... do Vítor Baía - Ainda sou do tempo

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

... do Vítor Baía


Um dos maiores nomes no nosso futebol, Vítor Baía foi um dos guarda redes em destaque na década de 90, onde alinhou pelo Porto e pelo Barcelona. Tornou-se um dos jogadores com mais troféus conquistados em todo o mundo, e faz parte do restrito grupo de jogadores a vencer a Champions, a Taça das Taças e a Taça Uefa.

Vítor Manuel Martins Baía nasceu a 15 de Outubro de 1969, em São Pedro da Afurada, Vila nova de Gaia, no Porto. Começou a jogar no Académico de Leça, despertando o interesse do FC Porto, que o contrato com apenas 13 anos. Foi Quinito o primeiro a apostar nele, em 1989, lançando-o a titular quando tinha 19 anos, um posto que ocupou durante quase dez anos. Passado um ano estreia-se pela selecção principal, tornando-se um nome incontornável na equipa das quinas.

Ao longo dos anos, com uma defesa com nomes como João Pinto, Aloísio, Jorge Costa e Fernando Couto entre tantos outros, Baía foi dando prova da sua qualidade e segurança, cimentando a sua posição na baliza.

Pelo Porto venceu cinco campeonatos e duas Taças de Portugal, sofrendo 116 golos em sete temporadas (uma média de 16,5 golos por época) e teve 1191 minutos sem sofrer um único golo, entre Setembro de 1991 e Janeiro de 1992. Era natural que fosse considerado um excelente guarda redes, mesmo a nível internacional, e depois do Euro 96 assinou contrato com o Barcelona.


Fez uma boa primeira temporada, vencendo mais uns títulos para a sua já recheada carreira, alinhando numa equipa com nomes como Guardiola, Ronaldo, Bakero, Blanc e Luís Figo entre outras estrelas. Em Dezembro é eleito por todos os treinadores da liga espanhola como o melhor guarda redes do planeta, uma prova de que as suas qualidades futebolísticas eram bem apreciadas por todos, e que tinha sido uma boa aposta de Bobby Robson para a equipa de camp nou.

Na temporada seguinte tem problemas com uma lesão, e Van Gaal deixa de apostar nele como titular, sendo preterido em favor de Hesp. Decide regressar ao Porto na viragem do Século, onde voltou a vencer mais uns quantos títulos, tendo sido o titular nas finais da Taça Uefa e da Liga dos Campeões, sendo que em 2004 a UEFA decidiu-o condecorar como o melhor da Europa. Quando a organização decidiu criar uma cápsula do tempo, em comemoração do seu jubileu, foram colocados um par de luvas do guarda redes português.

Pela selecção, depois de ter perdido a titularidade para Ricardo, Baía apareceu como titular no mundial da Coreia e Japão, numa decisão surpreendente, já que foi Ricardo que fez a campanha da equipa das quinas rumo ao mundial de 2002 (em conjunto com Quim). Foi também de uma forma surpreendente que se viu afastado do comando das redes da selecção Nacional, quando Scolari pegou na mesma, isto apesar de ainda se exibir a bom nível pelo FC Porto.

Na equipa portista, viu mais uma vez um treinador holandês a duvidar das suas capacidades, com Co Adriaanse a afastá-lo da baliza no final de 2005, perdendo a titularidade para Helton. Decidiu retirar-se do futebol aos 37 anos, mantendo-se ligado sempre de alguma forma ao FC Porto.