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Um dos melhores filmes para adolescentes na década de 80, definiu novas regras para esse género de filmes e ficou na memória de todos que assistiram, tornando-se mais tarde um clássico das sessões da tarde. O Rei dos Gazeteiros, ou Curtindo a vida adoidado, deve ser visto por todos que viveram aqueles loucos anos, ou todos os que gostam de um bom filme de adolescentes.


Ferris Bueller's Day Off (Rei dos Gazeteiros em Portugal e Curtindo a Vida adoidado no Brasil) estreou em 1986 e foi mais um daqueles filmes de John Hughes que abordava na perfeição as mudanças pelas quais um adolescente pode passar. Matthew Broderick deu show como protagonista, bem secundado por um elenco curto mas memorável com todas as personagens a terem o seu espaço para brilhar. Nele era abordado a forma como um adolescente era visto pelos adultos, e como no fundo apesar de toda a vontade de brincar e fazer porcaria, muitos têm também um lado responsável e estão ali presos naquela vida onde já não podem ser crianças, mas também não os deixam ser adultos.

Ferries Bueller (Broderick) decide faltar um dia à escola, e vai desafiar o seu amigo (sempre deprimido) Cameron (Alan Ruck) para o acompanhar. Mal começou, a película mostrava-nos algo novo e inovador, o actor principal estava sempre a falar connosco, directamente para nós e durante a história não eram poucas as vezes que parava a acção para se dirigir a nós, dando à coisa toda um ar rebelde mas que nos podíamos identificar.


Depois de ter conseguido enganar com sucesso os seus pais, a notícia da sua falsa doença comove todos na escola, menos a sua irmã Jeanie (Jennifer Grey) e o director da escola Rooney (Jeffrey Jones) que sempre sofreu com as tropelias de Bueller e nunca gostou da sua forma de estar. Ferris consegue ainda enganar a escola e conseguir que a sua namorada Sloane Peterson (Mia Sara) para se juntar a eles e curtirem o dia no Ferrari descapotável de Cameron.

Eles vão a restaurantes, museus, eventos desportivos e até aparecem na parada da cidade onde interpretam o Twist and Shout contagiando outros a fazerem isso também. As personalidades de Bueller e Cameron eram bastante diferentes, mas a amizade estava lá e quando as coisas correm mal tanto um como outro erguem-se e estão à altura da ocasião.

Cameron tem seu momento quando para além da depressão, entra em choque com o que acontece ao carro dos seus pais, Jeanie brilha quando pensa que Rooney é um intruso e este tem os seus momentos ao tentar invadir a casa de Bueller para provar que este estava a mentir.

Temos ainda o actor Ben Stein como um professor com voz monocórdica, que cai na perfeição no espírito do filme ao dar uma palestra secante na sua aula de economia. Temos ainda um jovem Charlie Sheen num curto papel mas que tem o seu momento de glória.

Uma história animada, divertida e com bons momentos com a vertente original do actor estar sempre em contacto com o público. Broderick faz isso sempre de forma brilhante e deixa-nos acreditar na sua personagem rebelde mas ao mesmo tempo de coração puro. Lembro-me de ficar contente quando saiu a capa para a k7 VHS na Tvguia, para assim colocar o filme em destaque na prateleira depois de o gravar quando este passou na tv.

Um dos melhores trabalhos de John Hughes e sem sombra de dúvida um daqueles filmes que todos devem ver. Durante a década de 80 e 90 foi um clássico das sessões da tarde quer em Portugal, quer no Brasil, chegando assim a uma nova geração que ficou na mesma vidrada nas aventuras deste grande gazeteiro.















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