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Foi um dos meus jogadores preferidos do Sporting dos anos 90, isto apesar de nunca ter correspondido completamente às expectativas depositadas nele, e foi campeão Sub 20 por Portugal, fazendo parte da mítica geração de ouro. Paulo Torres, dono de um pé canhão, será então o protagonista deste post.

Paulo Manuel Banha Torres nasceu a 25 de Novembro de 1971 em Évora, dando nas vistas nas camadas jovens do SL Évora, o que chamou a atenção do Sporting que assim o foi buscar para terminar em Alvalade as etapas todas de formação futebolística. Tornou-se então um promissor lateral esquerdo, começando a ser titular na nossa selecção e uma das apostas regulares do responsável pelos mais novos, Carlos Queiroz, sendo vice campeão nos Sub-16 e Sub-18 em 1988 e 90.

Pedro Rocha foi o treinador que o lançou no Sporting, e Manuel José o que apostou nele na temporada anterior à conquista do mundial de sub 20 em Portugal, onde foi eleito o terceiro melhor jogador da competição e o melhor marcador da selecção. Apesar desse título, e da sua grande capacidade na marcação de lances de bola parada, não conseguia conquistar a titularidade nem no Sporting nem na Selecção, muitas vezes tapado pelo seu companheiro de equipe, Leal.

Era considerado o mais promissor defesa esquerdo nacional, mas fez somente dois jogos pela selecção A, isto apesar da boa temporada em 1993/94, onde marcou 5 golos na temporada que fez de Leão ao peito, numa altura em que vinha conquistando o seu lugar, convencendo primeiro Bobby Robson e depois Carlos Queiroz, que apesar disso cometeu o erro fatal de substituir ele no derby com o Benfica, que terminou em 3-6 depois desse erro clamoroso e afastou a equipa leonina da luta pelo título.

O seu pé canhão era temido por muitos, mas começou a entrar numa espiral decrescente, sendo cedido ao Campomaiorense em 1995/96 e indo depois para Espanha onde esteve no Salamanca e no Rayo Vallecano antes de voltar a Portugal em 98/99 para representar o Chaves. No começo de Século XXI, passou ainda pelo Leganés, Penafiel, Torreense e Imortal, onde terminou a carreira aos 31 anos de idade.

Encetou numa carreira de treinador, passando por diversos clubes das nossas divisões inferiores antes de dar o salto para o estrangeiro, onde neste momento actua como Seleccionador da Guiné Bissau.













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