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Existem aqueles filmes clássicos que nos habituámos a ver porque os nossos pais gostavam de ver, filmes de cowboyada, filmes de guerra ou simplesmente filmes mais antigos que eles gostavam de ver. A Ponte do Rio Kwai é um desses exemplos para mim (e muitos que estão a ler, aposto) e daqueles filmes que não ligava muito quando era miúdo, mas quando fiquei mais velho soube o apreciar muito melhor.

The Bridge on the river Kwai (A Ponte do Rio Kwai) foi um filme centrado na Segunda Guerra Mundial, realizado por David Lean e com William Holden e Alec Guiness a abrilhantar um elenco diversificado e muito talentoso. Estreou em 1957 vencendo Sete Óscares da Academia e sendo escolhido em 1997 para ser conservado na biblioteca do congresso Norte-Americano, devido à sua importância histórica e cultural.

Uma co-produção entre Inglaterra e Estados Unidos, a história baseava-se livremente na construção da linha ferroviária de Burma que tinha utilizado civis e prisioneiros de guerra para a sua edificação. Quando era criança, a única coisa que me chamava a atenção era aquele assobio fantástico que ficou na cabeça de todos e não há quem não conheça essa melodia.

Alec Guiness interpretava o papel do Coronel Nicholson, um oficial Britânico à frente de um grupo de prisioneiros de guerra, que visava aumentar a moral e animar o espírito do seu grupo. Nicholson vê na construção de uma ponte a oportunidade para isso mesmo, apesar de isso ajudar os seus captores e o sádico Coronel Saíto (Sessue Hayakawa) e de aparentar ser um colaborador e apoiante do inimigo. Depois tínhamos as tentativas de fuga do Major Americano Shears (William Holden) que criava ainda mais divisão entre todos os prisioneiros, que mesmo que não fugissem queriam sabotar a construção da ponte.

Gosto de ver aqueles momentos em que Nicholson tentava fazer com que os seus homens fizessem um bom trabalho a construir a ponte, apesar das suas tentativas contínuas de sabotagem, apesar do valor militar que isso iria ter para os Japoneses. Estava em causa a ética e o valor do trabalho dos Ingleses, e isso prevalece fazendo com que a ponte vá ser inaugurada e utilizada pelos Japoneses. O problema é que em Inglaterra isso não é desejado e mandam um grupo ir até ao local para destruir a ponte, e pedem ao Major Shears para voltar com eles e ajudar nesse intento. Tudo o que acontece depois é fenomenal e aconselho a todos verem este filme, que é sem sombra de dúvidas um dos melhores do género e uns dos mais interessantes da história do cinema.












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