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Acompanhei regularmente a Fórmula 1 nos anos Oitenta e Noventa, e fiquei fã de muitos pilotos dessa altura, mesmo aqueles que não eram superestrelas ou vencedores regulares. Alessandro Nannini venceu apenas uma corrida, mas era um piloto carismático e daqueles que sobressaía no meio da multidão tornando-se o preferido de muitos entre o público.

Alessandro Nannini nasceu a 21 de Julho de 1959 em Siena, Itália, começando a sua carreira na Fórmula 1 no começo da década de 80, alternando com corridas pela Lancia já que lhe tinha sido negada licença para conduzir na prova cimeira automobilística. Foi no pouco competitivo e instável Minardi que ele se estreou e deu nas vistas com a sua rapidez e técnica ao volante, conseguindo muitas vezes resultados melhores do que o seu experiente parceiro, Andrea de Cesaris.

Em 1988 assinou contrato com a Benetton, para ser parceiro de Thierry Boutsen, conseguindo mais uma vez dar mais nas vistas que o seu parceiro mais experiente, Nannini chegou a subir ao pódio umas quantas vezes no 3º lugar, o que levou a que a escuderia oferecesse o lugar de primeiro piloto da equipa e ajudar no desenvolvimento do carro e na evolução do seu parceiro Johnny Herbert.


Venceu a sua primeira corrida quando os dois primeiros, Senna e Prost, saíram de pista e com outros bons resultados ficando no 6º lugar na corrida pelo título. Quando Nelson Piquet se juntou à equipa, foi natural que o Italiano descesse para o posto de segundo piloto, mas o certo é que ele conseguia sempre acompanhar o seu parceiro veterano (e campeão), e algumas vezes ficou até à frente dele nas corridas. Continuou sempre a dar nas vistas quando chegava a fazer grandes prémios onde competia taco a taco com Senna, e foi por isso normal que a Ferrari começasse a rondar o piloto e lhe fizesse uma proposta.

Infelizmente o Italiano teve um acidente de helicóptero grave que levou a que se submetesse a uma operação para que ganhasse de novo o uso da sua mão direita. A equipa Italiana decidiu mesmo assim honrar o acordo, e deu-lhe a oportunidade de fazer um teste para ver como se comportava, mas ele já não aguentava a pressão de um bólide de F1. Mesmo assim continuou ligado aos carros, em diversas competições com equipas como a Lancia ou Alfa-Romeo.

Foi mais um daqueles pilotos de "segunda linha" que eu apreciava ver aos Domingos nas corridas que davam na RTP, num tempo de emoções deste desporto e em que todos os participantes davam um pouco nas vistas.









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