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Foi um dos maiores expoentes da chamada geração de ouro de Portugal, um dos primeiros galácticos de Madrid e um dos melhores futebolistas do final do Século XX, começo do Século XXI. Luís Figo começou a dar nas vistas ainda no Sporting clube de Portugal, dando cartas depois em Espanha, onde jogou pelo Real e pelo Barcelona, terminando a sua carreira no Inter de Milão. 

Luís Filipe Madeira Caeiro Figo nasceu a 4 de Novembro de 1972, em Almada, começando a jogar num clube da terra, chamado Os Pastilhas, de onde saiu com apenas 13 anos para o Sporting clube de Portugal. Tornou-se uma das figuras de destaque da academia, e uma presença regular nas selecções jovens, sendo natural a sua estreia na equipa principal dos leões, a 1 de Abril de 1990, pelas mãos de Raul Águas.começando a afirmar-se na época seguinte sob o comando de Marinho Peres.

Foi em 1991 que se estreou também pela selecção principal, depois de ter vencido campeonatos pelos sub-16 e sub-20, e ser um titular indiscutível do Sporting de Bobby Robson e Carlos Queirós. Os grandes da Europa começaram a salivar pelo jovem jogador, e Sousa Cintra tentou fazer o melhor negócio para o clube, tentando a sua venda para um gigante de Itália, mas viu gorada as intenções quando Figo assinou por dois clubes ao mesmo tempo, o Parma e a Juventus.


Foi então vendido, por uma ninharia, para o Barcelona, onde tornou-se um jogador de classe mundial, formando equipa com vedetas como Ronaldo, Kluivert, Rivaldo, Fernando Couto ou Guardiola. Iniciou uma febre em Portugal, que fazia com que personalidades famosas se reunissem em programas de televisão e falassem dos jogos de Barcelona como se fosse de um clube do nosso país.

Figo fez grandes exibições na equipa catalã, ajudando a que esta vencesse vários campeonatos e a Taça das Taças de 1996/97. Fez 176 jogos, marcou 30 golos e deu muitos mais aos seus colegas, tornando-se uma peça fulcral na estratégia de Van Gaal. Luis Figo era então um dos futebolistas mais conhecidos do final da década de 90, e surpreendeu tudo e todos quando assinou pelo rival dos catalães em 2000.

Figo tornou-se assim membro de um clube restrito de jogadores que alinharam tanto pelo Barcelona como pelo Real Madrid, mas foi o mais odiado por isso, apelidado de Peseteiro, por só pensar no dinheiro quando aceitou o convite de Florentino Pérez para estrear uma era de Galácticos em Madrid. Na altura a transferência bateu o recorde mundial, mais de 60 Milhões, o que fez com que os adeptos catalães odiassem ainda mais o jogador português, fazendo com que as menções ao jogador se tornassem quase nulas ao longo do tempo.


                              


Foi nesse ano que venceu a bola de ouro, mas muito pelo que tinha feito na equipa do Barcelona, mas no ano seguinte ganhou o prémio de melhor jogador do mundo pela FIFA, e quando Zidane se juntou ao clube, os dois ajudaram ao regresso do Real às vitórias na Liga dos Campeões. Figo venceu mais algumas vezes o campeonato espanhol, ficando na capital espanhola por cinco épocas, saindo a custo zero para o Inter de Milão.

Finalmente Figo chegava a Itália, tornando-se imediatamente um dos ídolos da torcida, ajudando o clube a voltar às vitórias, depois de uma década decepcionante para os adeptos milaneses. Roberto Mancini era o treinador, e o clube venceu pela primeira vez o título desde 1989, criando uma onda de alegria por toda a cidade.

Apesar disso, e com a ajuda também de Ibrahimovic, o clube manteve a regularidade e venceu o terceiro campeonato consecutivo, apenas falhando na tentativa de vencer a Liga dos Campeões, o que fez com que despedissem Mancini e contratassem José Mourinho para o seu lugar. Mourinho fez com que o clube se tornasse o terceiro emblema italiano a vencer quatro campeonatos consecutivos, e ainda um quinto, sendo que esse último teve a particularidade de ser acompanhado pela conquista da Liga dos Campeões e da Taça de Itália. Foi um final de carreira em beleza para o jogador português, que decidiu assim abandonar os relvados mas ficar de alguma forma ligado ao clube italiano.


Na selecção, foi um dos maiores expoentes da chamada geração de ouro, vencendo o campeonato de esperanças em 1991, e tornando-se uma das figuras da selecção principal quando esta começou a se apurar regularmente para os Europeus e campeonatos do Mundo da década de 90 e 2000. Foi capitão de Portugal durante bastante tempo, e parte integrante do segundo lugar no Europeu de 2004, e do terceiro lugar no Mundial de 2006. 

Como tantos outros, retirou-se sem vencer um grande título pelo seu país, quer na selecção, quer no clube onde se iniciou, onde venceu apenas uma Taça de Portugal na sua última temporada.

Não era dos maiores fãs de Figo, achava-o um excelente jogador, mas não me enchia as medidas e especialmente no Sporting, onde acho que nunca foi uma figura essencial no onze titular. Quem era fã?











































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