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Hoje volto ao Teatro, para recordar uma peça que voltou a trazer muito português para as salas deste país, a Conversa da Treta. Estreada em 1997 no Auditório Carlos Paredes em Lisboa, conquistou tudo e todos, numa peça onde os únicos adereços eram duas cadeiras, uma mesa, um cinzeiro e dois grandes actores numa amena cavaqueira.

José Pedro Gomes e António Feio eram os protagonistas, um dava vida a Zézé, um típico macho latino, vestido com um fato branco e camisa aberta a mostrar os pêlos do peito, e o outro era Toni, um pintas divertido e despreocupado com a vida, com umas calças de ganga e uma t-shirt com um colete com padrão de pele de vaca vestido.

Os dois falavam de tudo um pouco, desde a morte ao futebol, passando pelas mulheres e a política, tudo acompanhado de gargalhadas do público e o fumo dos cigarros que os actores fumavam em palco, O sucesso foi total, esgotaram salas por todo o país e terminaram uma digressão de 3 anos no Coliseu dos Recreios, perante 30 mil espectadores.

Mas o público podia acompanhar o talento dos artistas num programa da SIC, ou então nos programas radiofónicos, que eram transmitidos na Antena 1 e na Antena 3. Um texto divertido, interpretado por 2 actores que tinham uma grande química em conjunto foram a receita de sucesso, e o alcance com o programa de televisão ajudou a que os mesmos decidissem retornar ao projecto algum tempo depois, com duas sequelas e até um filme.

Mais recentemente, José Pedro Gomes voltou a viver Toni, com a peça o Filho da Treta, onde conversa com o filho de Toni. Quem mais era fã?


















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