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Foi uma das minhas séries preferidas, Missão Impossível prendia-nos desde o genérico, com uma música fantástica, até aos bons momentos durante os episódios, que misturavam espionagem e acção nas medidas certas.

Mission: Impossible foi criada por Bruce Geller para a CBS, sendo transmitida entre 1966 e 1973 num total de sete temporadas, e com 171 episódios tornou-se uma das séries de espionagem mais bem sucedida de todos os tempos. Originou ainda uma nova série nos anos 80, pela ABC mantendo apenas Peter Graves no elenco, e ainda um filme de sucesso no final dos anos 90, com a super estrela Tom Cruise no papel principal.

Foi mais uma daquelas séries dos anos 60 que soube capitalizar o gosto pela espionagem que grassava nos Estados Unidos, e não só, e que graças a um bom elenco e boas histórias, foi dos mais bem sucedidos. O conceito era simples, existia uma equipa especial que era escolhida para aquelas missões consideradas quase impossíveis, existia um chefe de missão que recebia a missão e, caso decidisse a aceitar, escolhia então o grupo de agentes que o iria acompanhar a levarem a coisa a bom porto.

O primeiro líder da equipa, Dan Briggs, foi interpretado por Steven Hill, que devido a ser um Judeu Ortodoxo, tinha alguns problemas em cumprir o plano de gravações (devido a calhar em dias que, segundo a religião, são de descanso), e também nalgumas exigências físicas que implicavam as gravações da série. Foi então substituído a partir da segunda temporada por Peter Graves, que viria a assumir o papel de Jim Phelps, apesar de isso nunca ter sido explicado no programa. Aliás para muitos Phelps foi o único chefe da IMF que conheceram, ou o primeiro, já que a primeira temporada teve poucas reposições.


Cada episódio começava com o líder a ouvir a missão que tinha pela frente, que se iria depois auto destruir em pouco tempo, e depois a escolher no meio de dossiers e fotos a equipa de agentes que o iriam acompanhar, isto apesar de serem quase sempre os mesmos, que eram os seguintes:

Cinnamon Carter (Barbara Bain), uma actriz e modelo belíssima, Rollin Hand (Martin Landau) o homem das mil caras, que era também mágico, actor e um especialista em fugas, e ainda Barney Collier (Greg Morris) um génio da electrónica e Willy Armitrage (Peter Lupus), o homem forte do grupo. Estes dois últimos foram os únicos a fazer parte da equipa desde o começo até ao fim, já que na quarta temporada entra Leonard Nimoy como The Great Paris, para o lugar de Landau,, e exactamente com as mesmas características.

Landau e a sua mulher Bain saíram por disputas salariais, no caso de Landau foi encontrado um substituto fixo, mas no caso de Bain foram várias mulheres a ocuparem esse cargo na equipa. A dada altura quiseram também substituir Lupus e colocando o actor Sam Elliot no seu lugar em alguns episódios, mas o carinho do público por ele era muito e voltaram atrás.

Os inimigos eram quase sempre ditadores de terras distantes, muitas vezes comunistas, e ou tinham que salvar alguém que tinha sido feito prisioneiro ou então um grupo de habitantes em apuros. Ou muito simplesmente impedir um começo de uma guerra, ou de algum ataque iminente.



Os episódios seguiam quase todos uma lógica, a sequência pré genérico, a parte de ouvir a k7, a cena do dossier e fotos e a cena do apartamento, onde todos se reuniam para planear a missão. Eu adorava os conceitos de algumas das missões, cheias de reviravoltas e de enganos, que muitas vezes levavam a ter que substituir alguém por outra pessoa.

Eram quase sempre muito elaborados, por vezes quase ridículos, mas que sabiam prender do começo ao fim. Lembro-me de ver isto várias vezes na RTP, primeiro na década de 80 e depois já no Século XXI, e sempre fiquei a ver tudo com algum interesse.

Lembro-me que fizeram grande alarido quando transmitiram a série que foi produzida nos anos 80, mas essa não me prendeu tanto, o elenco não tinha o mesmo carisma e muitos dos episódios tinham argumentos reutilizados da série original.

Na série original adorava o retirar da máscara dos homens das mil faces, quase sempre num desfecho dramático das coisas. Continua até hoje a ser parodiado em diversos filmes e séries, tal a marca que deixou na televisão. No cinema os filmes foram bem sucedidos, mas só consegui gostar um pouco do primeiro.











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