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Recordar hoje um clássico da literatura, um dos meus livros preferidos, Dom Quixote de La Mancha. Uma história que ainda era muito popular nos anos 80, com peças de teatro ou com marionetas a fazer as delícias da pequenada.

El ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha foi lançado em 1605, escrito por Miguel de Cervantes y Saavedra e com a primeira edição Portuguesa a ser lançada em 1794, enquanto que no Brasil saiu em 1952. São 126 capítulos divididos em duas partes, uma primeira Maneirista, e a segunda mais Barroca, notando-se isso na liberdades criativas da escrita, mais notório na primeira parte.

Cervantes soube usar a paródia para criar mais contrastes no livro, com realce para o burlesco que ajudava a atenuar a emoção da obra, usando também cenas deformadas para dar um aspecto patético ao objecto de desejo do protagonista. As diferenças entre o fidalgo cavaleiro Dom Quixote e seu ajudante Sancho Pança eram bem acentuadas, o primeiro a representar um mundo mais lírico, enquanto que o segundo mais terra a terra, representando o mundo real.

O livro parodiava os clássicos dos romances de Cavalaria, com o protagonista, já de certa idade, a perder o juízo depois de ler esses romances, acreditando neles e partindo pelo mundo, vivendo o seu próprio romance de cavalaria. Enquanto narra os feitos do Cavaleiro da Triste Figura, Cervantes satiriza os preceitos que regiam as histórias fantasiosas daqueles heróis. A história é apresentada sob a forma de novela realista.

Em 2002 é considerado o melhor livro de ficção de todos os tempos, por um painel de escritores conceituados, mostrando assim a importância desta obra, o expoente da literatura Espanhola. Eu adorava o anacronismo latente nestas páginas, como a dura realidade era sempre a má da fita, estragando todas as fantasias do fidalgo armado em cavaleiro numa altura que estes já faziam parte de um distante passado.
















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