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Encapar os livros escolares ainda é comum hoje em dia, mas está longe do aparato que envolvia nos anos 80 e 90. Já não envolve a família toda e quase sempre corre bem, longe das bolhas de ar e vincos que eram tão comuns noutros tempos.

Quando comecei a aventura do liceu, comecei também a participar da epopeia que era encapar os livros escolares. Numa altura que os livros ainda passavam de primos para primo ou amigos para amigos, devido a serem os mesmos manuais utilizados durante vários anos lectivos, era importante que estes ficassem em bom estado, e o encapar prevenia as dobras, sujidade ou escrita na capa (o que não impedia nossos desenhos e gatafunhos lá dentro). Mas nessa altura, o papel protector mais comum era um aos quadrados, que muitas vezes deixava a caça irreconhecível, fazendo com que se tivesse que comprar autocolantes onde colocar o nosso nome e o do livro.

Os cadernos não mereciam esse tratamento, eram considerados dispensáveis, e só quando apareceu o transparente e quando íamos avançando na escola (pelo 7º ano) que queríamos colocar recortes no nosso caderno ou dossier. Mas teríamos que fazer sozinhos, e lá ficávamos nós com um rolo de papel, tesoura ou x-acto, uma régua e um pequeno pano.

Espalhávamos recortes de jornais da bola, revistas de surf, da Bravo ou afins e tentávamos colocar o rolo por cima e ficar assim com essa decoração preservada. Investi muito no meu dossier do 9º ano, tanto que ainda o usava no 11º, altura que voltei aos míticos cadernos pretos, só um para as disciplinas todas.

Deixar aqui fotos deles e relembrar a tortura de evitar os vincos e as bolhas de ar.












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