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Foi uma das primeiras séries Nacionais de grande sucesso, estreando como uma das grandes atracções da "nova" Rtp 2 e ganhando uma dimensão tal que se tornou um dos programas preferidos de muitos Portugueses. Zé Gato foi um projecto de Rogério Ceitil, uma tentativa de fazer um policial a sério mas com poucos meios.

Zé Gato estreou a 6 de Dezembro de 1979 e esteve no ar até Agosto de 1980, foram 12 episódios realizados por Rogério Ceitil e com Orlando Costa no principal papel encabeçando um elenco que tinha ainda nomes como Canto e Castro ou António Assunção. Com argumento e diálogos a cargo de João Miguel Paulinho, Pedro Franco e Dinis Machado, a série tentava nos dar uma história rica e realista, que ajudava a colmatar as falhas que apresentava no decorrer da acção, muito por culpa da falta de meios e dinheiro com que se debatiam. Mesmo assim isso não fez com que as pessoas deixassem de gostar do programa, pelo contrário, apesar das perseguições de carro castiças ou algumas cenas menos bem conseguidas, todos vibravam com aquele policial à Portuguesa (numa altura em que estávamos habituados a séries do género mas vindas de outros países).

Como em quase tudo produzido nos anos 80, também este genérico ficou na cabeça dos Portugueses e todos gostavam de cantarolar "Quem és tu, Zé Gato..", um poema da autoria de Jorge Palma com música a cargo de ToZé Brito e Pedro Brito com este último a interpretar o tema no começo de cada episódio. Os primeiros 6 episódios foram emitidos às Quintas, e quando a série teve que parar por 6 meses devido ao actor principal ter partido uma perna, os restantes episódios foram para o ar às Terças-Feiras.


Zé Gato (Orlando Costa) era um agente correcto, corajoso e que não tinha receio de utilizar métodos menos ortodoxos para conseguir apanhar os bandidos. Tinha por hábito fazer rodar uma moeda nas mãos, uma espécie de tique que o distinguia e o acalmava. Tinha um informador (interpretado por Luís Lello e que tinha a alcunha do "matrículas") que no fundo era também o seu melhor amigo, um típico "mânfio" de rua que por vezes corria risco de vida para ajudar o seu amigo.

Zé Gato vai ainda sempre ao seu "mestre", um polícia reformado interpretado pelo grande Canto e Castro, que lhe dava sempre as melhores dicas como fazer o seu trabalho. Por fim havia ainda o chefe (António Assunção) que no fundo admirava o seu funcionário, mas tinha também alguma inveja já que não era tão competente como ele.

Teve a curiosidade de ser transmitido a Preto e Branco e depois a cores quando voltou ao ar, teve como convidados especiais nomes como Manuel Luís Goucha, Jorge Palma e Manuela Moura Guedes, ou então no mítico episódio dedicado à pirataria com os cantores Paulo de Carvalho, Carlos Vidal e Tozé Brito a abrilhantarem esta história. Foi uma das primeiras séries nacionais a ter uma grande aceitação do público e mesmo bastante sucesso e foi a semente para outra série que viria (da autoria também de Ceitil), a de Duarte e Companhia. Isso ficou vincado no último episódio de Zé Gato (curiosamente sem ele) onde Rui Mendes e António Assunção davam vida a dois polícias malucos num episódio onde a comédia abundava.

Já foi repetido por diversas vezes, mas ainda não foi editada em dvd, uma pena para os fãs da série.











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