... do Paulo Sousa - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

... do Paulo Sousa


Foi um dos melhores jogadores da chamada geração de ouro do futebol português, jogando por alguns dos melhores clubes da Europa e vencendo a Liga dos Campeões por duas vezes. Paulo Sousa espalhou classe pelos relvados nacionais e internacionais, continuando a pertencer ao mundo de futebol, desta feita como treinador.

Paulo Manuel Carvalho Sousa nasceu a 30 de Agosto de 1970 em Viseu, começando a jogar nas camadas jovens do Benfica em 1986, onde começou a demonstrar todas as suas capacidades e acabou por fazer parte da selecção nacional, que venceu o campeonato do Mundo de 1989. Estreou-se pela equipa principal dos encarnados na temporada de 1989/90, fazendo parte do plantel que foi campeão no ano seguinte, e pouco tempo depois começou a ser uma presença constante no meio campo do Benfica, numa equipa que integrava nomes como João Vieira Pinto, Rui Costa e Vítor Paneira.

No verão de 1993, protagonizou uma transferência polémica, ao trocar o Benfica pelo Sporting, no chamado verão quente do futebol português. Em Alvalade fez parte de uma equipa fantástica, que apesar de não ter vencido nada, tinha jogadores de inegável qualidade que despertaram a atenção de colossos europeus.


Assinou pela Juventus no ano seguinte, onde a sua visão de jogo ajudou a equipa de Turim a vencer um campeonato, uma taça e uma Liga dos campeões. Ficou duas temporadas na equipa italiana, rumando depois aos Alemães do Borussia de Dortmund, onde cometeu a proeza de vencer a Liga dos Campeões do ano seguinte, derrotando na final a sua antiga equipa.

Na Alemanha começou a padecer de lesões, que o foram afectando no resto da sua carreira, tendo ainda jogado pelo Inter de Milão, com uma passagem rápida por empréstimo pelo Parma. Foi ainda até à Grécia, jogando pelo Panathinaikos e indo terminar a carreira em Espanha, onde alinhou pelo Espanhol.

Era conhecido pelas suas capacidades de liderança, um excelente nº6, que aliava uma excelente visão de jogo com uma elevada capacidade técnica, tendo também um grande sentido de posicionamento táctico. Conhecido pela sua frontalidade e coragem, ficou na memória de todos um jogo entre o Boavista e o Benfica, quando após a expulsão do guarda redes encarnado, ele assumiu a responsabilidade e foi defender a baliza do seu clube.


Começou a sua carreira como treinador na federação, treinando a selecção de sub-16 até ao verão de 2007, antes de rumar a Inglaterra, onde treinou na segunda divisão equipas como o Queens Park Rangers, o Swansea e o Leicester. Assinou depois pelo Videoton da Hungria, onde conquistou uma Taça da Liga e duas supertaças, abandonando o clube por problemas familiares e acabando depois em Israel, onde foi treinar o Maccabi Tel Aviv, onde venceu o campeonato nacional mas saiu logo no ano seguinte, para ir treinar o Basel da Suiça, onde se sagrou também campeão nacional.

Em 2015 foi para a Fiorentina, onde conseguiu bons elogios por parte da imprensa e adeptos, saindo recentemente do clube. Quem era fã do jogador?