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Tornou-se um clássico para se ver antes do também clássico jogo Porto-Sporting, um filme da era de ouro do cinema Português, com um António Silva em forma e a fazer-nos rir como só ele sabia.

O Leão da Estrela estreou em 1947, realizado por Arthur Duarte, tornou-se um dos clássicos Portugueses daquela fase, sendo visto e revisto vezes sem conta, e tendo direito a remake no Século XXI e tudo. O grande António Silva aparecia à frente de um elenco que contava ainda como nomes como Milu, Curado Ribeiro, Artur Agostinho e Laura Alves entre outros. O argumento baseava-se na peça com o mesmo nome, da autoria de João Bastos, Ernesto Rodrigues e Félix Bermudes, que tinha estreado em 1925 no Teatro Politeama , pela companhia Chaby Pinheiro.

A história era simples, como tantas dessa altura, Anastácio (António Silva) era um fanático Sportinguista que quis ir ver um clássico Porto-Sporting, e chegando à invicta, fica na casa dos Barata, uma família que quase nem o conhecia. Faz-se sempre passar por homem de posses, com malas que dão a entender que viaja por todo o mundo, fatos e cartolas, e com um discurso de pessoa abastada. O pior é quando essa família decide vir a Lisboa e ficar com Anastácio, já que na verdade são uma mera família de classe média.

Há pequenos pormenores deliciosos ao longo da película, o mostrar como o clássico de futebol movimentava os grupos de trabalhadores, as subtis críticas ao regime, o demonstrar de diferenças entre famílias de classe média, e aquelas com algum dinheiro, e ainda as relações entre homens e mulheres e a diferença de tratamento que existia nessa altura. Depois são os momentos inesquecíveis, como o relato imaginário de António Silva, que termina com este a dar um pontapé numa mesa, e aquele em que está a ver o jogo ao lado de alguém que estaria mais vezes com ele ao longo dos 121 minutos do filme.

Quem mais é fã?














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