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Isaías foi um dos futebolistas que marcou o campeonato Português nos anos 90, amado por uns, odiado por outros, o jogador Brasileiro fez parte de uns quantos plantéis do Benfica que deixaram o seu nome na história do clube.

Sempre tivemos a nossa quota de jogadores vindos do Brasil, e alguns deles conquistaram o público Português com a sua simpatia e talento futebolístico. Isaías Marques Soares nasceu a 17 de Novembro de 1963, entrando no nosso campeonato em 1987 quando foi contratado pelo Rio Ave, clube onde permaneceu apenas uma época e foi logo chamado por um clube com outras ambições, o Boavista.

Logo na sua primeira época alcançou o 3º lugar na competição maior do futebol Português, e junto com outros nomes como o guarda redes Alfredo ou o médio Casaca, assinou uma temporada brilhante sob o comando do Brasileiro Pepe. O médio ofensivo dava nas vistas com os golos que marcava e a sua entrega em campo, e depois de mais uma temporada no Bessa (que não correu tão bem), foi altura de ingressar num grande do nosso futebol, o SL Benfica.


Ele tinha chamado a atenção do treinador dos encarnados, o Sueco Sven Goran Eriksson, que avisou os responsáveis benfiquistas para a contratação deste portentoso médio ofensivo. Jogou por 24 vezes de águia ao peito, marcando 5 golos na sua época de estreia e sagrando-se campeão nacional logo na sua primeira vez ao serviço do Benfica.

O plantel das águias tinha uma qualidade acima da média, jogando um futebol atractivo e de ataque, a forma de jogar de Isaías caía que nem uma luva nesta forma de actuar em campo e na sua segunda temporada ajudou a equipa a chegar ao 2º lugar, marcando 12 golos no campeonato.

Ganhou o carinho dos adeptos de uma forma quase instantânea, recebendo alcunhas como o Profeta Selvagem ou o Homem Bala, isto por causa da força dos seus remates. Para além da garra e força com que se apresentava em campo, a sua imagem de marca eram os remates portentosos, muitos de fora da grande área, que ou levavam selo de golo ou iam direitos ao 3º anel, mas todos eles alvo de aplausos pela entrega do futebolista e vontade de vencer,


Foi uma peça fundamental nas campanhas dos encarnados, quer cá dentro quer lá fora, onde chegou a fazer jogaços em Inglaterra, país onde deixou boa impressão e para onde chegou a ir jogar. Era quase um tractor, aliás ele podia jogar mais atrás no terreno pela sua forma de jogar de forma agressiva e potente, mas era na frente do ataque que ele demonstrava todo o seu talento.

Apesar disso havia quem não fosse fã dele, quer pelos constantes remates para o 3º anel, como por alguns jogos onde parecia se arrastar dentro do campo. Mas no geral era um excelente profissional, deixando boa maioria dos adeptos contente com o seu desempenho.

Com Tomislav Ivic não foi sempre titular, mas quando entrava cumpria a sua função, e quando Toni rendeu Ivic começou a aparecer mais na equipa encarnada e na época de 93/94 foi, juntamente com João Vieira Pinto, um dos maiores responsáveis pela nova conquista de campeonato por parte do Benfica.

Os dois jogadores ocuparam as duas primeiras posições de melhor marcador, o brasileiro com 13 golos e o português com 14. provando a importância que tiveram na conquista desse título e na qualidade da campanha dos encarnados.

Sofreu com a entrada de Artur Jorge, e foi forçado a sair do plantel, indo então para Inglaterra, onde ainda se lembravam dos golos que marcou ao Arsenal e assinou então pelo Coventry. Por lá ficou duas temporadas, e apesar da sua idade (já com 34 anos), ainda assinava exibições de qualidade, voltando a Portugal para jogar pelo Campomaiorense de Bernardino Pedroto. Ajudou a equipa a chegar ao 11º lugar, marcando 14 golos e provando que ainda estava ali para as curvas. Um jogador que deixou saudades em todos os clubes por onde passou, e fará sempre parte da história de um dos melhores períodos do Benfica.












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