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Um dos maiores clássicos de acção dos anos 80 e que virou também uma tradição de Natal, altura que costuma ser transmitido por algum dos nossos canais Nacionais. O Assalto ao Arranha Céus fugiu ao género que estávamos habituados dos filmes de acção, com a dose certa de tiradas humorísticas e de um herói que estava no lugar errado na hora errada.

Die Hard (Assalto ao Arranha Céus em Portugal e Duro de Matar no Brasil) saiu em Julho de 1988, realizado por John McTiernan e com Bruce Willis e Alan Rickman nos principais papéis. A história é baseada no livro de Roderick Thorp, num argumento de Steven E, Souza e Jeb Stuart, que nos mostra um detective que decide ir passar a consoada com a sua esposa e vê-se a braços com uns terroristas que tornam reféns todos os no arranha céus onde ela trabalha.

Bruce Willis não foi a primeira escolha do estúdio, uma série de vedetas de filmes de acção foram alvos de convites mas todos optaram por dizer não, fazendo com que a Fox oferecesse a Willis, que na altura era conhecido pelos seus papéis de comédia na Televisão. Mas foi o actor que ajudou ao sucesso do filme, com o seu à vontade, o seu timing cómico e a quantidade de falas que improvisava e ajudavam a que ficássemos fãs deste herói não muito vulgar.

Não era alto nem musculado, vestia apenas uma camisa de alças e fumava e praguejava muito, algo que não era muito comum nos heróis daquela década mas que caiu que nem uma luva no espírito do filme e fizesse com que atraísse outro público que não aquele que via apenas filmes de acção.


John McClane (Willis) vai visitar a sua mulher Holly (Bonnie Bedelia) ao Arranha Céus onde esta trabalha, tentando fazer as pazes com ela. Depois enquanto espera no seu escritório, percebe que o edifício é invadido por terroristas liderados pelo carismático Hans Gruber (Rickman) e decide que é o único que pode fazer alguma coisa, apesar de estar descalço e apenas com umas calças e uma camisa de alças.

Só isso já nos fazia ficar fã dele, mas tudo o que vem a seguir com ele a rastejar pelos tubos de ventilação, poços de elevador, a matar terroristas apesar de estar em inferioridade numérica e a tentar avisar as autoridades (sem sucesso) é filmado a um bom ritmo e sem momentos mortos. A cena em que ele rasteja descalço sobre um chão cheio de vidro partido é mítica, assim como os seus one liners e o yippee ki yay que se tornou a imagem de marca do filme.

As personagens que vão aparecendo aos poucos cumprem o seu papel, desde o reles colega de Holly que snifa cocaína e tenta safar-se por meios ilícitos até que é morto ao parceiro cómico em forma de sargento da polícia, que vai falando com McClane via walkie talkie e só se vêm no final de tudo, passando pelo repórter irritante interpretado por William Atherton.

Tudo faz o seu papel de forma competente, deixando Willis e Rickman brilharem com a interpretação que fazem dos dois pontos fulcrais da história. Hans Gruber é um daqueles vilões que todos acabam por ficar fãs, é cruel e inteligente de uma forma que nem sempre se via, uma mistura entre vilão de 007 e de outro filme de acção violenta e cruel.

O final em que ele cai do Arranha Céus é fantástico, especialmente se aceitarmos que a sua cara é devido a ele ter sido largado antes do tempo do que tinha sido combinado previamente em ensaio. O nome Assalto ao Arranha Céus cai bem se pensarmos em tudo o que o filme mostra, mas acaba por sair mal devido a este ter originado mais de 3 sequelas em que nem tudo era "assalto a.." algo. Os Brasileiros nisso safaram-se bem, com um nome que dava mais liberdade para depois dar nome às sequelas.

O filme fez mais de 140 Milhões, sendo um êxito de bilheteira e tornando Willis uma super estrela de cinema fazendo com que este deixasse pouco tempo depois a Televisão. Quem mais é fã deste filme de "Natal"? Se pensarmos bem até faz todo o sentido, afinal a acção passa-se na véspera de Natal, tocam várias músicas natalícias e por isso é normal que ele passe nos nossos canais quase todos os anos.










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