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Foi um sério caso de longevidade na Televisão Portuguesa, estando quase um ano e meio no ar, com grandes momentos de audiência e ajudando uma estação que começava a liderar com o recurso à ficção Nacional. Anjo Selvagem foi uma adaptação de uma história Argentina, e ajudou a cimentar a carreira de Paula Neves.

Anjo Selvagem foi uma telenovela Portuguesa baseada na história Argentina Muñeca Brava de 1998, adaptada pela casa da criação e realizada por Luís Filipe Gouveia Teixeira De Sousa. Foi transmitida entre 3 de Setembro de 2001 a 21 de Fevereiro de 2003, no horário das 19 horas, e ajudou a TVI a cimentar o primeiro lugar nas audiências já que a trama conseguia números nunca antes vistos.

Foi no dia 14 de março de 2002 que teve o seu melhor resultado, quando alcançou os 2 milhões e 300 mil de espetcadores, ou seja, 24,4% de audiência média. Na sua estreia teve uma audiência média de 16,6% e um share de 54,7%. Por sua vez, na despedida a novela subiu até aos 18,1% de rating e 44,5% de share. Números fantásticos que ajudaram a que esta comédia romântica se tornasse um marco na nossa televisão, tendo a particularidade de ter um episódio transmitido em directo e tudo.

Como todas as coisas que ficam muito tempo no ar, passou por momentos menos bons, a trama romântica que por vezes se arrastava muito não ajudava à coisa, mas a química entre o elenco e algumas boas interpretações faziam com que ela mantivesse um público fiel.


Mariana de Jesus (Paula Neves) era uma maria-rapaz que tinha nascido e crescido num convento, mas que adorava sair pela janela a meio da noite com a sua amiga São (Teresa Tavares), companheira de quarto, para ir às discotecas da zona dançar e cantar. Numa dessas saídas, conhece Pedro Brandão Salgado (José Carlos Pereira), filho de Álvaro Salgado (Alexandre de Sousa) e Helena Brandão Salgado (Manuela Carona), donos da Quinta de Nossa Senhora do Carmo.

Quinta onde Mariana acabou por ir trabalhar, juntando-se a um núcleo divertido de onde destaco o actor Pedro Giestas, no papel de Zeca. Nomes como Canto e Castro, Cristina Cavalinhos, Carlos Areias, Sara Moniz, Maria Dulce, Manuel Cavaco, António Pedro Cedreira  e Sílvia Balancho entre outros também abrilhantavam a história que envolvia alguns dramas do passado e problemas entre empregados e patrões.

Ainda hoje muitos recordam-se desta novela com carinho e saudade, naquele que foi o papel da vida de Paula Neves. A banda sonora foi um caso de sucesso também com o cd a ficar no primeiro lugar do Top durante muito tempo. Quem mais gostava da Trinca Espinhas?















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