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A Sega quis entrar no mercado das consolas portáteis, dominado pela Nintendo, e decidiu investir numa que se diferenciasse da sua concorrente directa com uma grande vantagem, permitia jogar a cores. A Game Gear tinha um grande obstáculo para o seu sucesso, o preço e o facto de estar tudo habituado ao Game Boy.

A Game Gear foi lançada pela Sega no Japão em 1990, saindo para a Europa e para os Estados Unidos nos anos seguintes e tentando assim ameaçar o líder do segmento das consolas portáteis, o Game Boy. O facto de ser a cores espantou muitos de nós, ela era em tudo semelhante ao Master System, tinha 8 bits mas permitia som em stereo e uma palete de 4016 cores (512 ao mesmo tempo). Tinha tudo para dominar o mercado, mas a própria Sega ajudou a que o produto não tivesse sucesso, não lançando jogos originais para este terminal, ao contrário do que acontecia com a consola da Nintendo por exemplo.

Para além disso havia outros inconvenientes, a Game Gear era bem maior do que a sua concorrente (não sendo nada prático o seu transporte) e o facto de levar 6 pilhas que se gastavam num instante com um ecrã que consumia muita energia. Se juntarmos a isso o facto de tudo estar já habituado a jogar com o Game Boy, contente com os jogos que saíam para essa consola e querendo ser igual aos amigos que tinham já um desses.



O aparelho chegou a vender mais de 11 Milhões de unidades, o que fazia ficar bastante atrás da Nintendo que vendia 10x mais isso. Para além de se poder jogar a cores, a Sega decidiu colocar outras funcionalidades, comprando um certo tipo de acessórios podia-se ver tv ou ouvir rádio na Game Gear, tentando assim fazer com que ela se destacasse do resto sendo mais que um simples videojogo.

Não tive nenhuma, mas lembro-me de jogar na de um amigo meu e realmente não era tão agradável nem tão prático como o Game Boy.











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