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Quantos dos que estão a ler isto não receberam já a dada altura um dos livros da Anita? Desde os anos 60 que são uma prenda comum para os mais novos (principalmente para as meninas) e continuam a ser publicados até aos dias de hoje, mesmo já não tendo o apelo de outrora. Um mundo simples e inocente, tentando mostrar a pureza do mundo aos olhos de uma criança.

Gilbert Delahaeye escrevia os textos que eram ilustrados de forma fantástica por Marcel Marlier, começando a sua colaboração em 1954 com o livro Anita na Quinta e no mesmo ano o Anita aprende a ler. Após a morte de Gilbert (em 1977), o seu filho Jean-Louis continuou o legado escrevendo as aventuras desta petiz que começou a ser publicada em Portugal em 1965. Rapidamente se tornou um sucesso e começou a ser uma prenda comum que as Avós ou Tias compravam para as meninas mais novas da família (e por vezes aos rapazes também).

A editora Verbo foi a responsável pela publicação destas aventuras tanto em Portugal como no Brasil, é uma das imagens de marca da editora e o selo Verbo Infantil existia basicamente para os livros desta pequena menina que tem vários nomes em diversos países mas que aqui ficou como Anita.



Anita tem uns 5 ou 7 anos e os títulos dos livros mostram as "aventuras" que alguém daquela idade pode ter, desde uma ida à quinta como ter aulas no Ballet ou ainda num balão. Também apareciam coisas "básicas", como o aprender a ler, o ir à escola, o estar com um burrito, tudo servia para escrever um livro. Anita estava quase sempre acompanhada pelo seu cão Pantufa, e por vezes pelo seu irmão.

Os textos nunca eram muito longos, serviam apenas de suporte para as magníficas ilustrações de Marcel e era isso que "contava" a história. Chegaram-me a oferecer 2 livros disto, mas isto realmente era mais para menina e nada daquilo me prendeu muito. Ainda hoje podemos encontrar estes livros à venda e aposto que muita Avó continua a comprar para oferecer à sua netinha.

O maior problema é que, apesar de isto retratar a pureza com que as crianças encaram o mundo, aquilo tudo ficou muito preso noutros tempos, é demasiado inocente e castiço para os dias de hoje, as coisas já não são assim tão surpreendentes ou básicas. Mesmo assim continua a ser editado e alvo de procura, logo há crianças ainda fascinadas com o mundo da Anita.





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