Abril 2018 - Ainda sou do tempo

segunda-feira, 30 de abril de 2018

... de usar Marcos do correio

segunda-feira, abril 30, 2018 0
... de usar Marcos do correio

Noutros tempos encontrávamos facilmente um Marco de correio, onde podíamos colocar a nossa correspondência. Evitava termos que ir a um posto dos correios, ou então caso só pudéssemos colocar a carta fora dos horários de funcionamento desses postos.

Os CTT há muito que começaram a retirar a maioria destes marcos das nossas ruas, isto mesmo contra a vontade das populações, que mesmo sem os usar como antigamente, gostam de os ver ali. Afinal um marco de correio faz parte do nosso património, parte da identidade do português, todos já usámos um, ou passávamos sempre perto de um.

Já nos anos 90, tentava-se que as pessoas usassem mais umas caixas de correio, que eram colocadas na parte de fora de estabelecimentos comerciais, como papelarias ou supermercados. Nos shoppings também se podiam encontrar estas caixas, e assim os Marcos foram caindo em desuso.

A primeira foto pertence ao blog http://asminhasmelhoresfotografias.blogspot.pt












sexta-feira, 27 de abril de 2018

... destas capas escolares da Ambar

sexta-feira, abril 27, 2018 0
... destas capas escolares da Ambar

A Ambar era uma marca popular entre os alunos das décadas de 80 e 90. Entre cadernos, dossiers e capas escolares, havia de tudo um pouco. Recordo aqui algumas das capas escolares que fizeram sucesso noutros tempos, umas com o James Dean, outras com personagens dos Looney Tunes. da Disney, e uma com heróis Marvel. Encontrei as imagens na página do Facebook Toydoll Brinquedos, que vende algum deste material.












terça-feira, 24 de abril de 2018

... das Cabines Telefónicas

terça-feira, abril 24, 2018 0
... das Cabines Telefónicas

Já estiveram um pouco por todo o lado, já foram muito úteis e muito práticas, e por isso mesmo encontrava-se sempre uma facilmente. As Cabine Telefónicas já foram algo de importante na vida de uma cidade, mas hoje em dia estão caídas no esquecimento.

As primeiras Cabines a aparecerem por cá, seguiam a estética das míticas cabines inglesas, sendo pintadas de vermelho e tudo. Começaram a aparecer depois algumas pintadas de branco, e mais tarde as que ficaram mais populares, uma espécie de armário metálico, umas vezes com porta, outras sem, e que tinha sempre lá dentro um telefone, e uma lista telefónica.

Em certos locais podia-se encontrar algo mais simples, como um poste com um telefone acoplado e uns vidros laterais para dar alguma protecção. Desde que tivéssemos moedas, ou um cartão telefónico, estávamos safos, podíamos assim telefonar para alguém em caso de extrema necessidade, ou apenas porque os queríamos contactar.

Também eram úteis quando nos queríamos abrigar, quando éramos apanhados de surpresa no meio de um temporal, por exemplo. Na viragem de Século, com a proliferação do uso de telemóveis, a PT começou a deixar de investir neste tipo de aparelho, deixando mesmo que os que existissem se degradassem, ou fossem vítimas de vandalismo.

A dada altura houve um acordo, e algumas das cabines foram usadas como mini bibliotecas, sendo colocado livros dentro delas. Outras começaram a ser equipadas com aparelhos que permitissem carregar os telemóveis, mas estas foram desaparecendo das cidades, existindo apenas uma ou outra ainda em funcionamento.

Quem chegou a usar uma?















... do Emílio Peixe

terça-feira, abril 24, 2018 0
... do Emílio Peixe

Um dos membros da chamada geração de ouro do futebol português, Emílio Peixe faz ainda parte do grupo de jogadores que alinhou pelos três grandes.

Emílio Manuel Delgado Peixe nasceu a 16 de Janeiro de 1973 na Nazaré, começando muito cedo a dar nas vistas no clube da sua terra natal, e sendo contratado pelo Sporting Clube de Portugal, ainda como iniciado. Jogando como médio defensivo, destacava-se pela sua leitura de jogo e sentido táctico, fazendo parte integrante das selecções jovens orientadas por Carlos Queirós, conquistando o campeonato da Europa de sub-17, e foi uma peça importante na conquista do campeonato de Mundo de 1990/91.

A sua qualidade de líder, e o seu sentido táctico, faziam com que fosse muitas vezes usado como defesa-central, ou libero, posição onde se estreou na equipa principal do Sporting. Foi Marinho Peres que decidiu apostar no jovem Peixe, fazendo-o alinhar ao lado de Miguel, já que não podia contar nem com Luisinho, nem com Venâncio.

Esta foi a melhor fase da sua jovem carreira, já que ajudou Portugal a conquistar o campeonato do mundo de júniores, foi considerado o melhor jogador da competição, começou a jogar regularmente na equipa principal leonina e venceu o prémio Stromp em 1991.


Estreou-se pela selecção A com apenas 18 anos, e apesar dos excelentes jogadores que alinharam no Sporting nestas temporadas, era presença constante no 11 titular, fosse na defesa, fosse no meio campo. Foram 6 temporadas de leão ao peito, saindo juntamente com Figo e Balakov, rumando ao Sevilha de Toni.

Foi uma jogada mal calculada (culpa do seu empresário), não lhe correndo bem e voltando ao Sporting em 1996. Já não era uma opção regular, apesar de ter entrado em vários jogos, os suficientes para ser convocado para a selecção olímpica, onde foi o capitão da equipa portuguesa que disputou os jogos olímpicos de Atlanta de 1996.

Problemas com lesões e com a direcção leonina, fizeram com que fosse enviado para o FC Porto, num acordo que fez com que fosse acompanhado pelo Costinha, em troca com Bino e Rui Jorge, que rumavam assim a Alvalade.


Não pegou logo de estaca nas Antas, beneficiando da lesão e venda de alguns jogadores, mas nunca sendo parte da equipa titular regularmente. Mesmo assim foi campeão nas suas duas primeiras temporadas de dragão ao peito, vencendo ainda uma supertaça e uma taça de Portugal (juntando assim à que tinha vencido no Sporting em 94/95).

Mais uma vez problemas provocados pelo seu empresário, fizeram com que saísse do Porto passado apenas cinco temporadas, sendo emprestado ao Alverca durante um curto período de tempo. Jogou ainda pelo Benfica, fazendo assim parte do restrito grupo de jogadores que alinhou pelos três grandes, antes de terminar a sua carreira com apenas 31 anos, no União de Leiria.

Começou pouco tempo depois a sua carreira como treinador, entrando para os quadros da Federação, treinando as camadas jovens, onde ainda se encontra, como seleccionador dos Sub-20.











sábado, 21 de abril de 2018

... do Pisang Ambon

sábado, abril 21, 2018 0
... do Pisang Ambon

Sou do tempo em que se ia para discotecas de tarde, as chamadas matinés, e uma das bebidas de eleição era o Pisang Ambon. Os adolescentes ficaram fãs deste licor, misturado por norma com algum sumo,  e tornou-se uma bebida bastante popular.

O Pisang Ambon foi criado em 1948, na Holanda, e tornou-se extremamente popular em Portugal no final dos anos 80 e começo da década de 90. Era servido nas discotecas que tinham matinés ao domingo de tarde, e rapidamente tornou-se um dos preferidos do pessoal. Conhecido pela sua cor verde, e mítica garrafa quadrada, a bebida era bastante apreciada pelo seu forte sabor a banana.

Apesar de ter 21% de álcool, era uma bebida servida a pré adolescentes, normalmente misturado com um sumo de laranja, ou outra fruta. A sua receita é baseada num licor indonésio, e o nome Pisang significa banana nesse país, enquanto Ambon é o nome de uma ilha desse arquipélago.

Quem era fã desta bebida?














quinta-feira, 19 de abril de 2018

... do programa Cantigas da Rua

quinta-feira, abril 19, 2018 0
... do programa Cantigas da Rua

Em 1996 a SIC decide investir num programa de verão, e assim apareceu o Cantigas da Rua. Esteve três anos no ar, percorrendo o nosso país e permitindo que desconhecidos subissem ao palco, e mostrassem os seus dotes vocais.

Na segunda metade da década de 90, os bares de karaoke estavam na moda, e a SIC decide capitalizar isso, lançando um programa que se tratava na verdade de deixar desconhecidos fazerem karaoke, à frente de centenas de pessoas.

Miguel Ângelo, o conhecido vocalista dos Delfins, foi o escolhido para apresentar, algo que fazia lógica, quer pela sua posição no mundo da música, quer pelo facto de que os Delfins estavam também em grande, e aproveitava-se assim a popularidade do apresentador.

Esteve no ar até 1999, num total de 48 programas, que tinham cerca de uma hora de duração. Era apresentado em horário nobre, e percorria o país todo, sendo apresentado nas praças de vilas e cidades bem conhecidas, com centenas de pessoas a aparecerem e tornarem aquilo numa espécie de concerto de desconhecidos.




No programa, os concorrentes iam subindo ao palco para cantar a sua música, a parte diferente consistia no facto de que eram sempre três a partilhar uma canção, que era assim dividida em 3 partes. Isso chegou a originar algumas situações caricatas, como aqueles que se recusavam a passar o microfone ao outro, chegando a ter que sofrer a intervenção por parte do apresentador, ou então quando esta acabava, tentavam continuar a cantar e assim ficar mais um tempo em palco.

Por ali passaram nomes, na altura desconhecidos, como Luciana Abreu e Fernando Rocha, e como em todos os programas musicais daquele tempo, existiam sempre algumas músicas a serem repetidas de semana a semana (ou os mesmos artistas).

Quando Miguel Ângelo abandonou o programa, foi José Figueiras o eleito, tendo cumprido muito bem o seu papel e mantendo o mesmo estilo de apresentação que algo deste género necessitava.



















... destes frascos com rebuçados nas mercearias

quinta-feira, abril 19, 2018 0
... destes frascos com rebuçados nas mercearias

Lembram-se de ir comprar rebuçados às mercearias, e de tirarem de dentro de jarros como este? Normalmente era com o troco das compras que tínhamos ido fazer para os nossos familiares, e dava sempre para levar uma mão cheia destes doces.


quarta-feira, 18 de abril de 2018

... do Totoloto

quarta-feira, abril 18, 2018 0
... do Totoloto

Apesar de ter surgido bem depois do Totobola, o Totoloto era o jogo de eleição nos anos 90. Quase todos nós preenchemos alguns números nos boletins dos nossos pais, e lembro-me tanto de ir entregá-los ao café do bairro, como de ir levantar prémios a uma papelaria lá do bairro.

Com o Totobola a perder alguma popularidade, e por se tratar de um jogo de apostas que atraía maioritariamente só elementos do sexo masculino, urgia criar algo que atraísse mais apostadores e mais receitas. Em 1982 é feito então um decreto de lei, aprovando a criação do Totoloto, e em 1985 a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa começa então a sua exploração.

Foram distribuídos cerca de 15 milhões de boletins, que esgotaram e não foram suficientes para a procura que houve. O primeiro sorteio foi transmitido pela RTP, a 30 de Março de 1985, e tornou-se parte de uma tradição que perdurou por anos. Todos os Sábados, pelas 19h45, era transmitido o sorteio deste jogo, que teve um momento sui generis a 6 de Janeiro de 1996, quando saiu a bola 0, apesar de só deverem estar a sorteio as bolas de 1 a 49. Um ano antes, o mágico Luís de Matos apareceu no telejornal a adivinhar o sorteio da semana seguinte.

O primeiro prémio foi de 18.682.341,30 escudos, e tornou-se um jogo que encantou jovens e velhos, homens e mulheres, já que não era preciso nenhum conhecimento especial para poder jogar isto. O jogo era tipo Loto, e as probabilidades de vencer eram poucas, mas isso não impedia ninguém de apostar. O primeiro concurso saiu a um casal, que deu a cara, e a um anónimo.

Foto do blog capicuasdojota

O boletim foi sofrendo algumas alterações, as 10 grelhas foram-se mantendo, mas o esquema de 6 números passou de 45 números a escolher para 47 em 1988, e pouco tempo depois para 49. A dada altura podia também ser aproveitado para um sorteio à segunda-feira, e depois criou-se outro número, que era o Joker.

Nos anos 80 e 90 era o jogo mais popular nos cafés e papelarias, todos queriam fazer uma aposta, e era comum pedir aos mais novos para preencher alguns números. Lembro-me que o meu pai tinha um esquema, uma chave que ele usava de forma metódica e regular, e que lhe saíam bastantes 3, ou seja acertava 3 números, que dava um prémio sempre a rondar os 100 e tal escudos.

Sei disso, porque o meu pai deixava-me ir levantar isto à papelaria, e eu ia juntando e depois comprava algo para mim. Quem mais se lembra do sorteio? É fácil, é barato, e dá milhões.










terça-feira, 17 de abril de 2018

... dos produtos Studio Line da L'óreal

terça-feira, abril 17, 2018 0
... dos produtos Studio Line da L'óreal

Foi um dos produtos mais populares da década de 90, com um anúncio que fez com que também os portugueses aderissem a esta linha da L'óreal.

O slogan "Porque eu mereço" da L'óreal, existe desde 1971, mas por cá teve mais impacto nos anos 80, e no final dessa década foi lançado uma linha de produtos chamada de Studio Line. Os anúncios televisivos fizeram sucesso, e Portugal começava a ganhar o hábito de encher o cabelo de gel, e este foi um dos principais responsáveis por isso.

Quem usou?










sábado, 14 de abril de 2018

... dos Cubos Moldura de fotos

sábado, abril 14, 2018 0
... dos Cubos Moldura de fotos

sexta-feira, 13 de abril de 2018

... do Gil da Expo 98

sexta-feira, abril 13, 2018 0
... do Gil da Expo 98

A Expo 98 faz 20 anos, e é altura de começar a recordar por aqui aquele que foi um dos eventos mais importantes para Portugal no Século XX. A mascote do Gil, tornou-se um dos símbolos da exposição, o boneco ganhou uma vida própria, e por isso começo por aqui as memórias da Expo.

Foi feito um concurso que recebeu cerca de 310 propostas para a mascote do evento, com a escolha a recair sobre um ser azul claro, com a cabeça a fazer lembrar uma onda, concebida pelo pintor António Modesto e o escultor Artur Moreira.

Também o nome foi escolhido via concurso, que envolveu escolas de todo o país, e o vencedor acabou por ser o rapaz com 10 anos chamado José Luís Coelho, que recebeu entradas para a família toda, para poderem visitar a exposição todos os dias, e ele foi um dos convidados de honra na inauguração.

O nome Gil, foi em homenagem ao navegador Gil Eanes, e foi colocado num dos tabuleiros principais da exposição e tornou-se um sucesso de merchandising. T-shirts, porta-chaves, bonecos, apareceu de tudo um pouco, e em 1999 foi criada uma fundação, que se dedica a ajudar as crianças em necessidade, e que ficou com o mesmo nome da mascote.


















quinta-feira, 12 de abril de 2018

... do Pedro Barbosa

quinta-feira, abril 12, 2018 0
... do Pedro Barbosa

Pedro Barbosa foi um dos meus jogadores preferidos, e para mim um dos símbolos do Sporting, nas 10 temporadas que passou em Alvalade. Decidiu alguns jogos, podia ter decidido ainda mais, e a sua técnica e forma de jogar encantava tudo e todos.

Pedro Alexandre Santos Barbosa nasceu a 6 de Agosto de 1970, em Gondomar, começando a jogar aos 13 anos no CA Rio Tinto, antes de assinar pelos júniores do FC Porto em 1987. Esteve na invicta apenas três anos, indo se estrear profissionalmente no Freamunde, no final da década de 80.

Em 1991 assina pelo Vitória de Guimarães e é aí que começa a dar verdadeiramente nas vistas, começando a ser chamado para a selecção nacional, onde tentava ganhar o seu lugar numa equipa que tinha nomes como Figo, Rui Costa e João Vieira Pinto entre outros. Dono de uma excelente visão de jogo, e uma técnica acima da média, o jogador encantava fãs, colegas e treinadores, com Quinito a afirmar um dia que, "Se pudesse, comprava-o só para o ver a jogar no quintal".


Foi contratado pelo Sporting Clube de Portugal na temporada 1994/95, com a difícil tarefa de fazer esquecer Luís Figo, e acabou por ele também conquistar o seu lugar na história do clube. A sua técnica invejável, e capacidade de passe extraordinária, fizeram com que ganhasse logo um lugar no coração dos adeptos leoninos, isto apesar de por vezes fazê-los perder a paciência, com a sua lentidão e forma de estar dentro de campo.

Pedro Vagarosa, ou Pastelão tecnicismo, foram algumas das alcunhas de que foi alvo. Mas foram vários os jogos em que foi decisivo para o sucesso do clube, e na histórica caminhada europeia de 2005, foi uma das suas principais figuras, decidindo alguns jogos fulcrais para a chegada à final da competição.

Foi campeão por 2 vezes, venceu uma Taça de Portugal e duas Supertaças, tornou-se capitão e foi-o durante anos, sendo um símbolo dentro e fora de campo. As suas exibições no mítico campeonato de 1999/2000, onde quebrámos o jejum, fizeram com que conquistasse o seu lugar na história dos leões, já que foi um dos principais jogadores na equipa que deu tanta alegria aos sportinguistas.


Um maestro sem sombra de dúvidas, tive um recorte de jornal no meu dossier, que mostrava a sua garra em serviço do Sporting, isto mesmo quando sabia que por vezes, podia estar ali a arrastar-se dentro de campo. Para mim isso era o menos, desde que ele resolvesse o jogo, tudo ficaria bem.

Pela selecção, via-se tapado por jogadores de grande qualidade, o que não impediu de dar o seu contributo ao nosso país, contabilizando 22 internacionalizações, onde marcou 5 golos. Fez parte da equipa que disputou o Euro 96, apesar de ter sido pouco utilizado, e também foi ao Mundial de 2002, onde não foi usado em nenhum jogo.

Isso fez com que abandonasse a selecção, e quanto ao clube, deixou-o na temporada de 2004/05, criticando o rumo que o clube seguia, especialmente incisivo sobre o treinador José Peseiro. Pouco tempo depois assumiu o papel de director desportivo no clube, quando este foi a eleições e Dias da Cunha abandonou a presidência.

Um jogador cheio de classe, que passou ao lado de uma excelente carreira.











sábado, 7 de abril de 2018

... do Colgate Júnior

sábado, abril 07, 2018 0
... do Colgate Júnior

No princípio dos anos 90, a Colgate decidiu apostar em força numa pasta de dentes para os mais novos, a Colgate Júnior. Para além do já habitual sabor a fruta, algo comum nestes dentífrico, destacava-se pela particularidade de sair em forma de estrela. Apostou forte na publicidade dos livros de banda desenhada, e nos anúncios televisivos, com o slogan "O teu sorriso tem uma estrela".



Primeira e segunda imagem retiradas do blog enciclopediadecromos.blogspot.pt









sexta-feira, 6 de abril de 2018

... do Don Fonsarilho

sexta-feira, abril 06, 2018 0
... do Don Fonsarilho

Uma das minhas boas memórias de infância, era a de esperar pela visita de um senhor que ia à nossa casa com uma lista de livros para encomendar. Ainda tenho algumas colecções desse tempo, como esta de um herói português, o Don Fonsarilho.

Nunca fui muito fã de livros com ilustrações, preferi sempre os de banda desenhada, ou então os como os dos Cinco, com pouca ilustração pelo meio do texto. Claro que sendo criança, houve um ou outro que me apaixonou, como foi o caso deste Don Fonsarilho.

Uma colecção que vinha da editora Os Amigos do Livro, uma das concorrentes do Círculo dos Leitores, com texto e ilustração de Vítor Mesquita. A inspiração no mítico Dom Quixote era evidente, até pelo ajudante do nosso herói, Santa Pança, e tudo o resto mostrava-nos aventuras numa era medieval, com cavaleiros, donzelas, feiticeiros, dragões e reinos em perigo.


Adorava o herói, com aquele queixo proeminente, e o sidekick que era quase um Zé Povinho gordinho, o Leonardo do Vício, sempre com uns estratagemas bem esquisitos, e o meu livro preferido foi um em que tinha que enfrentar o Cavaleiro Negro.

Uma colecção com 9 números em capa dura, que depois eram colocados numa caixa arquivadora, como era hábito nestes livros. Essa caixa tinha ainda mais ilustrações, o que fazia as delícias de qualquer criança.

O humor era algo que me dizia muito nesta colecção, e as ilustrações ajudavam a realçar o tom do texto, mostrando-nos que um vilão com ar maquiavélico, podia ser alguém com um aspecto cómico a dada altura. Quem se lembra disto?