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É considerada por muitos a melhor tenista de sempre, pulverizou recordes e foi uma presença dominante nos courts durante a década de 80. Martina Navratilova colocou as mulheres do ténis nos olhos dos media e ajudou a que essa parte do desporto não passasse despercebida ao grande público.

Martina Navratilova nasceu a 18 de Outubro de 1956 na antiga Checoslováquia, e aos 15 anos venceu o campeonato Nacional de Ténis começando uma carreira profissional três anos depois, em 1975. Curiosamente começou a dar nas vistas nos torneios de terra batida, chegando à final de Roland Garros por 6 vezes, e também portou-se bem no Open de Austrália, outro torneio do Grande Slam.

Em 1981 tornou-se cidadã dos Estados Unidos, fugindo do regime comunista da Checoslováquia e integrando-se por completo no país que a tinha acolhido e onde começava a brilhar no desporto que tanto amava. Em 1978 venceu o primeiro torneio do grand slam, o de Wimbledon, aquele que se viria a tornar o seu de eleição e a sua imagem de marca, vencendo o mesmo por 9 vezes sendo que 6 delas foram consecutivas (de 82 a 87).

Chris Evert foi a maior rival de Navratilova durante este período, mas quando esta adoptou um plano de treino intensivo e umas raquetes produzidas segundo as suas especificações, o domínio dentro do court começou a ser uma constante. Foi número 1 nos Singles durante 332 semanas e número 1 nos Pares durante 237 semanas, sendo o único desportista no ténis a conseguir ser número um das duas variantes por mais de 200 semanas. Foi durante cinco anos consecutivos a líder da tabela de tenistas, tendo conseguido esse feito por mais dois anos, num total de 7 vezes que conseguiu terminar no topo da tabela.

O seu estilo de jogo agressivo e o seu modo de ser directo e sem papas na língua fazia ela um alvo apetecível para os media, mas o seu talento vinha acima e encobria tudo o resto.

Faz parte de uma elite de 3 desportistas a conseguir títulos de grande slam na vertente Single, Pares e Pares mistos e um dos maiores nomes na história de Wimbledon com mais de 30 vitórias envolvendo todas estas variantes.

Venceu 428 dos 442 encontros de singles durante cinco temporadas, e ao todo na sua carreira conseguiu mais de 167 títulos individualmente e 177 nos torneios de pares.

Tem a maior série de vitórias seguidas da história do ténis (74 vitórias), e o único desportista a conseguir vencer 6 grandes torneios sem perder um único set. Conseguiu 19 meias finais em torneios de grand slam (recorde) e é a segunda a ter mais finais destes torneios (11 perdendo apenas para Graff que tem 13).

Os anos 80 foram os melhores da tenista, foi nessa altura que venceu os grandes torneios (apesar de não conseguir os 4 numa mesma temporada) e que dominou os courts, e em 1985 participou naquele que foi considerado o melhor jogo de ténis feminino com a sua rival de sempre Chris Evert, na final de Roland Garros. A partir daí todos diziam que mais valia existir um campeonato próprio só para a tenista checa já que o seu talento estava a anos luz das suas adversárias. Isso só mudou em 1987, quando uma jovem tenista de seu nome Stefi Graff começou a dar luta à veterana e apesar de ter perdido todos os encontros contra ela (nos grandes torneios) acabou o ano na 1ª posição, mostrando que a mudança estava a chegar.

Em 1988 a novata mostrou isso, vencendo Navratilova em Wimbledon e conquistando os 4 grandes torneios apesar de Martina continuar a exibir-se em grande nível. A prova disso foi a conquista de Wimbledon em 1990 e o ter conseguido chegar (quando já passava bem dos 30) a mais duas grandes finais, perdendo em 1994 (aos 37 anos) contra Conchita Martinez.

No Século XXI ainda competia na variante de pares e em 2006 ainda vencia torneios, a prova de que foi mesmo uma desportista fora de série e merece ser considerada como a melhor tenista de sempre. Soube sempre ser fiel a ela própria, admitindo a sua orientação sexual no começo dos anos 80 demonstrando um acto de coragem igual à ferocidade que demonstrava dentro do campo de ténis.

Venceu por 3 vezes o Open de Austrália, 2 vezes o de França, 4 vezes o dos Estados Unidos e 9 vezes o de Wimbledon, um palmarés verdadeiramente invejável.









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