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Paulinho Cascavel foi um dos avançados que aterrorizou as balizas de muitos clubes nacionais na década de 80, Um dos jogadores que deixou o seu nome na história do Sporting Clube de Portugal.

Paulo Roberto Bacinello nasceu em 1959, em Cascavel no Brasil, adoptando o nome da sua terra natal quando começou a jogar futebol profissionalmente, ficando então conhecido como Paulinho Cascavel. Foi campeão Estadual no clube da sua terra em 1980, logo na época de estreia, continuou por outros clubes do estado de Santa Catarina, onde foi de novo campeão e por duas vezes foi o melhor marcador, até chegar a um clube de renome, o Fluminense, onde se estreou em 1984,

Por cá já vários clubes seguiam com atenção a sua carreira, a regularidade com que jogava e marcava golos não passava despercebido e por isso foi natural que viesse para cá em 1985, ingressando no FC Porto. Tapado pelo bi-bota de ouro Fernando Gomes, ele nunca teve grande oportunidade de brilhar, mas mais pessoas sabiam da sua qualidade atacante e Pimenta Machado era um desses apreciadores do atleta.

Chegou ao Vitória de Guimarães em 1985/86, marcando 25 golos na sua época de estreia e torna-se um dos mais importantes da equipa treinada por António Morais. Ficou atrás de Manuel Fernandes na luta por melhor marcador do nosso campeonato (mas ganhou o prémio Adidas de ter sido mais vezes o melhor em campo), feito que atingiu no ano seguinte conquistando assim a bola de Prata do jornal a Bola, isto apesar de ter marcado menos 3 golos que na temporada transacta.


O seu bigode e farto "mullet" chamavam a atenção, mas mais do que isso era a sua qualidade técnica de jogador completo que fazia com que todos ficassem fãs dele. Ele tanto marcava golos de fora da grande área em remates de forte potência, como finalizava com remates dentro da pequena área cheios de precisão.

E para além desses remates, também era um exímio cabeceador, e marcava livres directos e penaltys como poucos,  tendo uma taxa de concretização bem elevada. Marinho Peres soube tirar todo o potencial dele enquanto treinador do clube da cidade berço, tendo uma boa campanha a nível nacional e na Europa também onde se tornou o melhor marcador de sempre do clube Vimaranense nas competições europeias.

No ano seguinte volta a um grande clube do nosso país, indo substituir o mítico Manuel Fernandes no Sporting Clube de Portugal. O que parecia ser uma tarefa inglória, revelou-se o contrário, já que revalidou o título de melhor marcador com 24 golos, e era uma peça fundamental no onze leonino. Jogando com nomes como Douglas ou Carlos Manuel, continuou um avançado temível e um dos favoritos dos adeptos do Sporting.

A sua qualidade técnica não esmorecia com a idade, em três épocas de leão ao peito, foi quase sempre titular, marcava muitos golos e conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira, mas conflitos com o presidente Sousa Cintra fizeram com que tivesse que deixar o clube e terminasse a sua carreira no nosso país no Gil Vicente em 1990/91. Fustigado por lesões nunca conseguiu nada por aí além no clube de Barcelos, terminando a sua carreira e voltando ao seu país onde ainda brilhou num campeonato de veteranos.

Hoje é um empresário de sucesso, mas continua ligado ao futebol com uma escola onde forma jovens talentos e inspira novos goleadores. O seu clube de coração será sempre o Vitória de Guimarães, onde por vezes aparece para assistir a algum jogo e sendo sempre bem recebido pelos adeptos e gentes vimaranenses. O nome da sua filha, Vitória, é também prova desse amor. Quem gostava de ver jogar este avançado?



















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