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Numa altura que ainda não existia muito entretenimento portátil, tudo o que aparecia virava moda e o Brick Game foi uma das mais intensas dos anos 90. Uma pequena máquina de jogos a preto e branco, principalmente o Tetris, que agradava a miúdos e graúdos.

Nos anos 80 começaram a aparecer em Portugal umas pequenas consolas portáteis, traziam só um jogo e tão depressa iam de um guarda-redes a defender remates vindos do nada, a um tanque a disparar sobre naves (como foi o primeiro que tive). Eram portanto aparelhos que interessavam mais às crianças ou pré adolescentes, sendo fáceis de encontrar nas praças e em algumas lojas que vendiam de tudo um pouco.

Pelos Estados Unidos, uma empresa começou a produzir um aparelho que agradasse a todos os públicos, saindo no final dos anos 80 o primeiro modelo chamado de Apollo e que vinha somente com o Tetris. Rapidamente evoluiu para o Brick Game, nome pelo qual ficou conhecido e foi comercializado no Brasil e em Portugal, sendo um dos produtos mais procurados e comprados no começo da década de 90.

Maior parte vinha com a designação de ter mais que um jogo, podia ser só 2 em 1 ou 1800 em 1, mas a verdade, é que eram muitas vezes apenas níveis diferentes do Tetris, com mais dificuldades ou peças diferentes, mas seguindo o mesmo conceito. Na verdade existiam versões que traziam alguns jogos populares como Arkanoid, jogo da Cobra (sim esse mesmo), Space Invaders e outros do género. Mas sem sombra de dúvidas que tudo ficava satisfeito somente com o Tetris, era comum ver pessoas mais velhas a jogar isto em locais públicos, como autocarros ou serviços públicos. Era algo ideal para uma viagem longa e nos distrair um pouco. Existiam várias cores, mas o cinzento e o preto eram as que mais se viam nas mãos das pessoas.

Quem teve um?








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