Maio 2017 - Ainda sou do tempo

quarta-feira, 31 de maio de 2017

... da colecção Formiguinha

quarta-feira, maio 31, 2017 0
... da colecção Formiguinha
Foto retirada do blog Santa Nostalgia
Muitos tiveram alguns livros desta colecção, que teve várias edições ao longo dos anos, que davam a conhecer às crianças portuguesas alguns contos infantis. A colecção Formiguinha começou a ser publicada nos anos 60, tendo tido uma edição (a que maior parte deve conhecer) nos anos 70 e 80, e por fim uma nova edição pela década de 90.

Publicados pela Editorial Majora, a colecção Formiguinha consistia em 60 livros pequenos (75 por 100 mm com cerca de 16 páginas cada), onde nos era apresentando uma versão condensada de contos infantis de várias origens, dos irmãos Grimm, da cultura popular ou de Andersen. A adaptação está ao cargo de João Sereno, que tentava apresentar o essencial da história naquelas 16 páginas.

As ilustrações eram simples, e como em tudo naquela época, existia sempre uma moral a aprender nas histórias, fosse ela cómica, dramática ou de aventuras e acção. Quem teve?

Foto retirada do blog Santa Nostalgia



Foto retirada do blog Anos 80 e 90
Foto retirada do blog Santa Nostalgia











... do Rão Kyao

quarta-feira, maio 31, 2017 0
... do Rão Kyao

Um dos maiores nomes do panorama musical nacional, Rão Kyao era uma das figuras mais populares nos anos 80, produzindo 2 álbuns fantásticos, um onde interpretava fados de Amália Rodrigues, onde a voz da fadista era substituída pelo Saxofone, e outro onde mostrou toda a sua habilidade na flauta de bambu, o instrumento musical pelo qual ficou conhecido em todo o país.

João Maria Centeno Gorjão Jorge, conhecido como Rão Kyao, nasceu a 23 de Agosto de 1947 em Lisboa, tendo estudado no colégio militar em Lisboa, antes de entrar na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tendo sido colega de Marcelo Rebelo de Sousa e Leonor Beleza. Amante do Jazz, começou as suas incursões musicais como Saxofone tenor, aparecendo em diversos clubes da capital e chegando a aparecer em clubes de outros países, aquando de suas viagens.

Era também um apaixonado pela música do Oriente, e tentando saber mais sobre os elos entre a nossa música e a desse hemisfério, decide viajar para a Índia, onde usa o que aprendeu no álbum "Goa" de 1979. Mas foi na década de 80 que o artista saltou para o estrelato, em 1983 lança o disco "Fado Bailado", onde interpreta os fados de Amália Rodrigues, mas usando o saxofone como substituto da voz da fadista, com a ajuda da guitarra de António Chainho.



Foi um sucesso de vendas, sendo o primeiro álbum a chegar a platina, isto numa altura em que era preciso vender muito para conseguir esse prémio. Rão Kyao ia encantando o público, que ouvia assim o fado de uma forma diferente da habitual. Apareceu em vários programas de televisão e no ano seguinte decide lançar um disco só usando a flauta de bambu, e mais uma vez encontra o sucesso, entrando para o top e com a música"Canção da manhã" a tornar-se conhecida por tudo e por todos, especialmente quando fez parte do genérico da série "Anel Mágico".

Eu adorava esta música, tinha uma tia que era fã do artista e que punha discos deles a tocar no café dela, permitindo assim que eu conhecesse ainda melhor a obra dele. Numa altura em que na escola tinha que se tocar flauta, nas aulas de educação musical, era normal que alguém famosos por tocar este instrumento nos cativasse a atenção.

Ainda lançou mais 4 discos até o final da década de 80, alternando entre a flauta e o saxofone, fazendo alguns experimentos nos anos 90, tendo ainda editado mais de 20 discos até dar uma pausa no lançamento de álbuns em 2008. Continua activo musicalmente, actuando pelo nosso país e não só, encantando ainda gerações com as suas melodias e a sua paz de alma.

















terça-feira, 30 de maio de 2017

... deste Jarro da Tupperware

terça-feira, maio 30, 2017 0
... deste Jarro da Tupperware

Quem não teve um destes lá por casa? Nos anos 80 era comum encontrar este jarro nas casas portuguesas, na época de ouro da tupperware. Na minha casa existiu um laranja como nesta foto, onde a minha mãe colocava o leite (quando vinha ainda naqueles pacotes moles), ou aqueles sumos concentrados, onde era só acrescentar água.



















segunda-feira, 29 de maio de 2017

... da colecção Aeronáutica das Pastilhas Gorila

segunda-feira, maio 29, 2017 0
... da colecção Aeronáutica das Pastilhas Gorila


Mais uma memória marcante da nossa infância, uma colecção que deixou muitos de nós doidos, a comprar ainda mais pastilhas do que o costume, ou então a olhar para o chão, à espera que alguém tivesse deixado cair um destes. Falo da colecção das pastilhas Gorila, que trazia uns papéis que nos dava a conhecer uma enorme variedade de aviões, chamando a mesma de Série Aeronáutica.

Seriam mais de 800, mas penso que a Ludoteca nunca chegou a colocar tudo cá fora, os papéis não sei se eram tipo cromos, ou simplesmente um papel, mas tenho a ideia de dar para colar, posso estar enganado, e se sim façam o favor de me corrigir. Os que faziam mais sucesso, eram os que nos mostravam aviões envolvidos nas grandes guerras mundiais, mas a colecção mostrava tudo relacionado com a aeronáutica, como podem verificar nesta imagem em anexo. Quem fez esta colecção?

Imagem retirada de mistério juvenil



















quinta-feira, 25 de maio de 2017

... do Polícia Sinaleiro

quinta-feira, maio 25, 2017 0
... do Polícia Sinaleiro

Recordo aqui uma daquelas profissões de outros tempos, apesar de ainda existirem alguns, e que todos têm alguma memória e que se recordam da importância da mesma. Vou deixar aqui algumas imagens, e um pouco da história de algo que remonta até o final da década de 20, altura em que surgiu o primeiro polícia sinaleiro em Lisboa.

Talvez prevendo que o número de automóveis tendia a aumentar, o comandante da secção de trânsito da PSP de Lisboa, teve a ideia em 1927 de destacar um dos seus elementos, para ajudar na movimentação dos automobilistas e dos peões. Decidiu que deveriam trajar capacete, luvas e cassetete brancos, para se destacarem no meio da estrada, e rapidamente ganharam a alcunha de "cabeças de giz", sendo também muito acarinhados pela população em geral.

Andavam apeados no asfalto, ou com um pequeno pedestal, tinham que ficar no seu local de trabalho sob intenso calor, ou debaixo de um qualquer dilúvio torrencial, para ajudarem sempre na movimentação do trânsito. Chegaram a ser quase 300 na capital a dada altura, perdendo a sua força perto do final da década de 70, com a implementação e proliferação dos semáforos.

Lembram-se quais os cruzamentos onde se cruzavam com alguns? Têm alguma memória a partilhar?

Toca a parar! Toca a parar!
foto retirada do coisasdeantigamente
Luvas brancas, largos gestos
E grandes exaltações.
Dá passagem aos veículos,
Manda parar os peões.

Mãos para acolá,
Mãos para ali,
Toca a passar
Pi… pi… ri… pi…

Capacete desabado,
Um apito muito agudo,
Carrega a cara de mau
E pronto… está tudo mudo!

Mãos para acolá,
Mãos para ali,
Toca a passar

Pi… pi… ri… pi…


foto retirada de coisasdeantigamente








...do Chalana

quinta-feira, maio 25, 2017 0
...do Chalana

Uma figura incontornável do nosso futebol, todos sabem quem é Fernando Chalana, um dos melhores futebolistas portugueses de todos os tempos.

Fernando Albino de Sousa Chalana nasceu a 10 de Fevereiro de 1959, no Barreiro, começando a sua carreira futebolística no Barreirense, antes de rumar ao Benfica, em 1974, ainda nas camadas jovens. Teve a sua primeira internacionalização aos 17 anos, contra a Dinamarca, começando a aparecer na equipa principal do Benfica, deslumbrando tudo e todos com o seu pé esquerdo.

De 1976 a 1984, ajudou o clube da luz a vencer cinco campeonatos e três taças, saindo do clube depois do brilharete que fez no Europeu de 84 em França, assinando pelo Bordéus e ficando a jogar nesse país. Foi apelidado de pequeno génio, devido à sua qualidade técnica e ao seu tamanho, que lhe permitia driblar e fugir aos adversários de uma forma fantástica. Foram dos pés deles que saíram os passes, que deram origem a muitos dos golos que Portugal marcou nesse europeu, e volta e meia ele próprio marcava o seu golo também.

Em França ficou conhecido por Chalanix, numa referência a Astérix, realçando assim a sua força dentro de campo, o tamanho que tinha e o seu bigode proeminente, que chamava a atenção daqueles que nem ligavam muito a futebol. Por cá tanto o seu bigode e cabelo, originaram muitos comentários e expressões que viraram lugares comuns.

Marcou 33 golos pelo Benfica, em 193 jogos, enquanto que em França, fez 22 jogos pelo Bordéus e marcou 2 golos. Devido a algumas lesões, nunca se afirmou por terras gaulesas, regressando ao clube da luz em 1987, onde apesar de estar longe da sua forma, ainda fez alguns apontamentos de interesse, marcando 4 golos nos 32 jogos que fez até 1990. Começou a perder espaço dentro de campo, e foi para outros emblemas clássicos da capital, terminando a sua carreira dois anos depois, após duas temporadas, uma ao serviço dos Belenenses e outra representando o Estrela da Amadora.

Treinou as camadas jovens do Benfica, tornando-se depois adjunto de muitos treinadores principais que passaram pela Luz, antes de se retirar por completo do mundo do futebol. Quem era fã?














domingo, 21 de maio de 2017

... do Luís Figo

domingo, maio 21, 2017 0
... do Luís Figo

Foi um dos maiores expoentes da chamada geração de ouro de Portugal, um dos primeiros galácticos de Madrid e um dos melhores futebolistas do final do Século XX, começo do Século XXI. Luís Figo começou a dar nas vistas ainda no Sporting clube de Portugal, dando cartas depois em Espanha, onde jogou pelo Real e pelo Barcelona, terminando a sua carreira no Inter de Milão. 

Luís Filipe Madeira Caeiro Figo nasceu a 4 de Novembro de 1972, em Almada, começando a jogar num clube da terra, chamado Os Pastilhas, de onde saiu com apenas 13 anos para o Sporting clube de Portugal. Tornou-se uma das figuras de destaque da academia, e uma presença regular nas selecções jovens, sendo natural a sua estreia na equipa principal dos leões, a 1 de Abril de 1990, pelas mãos de Raul Águas.começando a afirmar-se na época seguinte sob o comando de Marinho Peres.

Foi em 1991 que se estreou também pela selecção principal, depois de ter vencido campeonatos pelos sub-16 e sub-20, e ser um titular indiscutível do Sporting de Bobby Robson e Carlos Queirós. Os grandes da Europa começaram a salivar pelo jovem jogador, e Sousa Cintra tentou fazer o melhor negócio para o clube, tentando a sua venda para um gigante de Itália, mas viu gorada as intenções quando Figo assinou por dois clubes ao mesmo tempo, o Parma e a Juventus.


Foi então vendido, por uma ninharia, para o Barcelona, onde tornou-se um jogador de classe mundial, formando equipa com vedetas como Ronaldo, Kluivert, Rivaldo, Fernando Couto ou Guardiola. Iniciou uma febre em Portugal, que fazia com que personalidades famosas se reunissem em programas de televisão e falassem dos jogos de Barcelona como se fosse de um clube do nosso país.

Figo fez grandes exibições na equipa catalã, ajudando a que esta vencesse vários campeonatos e a Taça das Taças de 1996/97. Fez 176 jogos, marcou 30 golos e deu muitos mais aos seus colegas, tornando-se uma peça fulcral na estratégia de Van Gaal. Luis Figo era então um dos futebolistas mais conhecidos do final da década de 90, e surpreendeu tudo e todos quando assinou pelo rival dos catalães em 2000.

Figo tornou-se assim membro de um clube restrito de jogadores que alinharam tanto pelo Barcelona como pelo Real Madrid, mas foi o mais odiado por isso, apelidado de Peseteiro, por só pensar no dinheiro quando aceitou o convite de Florentino Pérez para estrear uma era de Galácticos em Madrid. Na altura a transferência bateu o recorde mundial, mais de 60 Milhões, o que fez com que os adeptos catalães odiassem ainda mais o jogador português, fazendo com que as menções ao jogador se tornassem quase nulas ao longo do tempo.


                              


Foi nesse ano que venceu a bola de ouro, mas muito pelo que tinha feito na equipa do Barcelona, mas no ano seguinte ganhou o prémio de melhor jogador do mundo pela FIFA, e quando Zidane se juntou ao clube, os dois ajudaram ao regresso do Real às vitórias na Liga dos Campeões. Figo venceu mais algumas vezes o campeonato espanhol, ficando na capital espanhola por cinco épocas, saindo a custo zero para o Inter de Milão.

Finalmente Figo chegava a Itália, tornando-se imediatamente um dos ídolos da torcida, ajudando o clube a voltar às vitórias, depois de uma década decepcionante para os adeptos milaneses. Roberto Mancini era o treinador, e o clube venceu pela primeira vez o título desde 1989, criando uma onda de alegria por toda a cidade.

Apesar disso, e com a ajuda também de Ibrahimovic, o clube manteve a regularidade e venceu o terceiro campeonato consecutivo, apenas falhando na tentativa de vencer a Liga dos Campeões, o que fez com que despedissem Mancini e contratassem José Mourinho para o seu lugar. Mourinho fez com que o clube se tornasse o terceiro emblema italiano a vencer quatro campeonatos consecutivos, e ainda um quinto, sendo que esse último teve a particularidade de ser acompanhado pela conquista da Liga dos Campeões e da Taça de Itália. Foi um final de carreira em beleza para o jogador português, que decidiu assim abandonar os relvados mas ficar de alguma forma ligado ao clube italiano.


Na selecção, foi um dos maiores expoentes da chamada geração de ouro, vencendo o campeonato de esperanças em 1991, e tornando-se uma das figuras da selecção principal quando esta começou a se apurar regularmente para os Europeus e campeonatos do Mundo da década de 90 e 2000. Foi capitão de Portugal durante bastante tempo, e parte integrante do segundo lugar no Europeu de 2004, e do terceiro lugar no Mundial de 2006. 

Como tantos outros, retirou-se sem vencer um grande título pelo seu país, quer na selecção, quer no clube onde se iniciou, onde venceu apenas uma Taça de Portugal na sua última temporada.

Não era dos maiores fãs de Figo, achava-o um excelente jogador, mas não me enchia as medidas e especialmente no Sporting, onde acho que nunca foi uma figura essencial no onze titular. Quem era fã?











































quinta-feira, 18 de maio de 2017

... do Robot da Sugus

quinta-feira, maio 18, 2017 0
... do Robot da Sugus

Lembro-me tão bem dos anúncios ao Robot da Sugus, mas o que nos dava ainda mais vontade de o ter, era quando o víamos em acção no programa Clubes dos Amigos Disney. Não há muito por essa internet fora, apenas este anúncio que deixo então aqui para que todos se possam recordar também de algo que muitos desejaram ter. Uma das coisas mais cobiçadas dos anos 80 por cá, sem sombra de dúvida.

Imagem do espólio de Paulo Gomes

















segunda-feira, 15 de maio de 2017

... das Cabeças do Dartacão com gelado Dácá

segunda-feira, maio 15, 2017 0
... das Cabeças do Dartacão com gelado Dácá












Quem não se recorda destas cabeças do Dartacão e seus amigos? Vinham com gelado dentro, da marca Dácá, e todos queríamos comer isto, apenas para coleccionar as diferentes cabeças. O gelado não era grande coisa, mas cheguei a ter umas 3 destas e adorava ficar a olhar para elas no móvel onde as coloquei. Quem tem uma destas?

<imagem retirada de Enciclopedia cromos

















domingo, 14 de maio de 2017

... dos Teletubbies

domingo, maio 14, 2017 0
... dos Teletubbies

Os Teletubbies foram mais uma criação inglesa, um programa pensado para bebés, que irritava muito adulto, mas fazia as delícias dos mais pequenos. Por cá foi transmitido pela SIC com dobragem em português, enquanto que no Brasil, foi a Globo e a TV Cultura a emitirem o programa.

A série foi criada por Anne Wood e Andrew Davenport, com produção da BBC, tendo sido transmitida entre 1997 e 2001, num total de 5 temporadas e 387 episódios. Com intenção de prender a atenção das crianças entre 1 e os 4 anos, o programa mostrava quatro criaturas alienígena que eram bem traquinas e estavam sempre bastante animadas, que viviam numa casa futurista e passavam a vida a brincar.

Tinky Winky tinha a voz de Filipe Costa, Dipsy a de Joel Constantino, Laa Laa era Ana Salitão e Alexandre Sedas dava a vida a Po. Para além deles, existia ainda um Sol com cara de bebé, que dava uns gritinhos e aparecia em alguns episódios mais do que uma vez. A SIC transmitiu isto em 1998, tendo sido depois vendidos uns VHS pela Som livre em 1999. O programa teve algum sucesso, e teve direito a algum merchandising por cá, como peluches e cadernetas de cromos.












quinta-feira, 11 de maio de 2017

... do Toddycopetro

quinta-feira, maio 11, 2017 0
... do Toddycopetro

Quem se lembra do Toddycopetro? Este foi um brinde que vinha no Achocolatado Toddy, e que fez muita criança feliz, uma das primeiras coisas a fazer quando tínhamos uma lata lá por casa, era revirar o pó com as mãos e tirar isto lá de dentro. Era um simples pau de plástico com uma hélice acoplada, que fazíamos girar nas nossas mãos e deixávamos voar, aquilo ainda ficava um bom bocado no ar, e nós ficávamos a olhar para ele fascinados. Mais uma memória rápida, mas intensa, para quem viveu a década de 70 e 80.


Foto da colecção de Ana Trindade









segunda-feira, 8 de maio de 2017

... da música Zé Brasileiro, português de Braga

segunda-feira, maio 08, 2017 0
... da música Zé Brasileiro, português de Braga


Em semana de Eurovisão, recordar este tema do Festival da Canção. Foi mais uma daquelas músicas que, apesar de não ter vencido, tornou-se um sucesso na rádio e uma das canções mais populares da altura. Zé Brasileiro, português de Braga tem autoria de António Sala e Vasco da Lima Couto, tendo sido interpretado por Alexandra, no Festival RTP da Canção de 1979.

Zé brasileiro português de braga
Sacola no medo e o navio aos pés
Perdeste o que foste ganhas-te o que és
Por comeres mais cedo o sal das marés
Zé brasileiro português de braga
Fugindo p´ra longe das saias da mãe
Em copacabana e outras avenidas
Comias tristezas nas noites perdidas
Tinhas na algibeira as cartas de casa
Falando das vinhas e da aguardente
E no horizonte que guarda a semente
E na alma é fruto com tudo o que sente
Zé que dividiste o tempo de ser
O tempo que é mesmo coragem de ver
O céu é redondo e o mar é profundo
Zé brasileiro português de braga
Português do mundo














... dos Caramelos espanhóis

segunda-feira, maio 08, 2017 0
... dos Caramelos espanhóis

Nos anos 70 e 80, eram comuns as idas a Espanha, para adquirir produtos que não se conseguiam encontrar por cá, e um dos mais apreciados eram, sem sombra de dúvida, os caramelos. Fossem os de pinhão, rijos mas bons, os de nata ou café com leite, que se pegavam ao céu da boca, não havia petiz que não apreciasse um bom saco de caramelos. Quem mais era fã?



























quinta-feira, 4 de maio de 2017

... da Cândida Branca Flor

quinta-feira, maio 04, 2017 0
... da Cândida Branca Flor

Era um dos nomes mais conhecidos da década de 80, uma cantora que esbanjava simpatia e talento nas suas aparições e que protagonizou algumas das cantigas mais populares da história do nosso país.Cândida Branca Flor era uma presença constante na televisão, quer como cantora quer como actriz, tendo um final trágico no começo do Século XXI, com a sua morte envolta em algum mistério.

Cândida Maria Coelho Soares nasceu em Beringel, no Alentejo, a 12 de Novembro de 1949, tendo tido aulas de canto desde muito cedo,e começando no mundo da música nos anos 70, integrando a mítica Banda do Casaco. Foi do nome de uma música do grupo, Romance da Branca Flor, que Cândida foi buscar inspiração para o nome que iria adoptar na sua carreira a solo.

Antes disso, apresentou ainda o Fungagá da Bicharada, ao lado do grande Júlio Isidro, e foi com a banda sonora desse programa que se lançou sozinha numa carreira artística. Começou a aparecer em diversos programas televisivos, e a dar nas vistas com a sua simpatia, granjeando amizades com outros músicos, destacando-se a colaboração que iria ter com Carlos Paião.


Foi ele que escreveu Trocas e Baldrocas, o tema que ela levou ao Festival da Canção em 1982, e no ano seguinte fizeram um dueto nesse certame, interpretando o sucesso Vinho do Porto (Vinho de Portugal). Em 1985 lança aquele que viria a ser o seu grande sucesso, o disco Cantigas da minha Escola, e em 1987 foi a vez do Cantigas da nossa terra, ambos tiveram a colaboração de Paião e foram um sucesso de vendas.

Era uma das artistas mais acarinhadas pelo público, fazendo frequentemente espectáculos para emigrantes e uma das mais populares no Natal dos Hospitais. Aparecia regularmente na televisão, sendo conhecida a sua amizade com Herman José, e era assim uma presença regular nos diversos programas do humorista.

Nos anos 90, já não era uma presença comum, começando a cair um pouco no esquecimento e chocando tudo e todos com a notícia do seu suicídio em 2001, já que foi sempre conhecida pela sua alegria e simpatia dentro e fora do palco. O seu funeral teve honras de cobertura televisiva, e foram milhares os que a aplaudiram, entre famosos e anónimos, nesse dia tão triste para a música nacional.