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Um dos maiores cantores românticos do nosso país. Tony de Matos marcou época com a sua presença em palco e sua voz maviosa, um verdadeiro crooner e um fadista de eleição.

Tony de Matos nasceu no Porto a 28 de Setembro de 1924, e aos cinco anos foi com a sua mãe para uma companhia de teatro, andando de cidade em cidade e pisando os palcos desde muito cedo. Mas os seus pais não queriam essa vida artística para ele, fazendo com que tirasse o curso de barbeiro para poder seguir outra profissão. Decide então viajar para Lisboa e tentar entrar na Emissora Nacional, falhando por duas vezes antes de conseguir a desejada admissão em 1945.

Aos 23 anos já era profissional, surpreendendo todos com a sua voz e arranjando contratos com facilidade. Encantava com o fado que cantava, também enveredando para canções românticas que o ajudavam a ficar muito popular, isso aliado à boa figura que apresentava.

Em 1950 grava o cd Cartas de Amor em Espanha, que se torna um grande sucesso, começando então a entrar em algumas revistas, fazendo duetos com grandes vedetas da altura. É convencido então pelo empresário Manigoni a fazer uma temporada no Brasil, desafio que aceita e que corre bastante bem, sendo muito acarinhado pelo público e tendo um grande êxito com Rosinha dos Limões.

Tony de Matos começa a viajar por todo o mundo para espectáculos e digressões, que passam pelas ilhas dos Açores e Madeira, e por países como Espanha, Itália, São Tomé, Angola, Moçambique, África do Sul, Congo, Rodésia, Goa, Líbano, Iraque, Egipto, Turquia, entre outros.


Em 1957, nova viagem de regresso ao Brasil, onde ficará por seis anos, abrindo com a sua mulher de então em Copacabana, o restaurante "O Fado", em 1959. O artista é presença regular nas estações Brasileiras, como TV Rio, TV Tupi, Rádio Nacional e Clube 36. Joaquim Pimental e António Rodrigues, escrevem, entre outros, o tema "Vendaval", um dos seus maiores sucessos, rapidamente difundido pela rádio e televisão. Era um dos artistas mais queridos no país irmão, voltando a Portugal a meados da década de 60, começando a aparecer com alguma regularidade em 1964.

Apesar de ser imensamente popular e ser vedeta de filmes, tv e rádio, nota um decréscimo na procura dos seus espectáculos depois do 25 de Abril, decidindo então emigrar para os EUA, onde estabelece residência e fica lá durante oito anos. Volta a Portugal na década de 80 e começa a aparecer em espectáculos de revista e programas de televisão, tendo enorme sucesso num concerto que deu no Coliseu, com o público Português a voltar a render-se ao seu talento e a crescer na popularidade.

A música Romântico foi o seu último grande êxito, antes da sua morte a 8 de Junho de 1989 vítima de cancro, deixando saudades devido ao seu timbre de voz muito próprio e a sua presença em palco. A sua voz, alternada por vezes com uma respiração mais ofegante, não o impediu de gravar mais de 70 álbuns e ter mais de 100 singles, um número impressionante para a altura.









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