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Os Smashing Pumpkins marcaram a década de 90, lançaram álbuns que galgaram as tabelas dos tops e criaram uma tendência de rock do qual foram a imagem de marca. Liderados pelo carismático Billy Corgan, tiveram o seu apogeu na segunda metade dos anos 90, acabando no começo do século XXI mas voltando ao activo em 2006, embora longe do fulgor que já mostraram ter.

Billy Corgan (Voz, Guitarra), James Lha (Guitarra), D'arcy Wrtezky (Baixo) e Jimmy Chamberlin (Bateria) foram os membros originais dos Smashing Pumpkins, mas o grupo sofreu algumas alterações ao longo do tempo, sendo que neste momento a banda só tem Corgan dos membros originais. Começaram a actuar em 1988, e abriram os concertos para alguns grupos de sucesso, com alguns dos seus temas a ganharem conhecimento e a fazer com que fossem considerados os novos Jane's Addiction.

Corgan começou a ficar aborrecido com isso, já que com o sucesso do Grunge, o tipo de rock alternativo dos Smashing começou a ganhar adeptos mas as comparações continuavam, chamando eles dos próximos Nirvana ou Pearl Jam. Em 1993 o álbum Siamese Dream tornou-se um êxito, vendendo mais de seis Milhões de unidades em todo o mundo, sendo que só nos Estados Unidos foram mais de  quatro Milhões. É considerado um dos melhores discos de todos os tempos, mas foi também um momento muito complicado para a banda, já que a depressão de Corgan e a sua procura excessiva pelo melhor som levou a rupturas entre os seus companheiros, e a sua exigência esbarrava na preguiça de uns e no consumo de drogas que levava outros a ter uma atitude mais desleixada.

Today foi um dos singles que saiu deste disco, mas Cherub Rock e Disarm também tiveram o seu sucesso e deram um boost à popularidade deles, apesar dos seus companheiros do circuito independente criticarem esta toada da banda o que levou a alguma desilusão por parte de Billy. Mas decidiu entregar-se ao trabalho e escreveu mais de cinquenta canções, para aquele que (segundo ele) seria o The Wall da Geração X, e o álbum duplo com mais de duas horas saiu em Outubro de 1995.


Mellon Collie and the Infinite Sadness tinha 28 músicas, com singles como Zero, 1979 e Tonight, Tonight a conseguirem feitos para o grupo tocando em rádios onde eles nunca tinham sido tocados e chegando a um público que ainda não os conhecia bem. Um enorme sucesso de vendas, um ponto de viragem tanto na banda como no vocalista, que apareceu com um visual arrojado de cabeça rapada, visual esse que mantém até aos dias de hoje.

Uma camisa de manga comprida preta com a palavra Zero escrita e umas calças prateadas, esse tornou-se a imagem de marca do vocalista que ficou cada vez mais sozinho com a droga a acabar com todos os elementos dos Smashing Pumpkins e fazendo com ele fosse buscar substituto atrás de substituto. Para além da qualidade nas letras, os vdeoclips eram qualquer coisa de fantástico, verdadeiras obras de arte que funcionavam quase como mini filmes.

O seu som melancólico era misturado com outros elementos fazendo com que nos seus concertos houvesse alguma mistura no público, público esse que tomava algumas atitudes que desagradavam Corgan, com o constante moshing que fez até com que um fã morresse num dos concertos da banda.

Depois dos grammys e das vendas de Mellon Collie, em 1998 saiu o disco Adore, numa toada mais gótica e rompendo com o som da banda. Era o prenúncio do fim, depois de já pouco restar do grupo original, Billy decidiu ir por outro rumo em 2000 e apesar de em 2006 ter regressado com outros elementos, tinha chegado ali ao fim um grupo que apostou num som melancólico, num rock alternativo um pouco ou nada pesado que ajudou a conquistar uma geração que ainda estava presa ao grunge.















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