Janeiro 2018 - Ainda sou do tempo

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

... do Nápoles dos anos 80

quarta-feira, janeiro 31, 2018 0
... do Nápoles dos anos 80

Volto ao Calcio, desta feita para relembrar o Nápoles, que nos anos 80 foi uma das equipas mais fortes do campeonato Italiano. Para isso, muito contribuiu a chegada do Diego Maradona, que secundado por jogadores como Carnevale, Alemão e Careca, ajudou o clube a vencer uma Taça Uefa e dois campeonatos italianos.

Na temporada de 1983/84, Corrado Ferlaino pegou de novo no Nápoles (já tinha sido presidente por duas vezes), e depois de uma primeira temporada em que quase desceram de divisão, tudo mudou com a contratação da jovem estrela Diego Armando Maradona. Depois de cair em desgraça em Espanha, com o Barcelona a deixar de acreditar no astro argentino, Maradona chegou a Itália como uma verdadeira estrela. Um mar de gente esperava o jogador no estádio San Paolo,  a depositar as suas esperanças naquele que já era considerado um dos melhores do mundo, e com vontade de provar o seu valor, não demorou a que ajudasse o clube a inverter os resultados, e a começar a subir na tabela classificativa.

Dos lugares a roçar a relegação para um 5º lugar, foram assim as duas primeiras temporadas em Nápoles, com o clube orientado por Ottavio Bianchi a começar a ser visto de outra forma, com a ajuda de jogadores como Maradona, Ciro Ferrara e De Napoli. Com o argentino como capitão de equipe, os celestes venceram pela primeira vez o campeonato na sua terceira temporada, com um ataque demolidor, com nomes como Carnevale e Giordano a ajudarem El Pibe.


Essa conquista foi apoiada pelos seus adeptos, com o clube a terminar a temporada invencível em casa e ainda a conseguir a Taça de Itália, colocando o país em delírio, por ver uma equipa do sul a destronar o poderio do norte. Mas foi no ano seguinte que o clube começou a atingir uma outra dimensão, coma  chegada do brasileiro Careca para o ataque.

O ataque ganhou o apelido de MAGICA, pegando nas iniciais dos seus atacantes, Maradona, Giordano e Careca (que mesmo quando não jogava era substituído por Carnevale e a alcunha continuava a ser válida). Mesmo assim não conseguiram o bicampeonato, ficando dois pontos atrás do Milão, que combatia o poderio atacante deste plantel, com uma defesa sólida e sóbria. Foi a derrota por 3-2 em casa que deu o título aos Rossoneri, mas que não abalou a fé dos do sul.

O clube foi contratar mais um brasileiro, o médio Alemão, que combinava em beleza com o compatriota Careca, ajudando este a marcar 19 golos na sua primeira temporada juntos. Mesmo assim não foi o suficiente para chegar ao 1º lugar, ficando de novo em segundo, desta feita atrás do Inter. Mas eram os jogos contra o Milão que paravam o país, e mesmo o mundo, com as duas maiores equipas da altura a travarem verdadeiros duelos. Na Europa, o clube conseguiu um feito inédito, vencer a Taça Uefa.


Na caminhada para a final, enfrentaram alguns dos maiores clubes da Europa, como foi o épico confronto com a Juventus nos quartos de final. No duelo Platini-Maradona, foi o argentino a levar a melhor, quando depois de perderem a primeira mão em Turim por 2-0, conseguiram dar a volta num estádio cheio, vencendo a Vecchia Signora por 3-0. Teve ainda uma meia final com o Bayern de Munique, antes de chegar à final (na altura em 2 mãos) onde defrontou o Estugarda.

2-1 em casa e um empate a 3 bolas na Alemanha foi o suficiente, e deu o alento necessário para que o clube voltasse ao seu país e se sagrasse de novo campeão. Maradona voltou a ser de novo o melhor marcador do clube, secundado pro Careca e Carnevale, e os celestes terminaram assim à frente dos rivais do Milão, desta feita foram eles que ficaram em primeiro com uma vantagem de dois pontos apenas. Uma época de estreia em grande para o novo treinador, Alberto Bigon.

Foi o fim de um plantel de qualidade, que era coeso e unido, com nomes como Ciro Ferrara e Cenica a darem consistência na defesa, De Napoli, Alemão e Crippa tratavam do meio campo e no ataque sobejava atacantes com faro de golo, Careca, Carnevale, Maradona, Giordano e um jovem chamado Zola. O começo da década de 90 trouxe a desgraça para Maradona, que após falhar um teste anti dopping, viu-se envolvido com as autoridades por alegadas ligações à Máfia napolitana.


Carnevale deixou o clube nessa ocasião também, e a equipa teve assim a sua pior classificação em anos, terminando num decepcionante 8º lugar. No ano seguinte a coisa melhorou e chegaram a um quarto lugar, mas essa década foi marcada pelo poderoso Milão, e outras equipas começaram a aparecer, ficando um Nápoles longe dos seus tempos de glória.

Lembro-me de vibrar com esta equipa, de os ver a jogar contra o Sporting e de como o clube português deu luta a um dos maiores de Itália. Foi mesmo uma época dourada para todos os que gostam deste desporto.











terça-feira, 30 de janeiro de 2018

... do Jogo Hóquei em Patins da Rolley

terça-feira, janeiro 30, 2018 0
... do Jogo Hóquei em Patins da Rolley

Deixar aqui umas imagens, daquela que deve ser uma boa memória de infância de muitos dos que seguem o blog, ou a página, o jogo de Hóquei em Patins da Rolley. Nunca tive nenhum, nem me lembro de jogar, mas é algo sempre muito falado na comunidade de nostálgicos e por isso fica aqui registado essa memória.

Parece ser algo do género do Subbuteo, mas tendo inspiração no Hóquei em Patins, modalidade sempre popular no nosso país. Terá sido algo dos anos 70, com alguma vida ainda nos anos 80, e espero que quem tenha tido, recorde aqui melhor como era jogar com isto.





As duas últimas fotos foram retiradas do blog Sótão dos Brinquedos







domingo, 28 de janeiro de 2018

... dos Apitos da Ribeirinho

domingo, janeiro 28, 2018 0
... dos Apitos da Ribeirinho


Lembram-se dos apitos de água que imitavam o chilrear de um passarinho? Colocávamos um pouco de água lá dentro, soprávamos, e aquilo parecia um pequeno passarinho. Os mais comuns de encontram, eram fabricados por cá, numa empresa chamada Ribeirinho. Fazia uma variedade imensa de apitos de plástico, para todos os gostos e feitios, quem teve um?





























quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

... do Jogo Pig Pong

quinta-feira, janeiro 25, 2018 0
... do Jogo Pig Pong

Ontem alguém do Mistério Juvenil recordou-me de um jogo que, confesso, já me tinha esquecido por completo. Nunca o tive, nem o joguei, mas lembro-me de ver os anúncios ao Pig-Pong, um jogo em que apertávamos uns pequenos suínos, e jogávamos uma espécie de voleibol/ping-pong.

Foi mais uma criação da Milton-Bradley, de 1986, e foi distribuído por cá pela Concentra, o anúncio de televisão indicava o quão divertido isto podia ser, mas acho que foi algo vítima da concorrência excessiva que existia naquela altura, eram muitos jogos, muitos anúncios e muita variedade de escolha.

O jogo consistia numa rede de plástico, do género de jogos ping-pong, ténis e afins, 4 porquinhos coloridos de borracha, laranja,verde, rosa e vermelho, que depois podíamos apertar para eles "bufarem" uma lufada de ar, que seria usado para empurrar as "bolas" de plástico leve. E seria isso o jogo que podia ser entre 2, ou 4, jogadores.

Quem jogou isto?














quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

... do Nelo e do Tavares

quarta-feira, janeiro 24, 2018 0
... do Nelo e do Tavares



















Falo destes dois jogadores, porque eles foram quase um 2 em 1, fosse no Boavista, no Benfica ou até mesmo na selecção. Fazem parte daqueles futebolistas que apesar de não serem brilhantes, tiveram uma carreira com alguns bons momentos.

José Fernando Gomes Tavares nasceu a 25 de Abril de 1965 em Oliveira do Douro, enquanto que Manuel António Couto Guimarães nasceu a 25 de Agosto de 1967 no Porto, o primeiro ficando conhecido no mundo do futebol como Tavares, e o segundo como Nelo. O primeiro começou a carreira no clube da sua terra, antes de alinhar pelo Infesta em 1988, onde jogou durante duas temporadas e fez parte do plantel que subiu o clube até à 2ª divisão B.

Chamou a atenção do F.C. Porto e assinou pelos dragões em 1990, onde ficou por duas épocas, nunca tendo vingado na equipa principal, tapado por alguns jogadores e também apoquentado por lesões num joelho, que fizeram com que abandonasse as antas e fosse alinhar pelo Boavista. Aí fez parte do Boavistão de Manuel José, do qual faziam parte jogadores como Paulo Sousa, Sanchéz, Marlon, Artur, Ricky, Caetano, Venânco e Nelo entre outros.

Sendo bastante alto, chamava sempre a atenção dentro de campo,e fazia disto a sua principal arma. Jogou como médio centro e defesa central, chegando a marcar alguns golos importantes no Bessa, ajudando a conquistar taças de Portugal e pontos preciosos, e acabou por assinar pelo Benfica corria o ano de 1994, em mais um negócio que o Major Valentim Loureiro enviava dois jogadores para a Luz, e o que acompanhou Tavares, foi Nelo.


Nelo era um defesa esquerdo, que tinha começado a sua carreira no Boavista em 1986, tendo sido emprestado no começo a clubes como o Felgueiras ou o Farense, só retornando aos axadrezados em 1990, onde começou a jogar regularmente.

Não primava pela técnica, mas era conhecido por ter um pontapé forte, especialmente em livres directos, chegando a marcar alguns golos importantes para o clube. Chamava a atenção por já começar a ficar careca, mas ainda assim ostentar uma enorme guedelha, algo comum nessa altura. Por alguma razão Artur Jorge decidiu contratar esta dupla para o Benfica de 1994/94, depois destes terem sido campeões com Toni, mas depois também pouco apostou neles, mais uma incoerência numa época desastrosa nos encarnados.

Mesmo assim Nelo jogou 23 jogos, e assim como o seu parceiro Tavares, chegou a alinhar alguns jogos na Liga dos Campeões, onde diziam que tinham alguns companheiros de equipa, como Caniggia, que só davam o litro nessa competição. Fazendo parte de uma época atípica para o clube da luz, voltaram os dois juntos para o Bessa, um alegando problemas familiares, e o Nelo recusando ser emprestado ao Belenenses.


No Boavista voltaram a ser felizes, vencendo uma Taça de Portugal com Mário Reis como treinador, curiosamente contra o Benfica, que era comandado por Manuel José. A verdade é que foi sempre no Bessa que foram felizes, vencendo Supertaças contra o Porto, Taças contra o Benfica (perdendo uma , para o mesmo Benfica, que contou com um Futre endiabrado para conseguir essa vitória), e fazendo alguns colossos europeus suar nos confrontos que tiveram para as competições da UEFA.

A idade, e algumas lesões, fez com que ficassem duas temporadas no Boavista, antes de continuarem a sua carreira noutros clubes. Tavares alinhou ainda por União Leiria, Paços Ferreira e Infesta, enquanto que Nelo foi para o Rio Ave e alinhou ainda pelo Fafe, Moreirense e outros de divisões inferiores.

Na selecção nacional, Nelo fez 11 jogos, enquanto Tavares foi um dos escolhidos para alinhar no Euro 96, sendo titular em alguns desses encontros. Já retirados dos relvados, foram de novo companheiros no Boavista, onde treinaram juntos as camadas jovens do clube, transmitindo assim um pouco da mística do clube para os mais novos.




segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

... do Estojo 36 cores da Molin

segunda-feira, janeiro 22, 2018 0
... do Estojo 36 cores da Molin

Existiam vários estojos com canetas de feltro da Molin, todos queriam ter os que tivessem o máximo de cores possíveis, e um dos mais populares era o com 36 cores. A marca portuguesa era muito apreciada pelos mais novos, normalmente preferíamos isto às Carioca, e com este estojo já podíamos pintar com uma grande variedade de opções. Quem teve?













sábado, 20 de janeiro de 2018

... dos Carrinhos da Disfrota/Toddy

sábado, janeiro 20, 2018 0
... dos Carrinhos da Disfrota/Toddy

Um carrinho de brinquedo sempre foi das melhores coisas que se pode dar a uma criança, e quando estes fugiam ao comum, a diversão ainda era maior. Uma das razões do sucesso desta colecção de brindes do achocolatado Toddy, que nos dava 12 miniaturas diferentes de carros relacionados com trabalhos tão variados como a construção civil, ou o transporte de materiais. Surgiu em 1984, e era em tudo idêntica a uma colecção da Disfrota (pertencente à Disvenda), segundo anúncio que encontrei na net de uma colecção pessoal. Quem teve destes carrinhos?

Colecção pessoal de António Romão
Imagem da colecção de António Romão
Imagem retirada do blog Enciclopédia de Cromos










quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

... da Perpétua e o mistério da caixa

quinta-feira, janeiro 18, 2018 0
... da Perpétua e o mistério da caixa

Já aqui falei da novela Tieta, e hoje relembro aquela que é uma das personagens mais marcantes da história, a sua irmã Perpétua. Todos amavam odiar esta vilã, e tudo tentava adivinhar o que é que ela tinha numa caixa branca, que escondia no seu quarto.

O canal Globo está a repetir a novela neste momento em Portugal, e é um prazer rever a qualidade do texto, dos diálogos e das interpretações dos actores nela. Um dos grandes destaques é sem sombra de dúvida a actuação de Joana Fomm, que dava vida à irmã de Tieta, e que era o oposto da sua mana.

Sempre vestida toda de preto, por luto pelo seu marido falecido, Perpétua era uma daquelas típicas beatas de novela, uma falsa cristã que não tinha caridade para com os outros, e até tinha prazer em vê-los sofrer. Adorava espezinhar quem estivesse em baixo, pegava nos defeitos ou medo das outras pessoas e explorava isso a seu favor.


Era malvada mas rendia muitos momentos de humor, a actriz sabia mostrar também o lado humano da personagem, com sentimentos como a inveja, como fugia aos ensinamentos da igreja cometendo pecados como o da gula, ou quando mostrava amor e preocupação para com os seus filhos.

Era essa humanidade que fazia com que a odiássemos, mas ao mesmo tempo nos divertíssemos com as suas cenas. Depois existia o mistério sobre o que é que existia na caixa branca que escondia, uma caixa com a qual ela falava e desabafava várias vezes ao longo da trama, e que apesar das suspeitas, só no final descobrimos, ou percebíamos pela reacção dos outros, que se tratava do orgão genital do seu falecido esposo.

Um dos melhores momentos, é quando finge estar cega, enganando tudo e todos. Outro momento marcante, é quando arrancam a sua peruca, mostrando a todos a fragilidade daquela que era apenas mais um ser humano, mas que o medo que provocava, fazia ver de outra forma. Quem mais era fã?













terça-feira, 16 de janeiro de 2018

... dos Trabalhadores do Comércio

terça-feira, janeiro 16, 2018 0
... dos Trabalhadores do Comércio

Uma das bandas mais populares dos anos 80, ficou conhecida pelos seus telediscos diferentes e as suas letras irreverentes, que ficaram para sempre na nossa memória. O sotaque carregado do norte, e a forma como isso soava, fez com que os Trabalhadores do Comércio se tornassem um caso sério de sucesso no nosso país.

Sérgio Castro e Álvaro Azevedo fundam os Trabalhadores do Comércio em 1979, saindo do grupo Artes e Ofício (uma banda que cantava em inglês) para aproveitar a onda de música Rock em português que dominava o nosso país. Decidiram se destacar dos outros, com o humor e irreverência nas suas letras, e pelo facto de cantarem com um sotaque do norte bem exagerado, tornando tudo bastante divertido.

Junta-se a isto tudo um vocalista de 7 anos, João Luís (sobrinho de Sérgio), que ajudou ainda mais a tornar a banda completamente diferente de tudo o resto que aparecia por cá. O primeiro disco, lançado em 1981, chamado "Trips à moda do Porto", é um sucesso absoluto, com singles como "Chamem a Policia" e "Taquetinho ou levas no focinho" a dominarem as rádios e a tornarem o grupo um nome conhecido por todos.

Quando o segundo álbum não conheceu o mesmo sucesso, e quando o sobrinho de Sérgio começou a frequentar o liceu, a banda decidiu abrandar um pouco, voltando em 1986 no festival da canção, onde ficou no pódio com a música "Tigres de Bengala", perdendo para o "Não sejas mau para mim" da Dora.

Tiveram duas colectâneas com os seus maiores sucessos, em 1989 e 1995, voltando a gravar em 2007, mas longe do sucesso de outros tempos, apesar de ter sido um disco bem recebido pelo público e crítica.











domingo, 14 de janeiro de 2018

... do Coelhinho da Duracell

domingo, janeiro 14, 2018 0
... do Coelhinho da Duracell

Foi um daqueles anúncios que entrou para a história, todos começaram a associar alguém que não parava quieto, ao coelhinho da Duracell, por causa dos reclames (lembram-se quando dizíamos isso?) dos anos 80. Neles víamos uma quantidade enorme de coelhos de peluche a competir uns com os outros, e o único a chegar ao fim era o que tinha as pilhas alcalinas duracell. Porquê? Porque elas duram, e duram, e duram, e duram..


















... dos Discos Max Mix

domingo, janeiro 14, 2018 0
... dos Discos Max Mix

O primeiro Max Mix surgiu em Espanha, em 1986, e o sucesso da compilação foi avassalador, fazendo com que esta chegasse ao nosso país pouco tempo depois. Saíram vários discos desta colecção por cá, mas apesar da ideia original (de podermos fazer os nossos próprios mixes), foi uma febre de curta duração em Portugal.

Os discos Max Mix tiveram várias edições, chegando a sair duas edições por ano durante a década de 80, começando a perder alguma força durante os anos 90, numa altura em que já só eram editados lá por Espanha, já que por cá saíram apenas algumas das primeiras edições.

Eram temas na onda do Italo Disco, e cada edição vinha com músicas da chamada Eurodance, intercalando com alguns sucessos da música pop desse ano em questão. Depois nós podíamos misturar as mesmas na ordem que quiséssemos, com alguns efeitos especiais para a passagem de uma música para a outra. Foi considerado uma das melhores colectâneas mix, quer pela qualidade de efeitos, quer pelas músicas, mas como em todas as febres dos anos 80, foi esmorecendo com o tempo.

Quem teve um?










sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

... do Paulo Sousa

sexta-feira, janeiro 12, 2018 0
... do Paulo Sousa

Foi um dos melhores jogadores da chamada geração de ouro do futebol português, jogando por alguns dos melhores clubes da Europa e vencendo a Liga dos Campeões por duas vezes. Paulo Sousa espalhou classe pelos relvados nacionais e internacionais, continuando a pertencer ao mundo de futebol, desta feita como treinador.

Paulo Manuel Carvalho Sousa nasceu a 30 de Agosto de 1970 em Viseu, começando a jogar nas camadas jovens do Benfica em 1986, onde começou a demonstrar todas as suas capacidades e acabou por fazer parte da selecção nacional, que venceu o campeonato do Mundo de 1989. Estreou-se pela equipa principal dos encarnados na temporada de 1989/90, fazendo parte do plantel que foi campeão no ano seguinte, e pouco tempo depois começou a ser uma presença constante no meio campo do Benfica, numa equipa que integrava nomes como João Vieira Pinto, Rui Costa e Vítor Paneira.

No verão de 1993, protagonizou uma transferência polémica, ao trocar o Benfica pelo Sporting, no chamado verão quente do futebol português. Em Alvalade fez parte de uma equipa fantástica, que apesar de não ter vencido nada, tinha jogadores de inegável qualidade que despertaram a atenção de colossos europeus.


Assinou pela Juventus no ano seguinte, onde a sua visão de jogo ajudou a equipa de Turim a vencer um campeonato, uma taça e uma Liga dos campeões. Ficou duas temporadas na equipa italiana, rumando depois aos Alemães do Borussia de Dortmund, onde cometeu a proeza de vencer a Liga dos Campeões do ano seguinte, derrotando na final a sua antiga equipa.

Na Alemanha começou a padecer de lesões, que o foram afectando no resto da sua carreira, tendo ainda jogado pelo Inter de Milão, com uma passagem rápida por empréstimo pelo Parma. Foi ainda até à Grécia, jogando pelo Panathinaikos e indo terminar a carreira em Espanha, onde alinhou pelo Espanhol.

Era conhecido pelas suas capacidades de liderança, um excelente nº6, que aliava uma excelente visão de jogo com uma elevada capacidade técnica, tendo também um grande sentido de posicionamento táctico. Conhecido pela sua frontalidade e coragem, ficou na memória de todos um jogo entre o Boavista e o Benfica, quando após a expulsão do guarda redes encarnado, ele assumiu a responsabilidade e foi defender a baliza do seu clube.


Começou a sua carreira como treinador na federação, treinando a selecção de sub-16 até ao verão de 2007, antes de rumar a Inglaterra, onde treinou na segunda divisão equipas como o Queens Park Rangers, o Swansea e o Leicester. Assinou depois pelo Videoton da Hungria, onde conquistou uma Taça da Liga e duas supertaças, abandonando o clube por problemas familiares e acabando depois em Israel, onde foi treinar o Maccabi Tel Aviv, onde venceu o campeonato nacional mas saiu logo no ano seguinte, para ir treinar o Basel da Suiça, onde se sagrou também campeão nacional.

Em 2015 foi para a Fiorentina, onde conseguiu bons elogios por parte da imprensa e adeptos, saindo recentemente do clube. Quem era fã do jogador?








quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

... da Novela Selva de Pedra

quinta-feira, janeiro 11, 2018 0
... da Novela Selva de Pedra

Volto às telenovelas, desta vez para recordar a Selva da Pedra, mais uma novela da Globo que teve algum sucesso no nosso país.

A telenovela Selva da Pedra que recordo aqui, é a versão de 1986, que se tratava de um remake da novela de 1972, que tinha tido um sucesso considerável no Brasil, mas que permanecia inédita por cá. Adaptada aos anos 80 por Regina Braga e Eloy Araújo, foi dirigida por Walter Avancini, Dennis Carvalho, José Carlos Peri e Ricardo Waddington e teve nos principais papéis nomes como Tony Ramos, Fernanda Torres, Christiane Torloni, José Mayer e Maria Zilda.

Foi transmitida entre 24 de Fevereiro e 22 de Agosto de 1986, no mítico horário das 20h da Rede Globo, enquanto por cá ficou pela hora de almoço entre 14 de Abril e 25 de Novembro de 1988 na RTP1, sendo repetida aos fins de semana na RTP2, como havia sido feita com a novela Cambalacho. O genérico era qualquer coisa de fantástico, um dos melhores de Hans Donner, mostrando vários prédios a brotar de um solo árido, fazendo um efeito de prédios a servirem como plantas, mostrando uma verdadeira selva de concreto. Quando a filmagem mostrava a parte superior dos prédios, estes formavam a cara de Tony Ramos.

Uma criação de Janete Clair, a mesma autora de Pai Herói, onde vemos a protagonista feminina a sofrer horrores com o seu marido, aquele que ela pensava ser o seu príncipe encantado. Foram muitas as semelhanças entre as duas tramas da autora, algo que já tinha sido discutido no Brasil também, mas por lá era eclipsado pela discussão entre as diferenças entre a novela de 1972 e a de 1986, que por cá só era mencionado nas revistas da especialidade, já que a história original não foi transmitida em Portugal.

Miguel Falabella deu show como Miro, um vilão com traços humorísticos, e Torloni é fantástica no papel de Fernanda, uma mulher que não olha aos meios para atingir os seus fins. Uma trama com 160 episódios, que teve na música Yes de Tim Moore um dos seus maiores sucessos, passando nas rádios de cá vezes sem conta, e fez parte das colectâneas de maiores sucessos de então.









quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

... das Caixas de fósforos Quinas

quarta-feira, janeiro 10, 2018 0
... das Caixas de fósforos Quinas

A marca Quinas, era uma das mais populares da Sociedade Nacional de Fósforos, que chegou a produzir mais de 16 biliões de fósforos nas suas quatro fábricas, sediadas no Porto e em Lisboa. Com poucas pessoas a terem licença, ou a quererem usar, para isqueiro, o fósforo sempre foi parte integrante da vida dos portugueses, e esta era uma empresa 100% nacional, com tudo a ser produzido por cá com mão de obra nacional. Deixo aqui algumas imagens de caixas que todos devemos ter visto lá por casa. A marca ainda existe, utilizada por outra fábrica que ficou com o direito do nome.

foto de desaparecido mas não esquecido
foto de santa nostalgia
foto de cronica do rochedo