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Era um dos nomes mais conhecidos da década de 80, uma cantora que esbanjava simpatia e talento nas suas aparições e que protagonizou algumas das cantigas mais populares da história do nosso país.Cândida Branca Flor era uma presença constante na televisão, quer como cantora quer como actriz, tendo um final trágico no começo do Século XXI, com a sua morte envolta em algum mistério.

Cândida Maria Coelho Soares nasceu em Beringel, no Alentejo, a 12 de Novembro de 1949, tendo tido aulas de canto desde muito cedo,e começando no mundo da música nos anos 70, integrando a mítica Banda do Casaco. Foi do nome de uma música do grupo, Romance da Branca Flor, que Cândida foi buscar inspiração para o nome que iria adoptar na sua carreira a solo.

Antes disso, apresentou ainda o Fungagá da Bicharada, ao lado do grande Júlio Isidro, e foi com a banda sonora desse programa que se lançou sozinha numa carreira artística. Começou a aparecer em diversos programas televisivos, e a dar nas vistas com a sua simpatia, granjeando amizades com outros músicos, destacando-se a colaboração que iria ter com Carlos Paião.


Foi ele que escreveu Trocas e Baldrocas, o tema que ela levou ao Festival da Canção em 1982, e no ano seguinte fizeram um dueto nesse certame, interpretando o sucesso Vinho do Porto (Vinho de Portugal). Em 1985 lança aquele que viria a ser o seu grande sucesso, o disco Cantigas da minha Escola, e em 1987 foi a vez do Cantigas da nossa terra, ambos tiveram a colaboração de Paião e foram um sucesso de vendas.

Era uma das artistas mais acarinhadas pelo público, fazendo frequentemente espectáculos para emigrantes e uma das mais populares no Natal dos Hospitais. Aparecia regularmente na televisão, sendo conhecida a sua amizade com Herman José, e era assim uma presença regular nos diversos programas do humorista.

Nos anos 90, já não era uma presença comum, começando a cair um pouco no esquecimento e chocando tudo e todos com a notícia do seu suicídio em 2001, já que foi sempre conhecida pela sua alegria e simpatia dentro e fora do palco. O seu funeral teve honras de cobertura televisiva, e foram milhares os que a aplaudiram, entre famosos e anónimos, nesse dia tão triste para a música nacional.














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