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A música de Jean Michel Jarre tornou-se bem conhecida nos anos 70 e 80, basicamente porque era a companhia ideal para programas que transmitissem algo relacionado com o Espaço. O aspecto visual dos seus espectáculos assentava como uma luva naquela década, e o compositor conheceu alguns dos melhores momentos da sua carreira nesses dias.

Jean-Michel André Jarre nasceu a 24 de Agosto de 1948 em Lyon, na França, filho do consagrado compositor Maurice Jarre. Esteve desde cedo rodeado de um ambiente muito musical, com artistas de rua e músicos de Jazz a fazerem parte das suas influências. Penou nas aulas de piano clássico, mas com a ajuda da mãe foi aprendendo tudo sobre vários instrumentos, mas o melhor para Jarre vinha daquilo que ele aprendia na rua, ou então com os músicos de jazz, que lhe ensinaram que a música pode ser bem descritiva mesmo sem ter letras.

Lança um disco no começo dos anos 70, mas foi a meio daquela década que Jarre quis lançar o álbum que tinha produzido no seu estúdio caseiro, um disco que tentou vender a várias editoras mas que todas teimavam em recusar.Uma pequena editora decidiu apostar nele, e as primeiras 50 Mil cópias foram vendidas a bom ritmo e em 1977 (passado um ano do lançamento), já tinham sido vendidas mais de 70 mil cópias.

Oxygéne tornou-se o disco Francês mais bem sucedido de todos os tempos, com mais de 12 Milhões de cópias vendidas em todo o mundo, tornando-se o seu álbum mais conhecido e do qual saiu o single que teve melhor performance nos tops de todo o mundo.

Oxygéne IV tornou-se a música mais conhecida de Jarre, tocada em vários locais com especial incidência para tudo o que estivesse relacionado com o espaço, algo que começava a virar febre nos anos 80.


Nos anos 80 começou também a ficar conhecido pelos seus espectáculos ao ar livre, por saber combinar a música com luzes, raios laser, fogos de artifício e tudo o mais que fizesse com que o público saísse de lá completamente saciado em todos os seus sentidos.

Já bateu recordes tocando em locais para mais de um Milhão de pessoas, recordes esses que foi sempre batendo especialmente quando começou a ser convidado para tocar em locais e ocasiões especiais, como quando foi convidado para tocar em Houston no Texas, para comemorar os 150 anos do estado Norte Americano.

A NASA aproveitou e pediu para introduzir no espectáculo algo relacionado com o aniversário de um dos seus campos mais importantes, e o que aconteceu foi algo de grandioso. Os arranha céus faziam parte integrante do espectáculo que combinou a música e o aspecto visual de forma fantástica.

Nos anos 90 edita um álbum inspirado em Jacques Costeau, e volta a dar um grandioso espectáculo ao vivo que atrai mais de dois milhões de pessoas. Jarre era já um artista das massas, seus discos vendiam sempre bem (já vendeu mais de 90 milhões de discos) e ele começou a quebrar barreiras, não se limitando a espectáculos na sua terra natal.

Foi o primeiro artista ocidental a actuar na República Popular da China, e em 1997 actua em Moscovo para comemorar o 870º aniversário da cidade, conseguindo atrair quase 4 Milhões de pessoas, entrando mais uma vez para o livro do Guiness. Continua a fazer shows por várias salas da Europa, tendo uma carreira digna e apesar de longe dos números de outrora continua a ser um músico bastante respeitado.

Aprendi a tocar Oxygéne IV no meu orgão Casio nos anos 80, e sempre foi uma das minhas músicas preferidas. Quem mais gosta de ver os seus espectáculos?


Lista dos seus discos:

Deserted Palace (1972)
Oxygène (1976)
Équinoxe (1978)
Magnetic Fields (1981)
Music for Supermarkets (1983)
Zoolook (1984)
Rendez-Vous (1986)
Revolutions (1988)
Waiting for Cousteau (1990)
Chronologie (1993)
Oxygène 7–13 (1997)
Métamorphoses (2000)
Interior Music (2001)
Sessions 2000 (2002)
Geometry of Love (2003)
Téo & Téa (2007)
Oxygène: New Master Recording (2007)













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