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Volto a um dos nossos jogos tradicionais, que nos anos 80 ainda fazia parte das brincadeiras de recreio na primária, o Lá Vai Alho. É mais um daqueles que pode ser conhecido por outro nome, dependendo das localidades do país, mas o nome mais comum é mesmo o do Lá vai alho.

Para se brincar ao Lá vai Alho, eram precisas umas quantas crianças, já que pedia pelo menos uma meia dúzia de meninos e meninas para isto poder avançar. Apesar de ser um jogo com alguma intensidade, e com isso pensar-se ser só para rapazes, o facto é que nada impedia uma rapariga de se divertir com uma daquelas brincadeiras que hoje em dia faria muito pai ficar preocupado com o que ali se fazia.

Uma das crianças encostava-se à parede, e virada para a frente, tentava segurar um dos seus colegas, que juntamente com outros dois, adoptavam a posição curvada e faziam uma espécie de ponte (chamada de burro) que ficasse assim de forma sólida e aguentasse o que aí vinha. A outra equipa, constituída por norma por cinco jogadores (podiam ser menos), eram os alhos e iam saltar um a um para cima dos burros (que na verdade era como se fossem só um) gritando a frase "lá vai alho".

O primeiro a saltar, ia-se aproximando da cabeça do burro, sem cair, para assim dar espaço aos outros para saltarem para cima. Quando estavam todos lá em cima, o que está encostado à parede começa a contar até 10, para os burros começarem a tremer e abanar tentando atirar para o chão os alhos, enquanto estes tentam destruir o burro.

Ganha a equipa que chegar primeiro aos seus intentos. Quem aqui se divertia com isto?













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