarem até de madrugada no verão, e como muitas vezes eram interrompidas pelos berros das nossas mães, a chamarem-nos para jantar. Nunca íamos na primeira chamada, e normalmente só cedíamos quando nos chamavam pelo primeiro e segundo nome, ou mesmo o nome completo, aí íamos logo a correr.

Brincávamos com walki-talkies, zarabatanas feitas de tubos de pvc, fazíamos pistas de caricas na terra, onde tínhamos também covas para poder jogar ao berlinde, íamos para a garagem de um fazer moches ao som de música rock ou ficávamos a ver um filme que tínhamos alugado no video-clube.

Bebíamos água directamente da mangueira, íamos roubar nêsperas e figos das árvores dos vizinhos, fartávamos de cair a andar de bicicleta ou carrinhos rolamentos, e andávamos sempre de joelhos esfolados ou nódoas negras. Depois berrávamos quando nos esfregavam o hirudoid ou a tintura de iodo.

Por casa, divertíamos-nos com jogos de tabuleiro como Monopólio, jogo da glória ou então com outros jogos como o Quem é Quem ou o Pulgas na cama. Não podia também faltar as discussões, tanto nestes jogos, como os outros, como o Mikado, onde pouco faltava para espetarmos uma das varetas no olho de outra pessoa.


Iamos para a escola a pé. ou de autocarro (cheguei a ter que apanhar dois, o 408 e o 404, duas lagartas da rodoviária nacional), a apanhar e comer amoras ou azedas pelo caminho, com mochilas carregadas de material, com destaque para o enorme bloco de papel cavalinho, a régua de 50cm da Molin, e os estojos de canetas rotring.

Na escola, as brincadeiras evoluíram dos jogos de escondidas ou apanhadas, para os corredores da morte, bate pé ou as idas ao poste, de tão má memória para os rapazes. Nos intervalos, andávamos a trocar cromos da mais recente caderneta de futebol, ou a falar de programas que tínhamos visto na tv, como a noite da má língua.

Não ligávamos muito a modas, mas também as tivemos, com destaque para uma onde as meninas andavam com umas meias até ao joelho, mesmo que tivessem as chamadas pernas de alicate. Os rapazes andavam com lenços no pulso, assim como algumas meninas, e depois tudo começou a prestar mais atenção as marcas que vestíamos, com as calças da Mustang, Uniform e Soviet a conquistarem toda uma geração.


Deixavanos de falar com os nossos amigos quando discutíamos, mas as coisas nunca duravam muito tempo, e rapidamente fazíamos as pazes. Andava-se sempre em grupos de 3,4 pessoas, íamos as papelarias comprar as revistas da moda, Bravo para uma geração, Super Jovem para outra, devorávamos juntos pastilhas Gorila, para agarrarmos o papel com o avião que nos faltava, ou pacotes de batatas da Matutano para agarrarmos o Fantasma que brilhava no escuro, ou os Tazos uns anos mais tarde.

Era comum estes alimentos virem com brindes, e o mais popular foi a colecção de autocolantes Tou's do Bollycao, que todos queríamos para colar nos cadernos ou nos nossos quartos. Os cadernos eram muitas vezes decorados com recortes de jornais e revistas, ou autocolantes, e quando tínhamos paciência, até forrávamos com o resto do papel autocolante que tinha sobrado de encapar os livros escolares.

Nos quartos eram poster de estrelas de rock (Bon jovi nas meninas, Samantha Fox nos meninos, apenas para falar de uns), a acompanhar as colecções de latas refrigerante ou de uma qualquer colecção de brindes da altura.


Sim, já existia o bully, chamavam-nos todos os nomes e mais alguns, havia até uns que gostavam de acompanhar isso com alguma pancada, fosse a ligeira tortura dos piparotes nas orelhas ou calduços, a uma boa sova por nenhuma razão em particular.

Mesmo assim lá nos íamos aguentando, ou nos escondíamos a ler livros de BD, ou a ver séries de tv, e como em tudo na vida, os maus momentos eram alternados com bons momentos, Umas vezes tínhamos mais uns que outros, mas a vida é assim mesmo.

Eram outros tempos, mais ingénuos, que nos divertíamos com pouca coisa e tudo servia para brincarmos. Um simples pau podia ser uma pistola. um pedaço de giz servia para desenharmos no chão algo para jogarmos com os nossos amigos, e acreditávamos em tudo o que nos diziam, mas se calhar por isso tudo é que nos recordamos deles com saudades.



sexta-feira, 20 de julho de 2018

... dos bonecos monocromáticos dos Thundercats

sexta-feira, julho 20, 2018 0
... dos bonecos monocromáticos dos Thundercats

Foi mais uma das famosas colecções de brindes dos bolos rectangulares da Panrico, ou da Dan Cake, trazendo até nós um dos maiores sucessos da TV da altura, os Thundercats.

Eu comprava sempre estes bolos, só por causa dos seus brindes, e fiquei contente quando começou a sair os Thundercats (ou Supergatos), já que era um dos desenhos animados que mais gostava de ver. Assim como os do He-Man, também brincava com eles como se fossem action figures mesmo, e me divertia muito com isso.

Assim como as outras colecções do género, eram pequenos bonecos (não mais de uns 3 centímetros) monocromáticos, com as personagens principais da série em poses sugestivas, sendo que alguns deles vinham em mais que uma pose. Por norma o protagonista, neste caso o Lion-o, e o antagonista, Mumm-ra.

As cores eram as do costume, laranja, amarelo, verde, vermelho e azul, sendo que o mesmo boneco podia vir em mais que uma cor, o que dava jeito quando até queríamos ficar com repetidos. Neste caso eram cerca de 18 bonecos, para além do lar dos heróis, e todas as principais personagens estavam por lá.

Quem teve?


Estas duas primeiras fotos são da colecção pessoal de Paulo César Fajardo, publicadas no blog cine31colector's edition, que por sua vez é também editor do Enciclopediadecromos. Se clicarem nas mesmas, podem ver as imagens em melhor qualidade.





Fotos retiradas do blog A arca do tesouro, da colecção de Fernando Ferreira.











terça-feira, 17 de julho de 2018

... deste cartaz de Gelados da Olá de 1985

terça-feira, julho 17, 2018 0
... deste cartaz de Gelados da Olá de 1985

Em 1985 era este o cartaz da Olá, um daqueles verticais bem grandes, contendo algumas novidades e alguns clássicos.

Nas novidades, é de destacar um novo parceiro para o único sorvete de gelo até então (de Ananás), com sabor a Laranja, e ao preço simpático de 17$50. Depois existia um de morango, o Split, e um de chocolate, o Tri-choc, ambos de pauzinho, o Split ficou pelos 25$ e o outro pelos 40$. Para terminar as novidades, aparecia aquele que se tornaria um clássico na Olá, o Calippo.

Este era um cartaz dominado pelos pauzinhos, em 20 gelados, 13 eram neste formato. Os Cornetto continuavam a dominar a coisa, com 4 sabores diferentes, o Moka, Whisky, Morango e chocolate, a custarem 65$ cada.

O Super Nave, Popsi, Upa Upa, Crok e Pinky continuavam a aguentar-se junto do Fizz Limão, Epá, Krispy, Super Maxi e Perna de pau.












... do Fabrizio Ravanelli

terça-feira, julho 17, 2018 0
... do Fabrizio Ravanelli

Foi um dos avançados em relevo nos anos 90, sendo uma das principais figuras da Juventus dessa altura.

Fabrizio Ravanelli nasceu a 11 de Dezembro de 1968, começando a sua carreira no clube da sua terra, o Perugia, em 1986, ficando por lá até 1989. Marcou 41 golos, nos 90 jogos que fez pelo clube, saindo para o Avelino, onde jogou apenas 7 partidas, mudando-se de seguida para o Casertana.

Com 12 golos em 27 jogos, chamou a atenção do Reggiana, jogando entre 1990 e 1992, e começou a dar nas vistas, com a forma como se entregava ao jogo, dando tudo de si e colmatava a sua falta de técnica, com um faro apurado para a baliza, marcando 24 golos em 66 jogos, mudando-se então para a Juventus.

Não conseguiu logo a titularidade, devido a uma forte concorrência, nunca sendo a primeira escolha de Trapattoni, e só conseguiu mostrar o seu valor quando Marcelo Lippi assumiu o leme do clube, em 1994/95. Acabou por se tornar um dos melhores goleadores europeus da década de 90, e na Vecchia Signora jogou ao lado de nomes como Roberto Baggio, Vialli, Casiraghi e Del Piero entre outros, e acabou por evoluir como jogador, tornando-se assim um melhor avançado.


Ganhou a alcunha de Penna Branca (White Feather para os estrangeiros), devido ao seu cabelo branco, e a forma de se movimentar dentro da grande área. Ele era muito rápido, forte fisicamente e dava tudo de si dentro de campo. Era comum encontrá-lo em trabalhos defensivos da sua equipe, e na Juventus melhorou significa mente o seu estilo de jogo, tornando-se mais elegante dentro da grande área.

Venceu um campeonato, uma taça de Itália, uma supertaça, uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões. Nessa final, marcou um golo contra o Ajax, escrevendo assim o seu nome na história da competição, algo que já tinha feito em 1994, quando marcou 5 golos contra o CSKA de Sofia.

Fez 111 jogos pelo clube de Turim, marcando 41 golos, saindo de Itália em 1996, indo para Inglaterra, onde jogou uma temporada pelo Middlesbrough, onde fez 17 golos, antes de rumar a França, para alinhar pelo Marselha.

Em Inglaterra foi um dos melhores marcadores da Premier League, isto apesar da descida de divisão no final de temporada, a contrastar com as duas finais que disputaram, perdendo a Taça da Liga para o Leicester, e a Taça de Inglaterra para o Chelsea. Apesar de ser o mais bem pago do campeonato, Ravanelli não gostava de jogar pelo clube, e forçou a sua saída do país.


Ficou em França até o final do Século, marcando 28 golos e ajudando o clube a chegar a um segundo lugar, com um ponto de diferença para o campeão, o Bordéus. Voltou ao seu país natal, para alinhar pela Lazio, ficando apenas uma temporada, tempo suficiente para vencer tudo a nível interno.

Voltou então a Inglaterra, onde alinhou pelo Derby County e o Dundee (Escócia), onde não foi muito feliz, voltando a Itália e ao Perugia, clube onde começou e terminou a sua carreira em 2004/05.

Jogou 22 jogos pelo seu país, onde marcou 8 golos, estando presente no Euro 96, mas perdendo o lugar para Enrico Chiesa no Mundial de 1998, acabando assim a sua carreira internacional. Em 2011 começou a carreira de treinador, estando neste momento num clube da Ucrânia.







segunda-feira, 16 de julho de 2018

... do programa Dá-lhe Gás

segunda-feira, julho 16, 2018 0
... do programa Dá-lhe Gás

Um programa com muita animação, jogos e musica, dedicado aos jovens entre os 11 e 15 anos. No auge da popularidade, chegou a ter um cd editado, compilando êxitos da altura.

Um daqueles programas de verão, transmitido pela SIC e apresentado por nomes como Jorge Gabriel, secundado por Raquel Prates e Catarina Pereira numa primeira fase, e Diogo Morgado, Raquel Strada e Joana Oliveira noutra fase. Estreou em 1999, estando no ar até 2006, num total de 100 programas.

Percorria Portugal inteiro, escolhendo jovens de escolas diversas que depois iriam participar em provas radicais, promovendo o esforço físico e os desportos radicais.














quinta-feira, 12 de julho de 2018

... dos Dinossauros da Maututano

quinta-feira, julho 12, 2018 0
... dos Dinossauros da Maututano


Usando as fotos da colecção pessoal do Hugo Fernandes, relembro aqui a colecção de Dinossauros monocromáticos da Matutano.

Foi mais uma colecção de brindes desta marca de snacks, algo comum na década de 90, e apesar de não ter tido a popularidade de outros brindes da companhia, há muita pessoa a lembrar-se destes Dinossauros da Matutano.

Eu não fiz esta, mas lembro-me de ver os anúncios e de ver isto nas mãos de alguém. Eram 15 no total, existindo pelo menos 9 cores diferentes. Quem fez?














domingo, 8 de julho de 2018

... da Nota de 100 escudos do Fernando Pessoa

domingo, julho 08, 2018 0
... da Nota de 100 escudos do Fernando Pessoa

Volto aos Escudos, desta feita para recordar o tempo em que 100 escudos ainda eram de papel, e as que me passaram pela mão tinham a imagem do poeta/escritor Fernando Pessoa.

Durante muito tempo, não existiam assim muitas moedas em circulação, e a nota de 100 escudos era uma das mais comuns. A nota de 100 escudos do Fernando Pessoa entrou em vigor a 26 de Agosto de 1987, tendo se mantido em circulação até 31 de Janeiro de 1992.

Com as medidas 149x75 mm, apresentava na face a imagem do poeta/escritor Fernando Pessoa, e na parte traseira uma rosa. Apresentava uma cor azul e amarelo ocre na face, e um tom esverdeado e amarelado.

Ainda usei muito esta nota, mas confesso que gostei da transição para o vil metal, quando passou a ser simplesmente uma moeda.

















quarta-feira, 4 de julho de 2018

... da série Os Vingadores

quarta-feira, julho 04, 2018 0
... da série Os Vingadores

Foi uma das séries mais populares dos anos 60, e quando passou por cá, provou essa popularidade, com os portugueses a ficarem  fãs das aventuras deste grupo. A prova disso, está nas audiencias que isto ainda tem nos dias de hoje, ao ser transmitido pela RTP Memória.

The Avengers estreou em 1961, e esteve no ar durante toda a década de 60, com o último episódio a ser emitido em 1969. Uma produção da ITV, através de um dos seus estúdios, ABC, que anos mais tarde viria a ser conhecido como Thames Television. Foram 6 temporadas, num total de 161 episódios, com os primeiros 26 a serem transmitidos a preto e branco, e os restantes a cores.

Com uma hora de duração, foram emitidos na RTP ainda nos anos 60, sendo repetidos por diversas vezes ao longo das décadas, sempre com algum sucesso. Junto com o Santo, foram duas séries de espionagem que apaixonaram os portugueses.

O programa tinha aquela combinação certa de humor, mistério e acção, como só os ingleses sabiam fazer. Vi isto pela primeira vez numa das suas repetições nos anos 80, e fiquei fã da fase em que a assistente era a bela e inteligente Emma Peel (interpretada por Diana Rigg), de resto confesso que era série que não me seduzia muito.


Mas existiram outras assistentes, Venus Smith (vivida por Julie Stevens), Cathy Gale (Honor Blackman) e por fim Tara King (Linda Thorson), todas elas secundavam na perfeição o protagonista John Steed (Patrick Macnee), o carismático investigador de mistérios. Mas isto tudo foi só a partir da segunda temporada, já que na primeira, Steed era uma personagem de apoio, o protagonista era o Doutor David Keel (Hendry).

A série ia mudando o estilo conforme a assistente, ora tinha mais Acção, ora mais comédia, umas vezes roçava o impossível, outras era bastante realista. Não desgostei da fase com Honor Blackman, tinha acção, e a química entre os 2 protagonistas ajudava a que os episódios tivessem outro encanto. Mas gostei mesmo foi de Rigg, além de a achar lindíssima, acho que o humor e a interacção entre os dois era muito boa.

Quem era fã deste herói cavalheiro? O estilo com chapéu de coco e guarda chuva era algo que lhe dava muita personalidade.













domingo, 1 de julho de 2018

... do Gelado Epá ter uma pastilha enorme no fundo

domingo, julho 01, 2018 0
... do Gelado Epá ter uma pastilha enorme no fundo

Como muitos da minha geração, o meu primeiro gelado da Olá, foi o Epá. Era o que reunia mais consenso entre os mais velhos, isto apesar de não serem fãs daquilo que apelava aos mais novos, a pastilha elástica  que se encontrava no fundo da embalagem.

O gelado Epá surgiu pela primeira vez nos cartazes da Olá em 1973, chamando a atenção por ser um gelado rico em cálcio, sendo basicamente feito só com leite. A embalagem consistia numa espécie de copo de plástico (em formato de cone), e comíamos tudo com uma colher de plástico, até chegar ao final onde encontrávamos uma pastilha elástica.

No auge da popularidade das pastilhas, o gelado tornou-se um pouco mais popular, e a Olá apostava nisso, fazendo anúncios em que promovia o facto de trazer uma pastilha dentro do copo. Aliás a "mascote" que promovia o produto, era um menino a fazer um balão de pastilha, simples e directo.

Logicamente que eles sabiam que o facto de ser basicamente leite gelado num copo, não apelaria às crianças mas sim aos mais velhos, e para que estes não recusassem, criaram a tal pastilha no final.


A questão é que a tal pastilha nem era das melhores, eu não era fã, e isso devia-se em parte por estar ali congelada, ficando dura como tudo e era bastante maior do que as outras pastilhas, tornando-se complicado o uso dos maxilares a mastigar aquilo.

O preço do gelado ajudava à sua popularidade, ficava sempre ali no meio da tabela, entre os mais caros e os mais baratos. No tempo em que o comprava, oscilava entre os 20 e os 30 escudos. Não era fã da pastilha, mas gostava do sabor do mesmo, apesar de saber que era basicamente só leite.

Entre 1980 e 1982, teve a companhia de um irmão, com um sabor a morango acho, mas que não vingou e desapareceu dos cartazes da Olá, ao contrário do Epá, que é um dos clássicos e apenas não apareceu no de 1986.

A pastilha foi diminuindo de tamanho, e nos anos 90 começou a ter a companhia de outros gelados de leite (estes com pau como os restantes), com o mais popular a ser o Mini Milk.

Quem mais era fã dele?