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Ando a rever esta série, uma das melhores de todos os tempos, e voltei a fascinar-me pela química que o elenco tinha e a qualidade de alguns dos episódios. ER Serviço de Urgência marcou os anos 90 e começou um novo género de séries dramáticas.

ER (Serviço de Urgência em Portugal e Plantão Médico no Brasil) foi uma série televisiva criada por Michael Crichton e transmitida pela NBC entre Setembro de 1994 e Abril de 2009, num total de 15 temporadas e 331 episódios. No Brasil foi emitido pela Rede Globo e SBT, enquanto que por cá deu na RTP 2, antes de começar a dar em diversos canais de cabo, estando agora a dar na SIC Mulher.

Com Steven Spielberg e a sua produtora Amblin a apoiar o projecto, o piloto de duas horas foi muito bem recebido e rapidamente foram encomendados mais episódios. Esse apoio foi normal, já que o roteiro de ER foi originalmente escrito para ser um filme, que Spielberg abandou para filmar Jurassic Park, também uma ideia de Crichton. Como produtor na primeira temporada, foi oferecendo alguns conselhos (ele insistiu em tornar Julianna Margulies uma actriz regular, por exemplo). Foi também através da produtora de Spielberg (Amblin Entertainment) que John Wells foi contatado para ser produtor executivo do show.

Filmado num hospital abandonado, antes de ser mudado para um set feito de propósito para o programa, que ajudou a que se tornasse um dos mais caros de todos os tempos, quer pelo material quer pelos salários do elenco. Mas a qualidade do mesmo ajudou ao sucesso da série, desde o começo que ficámos vidrados no solitário Peter Benton (Eriq La Salle), o aprendiz Carter (Noah Wyle), a relação atribulada entre o pediatra Doug Ross (George Clooney) e a enfermeira Carol (Juliana Margulies), para além do competente Dr. Green (Anthony Edwards) e a Dra Susan Lewis (Sherry Stringfield).


O elenco secundário de funcionários do hospital ajudava a dar profundidade à coisa, com nomes como William H. Macy envolvidos no projecto. Os episódios mostravam diversos processos médicos, muitos deles um pouco "fortes", para além de ter doses certas de acção, romance e humor para complementar a história dramática.

Uma das principais storylines envolvia o aprendizado de Carter e a divisão que este tinha entre seguir cirurgia ou ficar como médico de Urgência, mostrando também a rebeldia de Ross e os problemas que causava na amizade que tinha com Mark Greene. Conforme ia avançando as temporadas, iam mudando as personagens, entrando algumas que iriam virar personagens fulcrais, como a Dra. Kerry Weaver (Laura Innes) que entrava em conflitos com quase todos com a sua forte personalidade.

Outras personagens que apenas apareciam esporadicamente começaram a ganhar destaque, como o irascível Dr. Romano (Paul McCrane) ou a Dra. Elizabeth Corday (Alex Kingston) que se viria a casar com Mark. Conforme alguns iam abandonando a série, outros iam sendo colocados para substituir os mesmos, com os casos de maior sucesso a acontecerem com Luka Kovac (Goran Visnjic) e Abby Lockart (Maura Tierney), que viriam inclusive a virar um triângulo amoroso com John Carter.

No final actores como John Stamos, Angela Basset ou Shane West mas o programa começava a perder algum fôlego, e longe do impacto que tinha nas audiências, mas com a última temporada voltaram muitos dos actores que marcaram a série, dando um fim digno a este drama.

Histórias controversas como a homossexualidade de Weaver ou a justiça pelas próprias mãos de Greene, são apenas alguns dos exemplos de algo que se veio a tornar uma das melhores séries dramáticas de todos os tempos, ganhando e sendo nomeado para inúmeros Emmys.










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