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Gary Lineker foi um dos melhores avançados da década de 80 e um raro caso de fair play, nunca tendo recebido na vida um cartão vermelho ou amarelo. Um futebolista que dava tudo de si em campo e que encantou uma geração com um estilo de jogo elegante e eficaz.

Gary Winston Lineker nasceu a 30 de Novembro de 1960 em Leicester na Inglaterra, começando a sua carreia no final dos anos 70 no clube da sua cidade natal, o Leicester City. Ajudou o clube a subir pelas várias divisões em Inglaterra e em 1981 deu nas vistas ao ser o melhor marcador na segunda divisão desse país, e na estreia na divisão principal ficou apenas atrás do mítico Ian Rush, sendo por isso previsível que mais cedo ou mais tarde desse o salto para um clube de outras ambições, confirmado quando na sua segunda temporada entre os grandes foi o melhor marcador da First Division.

No final da temporada de 85, transferiu-se para os campeões Everton, sendo de novo o melhor marcador da liga e levando o clube ao segundo lugar na tabela. Na selecção do seu país começou também a dar nas vistas, sendo o melhor marcador no mundial do México em 1986, fazendo com que fosse o primeiro (e até hoje único) Inglês a vencer a bota de ouro.

Depois de 41 jogos e 30 golos no Everton, foi natural o salto para outro clube e desta vez no estrangeiro sendo contratado pelo Barcelona numa altura em que não era muito comum para um futebolista Inglês dar o salto para outro país.

Foi uma das escolhas do treinador Terry Venables, tendo ainda a companhia do Galês Mark Hughes. Chegando com grande atenção dos media e dos fãs devido à campanha que fez no Mundial, Lineker não desiludiu sendo o melhor marcador da equipa, e ajudando o Barcelona a vencer um jogo emocionante contra o Real Madrid conseguindo um hat-trick e fechando assim o jogo num 3-2 a favor dos de camp nou.

Venceu a taça do rei e a taça dos vencedores das taças pelo clube catalão, marcou 42 golos em mais de 100 jogos e saiu em 1989 quando o Holandês Cruyff pegou na equipa e o mudou de posição para o lado direito do meio campo.

Voltou então a Inglaterra e ingressou no Tottenham, onde venceu uma taça de Inglaterra e foi de novo melhor marcador da primeira divisão por duas épocas diferentes. Marcou mais de 60 golos nos pouco mais de 100 jogos pelos spurs, mas nunca atingiu a glória numa equipa que dificilmente subia além dos lugares a meio tabela.

No mundial de 90, marcou quatro golos e ajudou a Inglaterra a chegar às meias finais, provando mais uma vez ser um dos melhores na sua posição estando sempre no lugar certo na hora certa. Ficou a um lugar do recorde de golos de Bobby Charlton, conseguindo esse número em menos jogos que o veterano. Tem um dos melhores ratio de sempre entre jogos jogados e golos marcados, e tem o recorde impressionante de em 16 anos de carreira e mais de 500 jogos, nunca ter levado um cartão amarelo ou vermelho e marcado mais de 280 golos.

Um dos meus preferidos sem sombra de dúvida.











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