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O começo da SIC foi povoado por imensos programas que marcaram a TV em Portugal, quer por serem muito animados quer por serem muito sentimentalistas. O Ponto de Encontro é um dos bons exemplo dos sentimentalistas, um programa de sucesso que promovia o reencontro em familiares há muito separados.

Henrique Mendes foi o escolhido para apresentar o programa, um rosto que tinha sido afastado dos ecrãs da RTP após o 25 de Abril mas que muitos ainda tinham na memória. Uma boa escolha já que a empatia deste quer com os telespectadores quer com os convidados deu uma alma ao programa que ajudou em muito ao seu sucesso.

Ponto de Encontro estreou-se no horário nobre da SIC em 1994, não me lembro já do dia em que era transmitido mas foi mais um programa a seguir as linhas de Perdoa-me e All you need is love, ou seja procurava a lágrima embora não de uma forma tão intensa como os outros dois. Isso também por causa do apresentador, a sua voz calma, o seu ar sereno davam outro aspecto ao programa que propunha também outra coisa que mexe sempre com os sentimentos de todos, o reencontro de familiares perdidos há muito pelas vicissitudes da vida.

A longevidade do programa (esteve no ar até 2002) deu a entender que isto é algo comum em Portugal, quer a separação de famílias quer o nunca se terem encontrado como acontecia em alguns casos. Ou seja a pessoa sabe que tem família numa certa região, até podia saber nome e isso mas não fazer a mínima onde moravam ou como os contactar e nunca os ter sequer visto na vida.

Escrevia-se para a produção e esta fazia um esforço considerável para descobrir esses elementos, por vezes era uma tarefa quase impossível e os custos do programa deviam disparar com estas investigações. Após o sucesso dessa busca, combinava-se então a ida ao programa, aí começava o "falseamento" do que víamos depois, afinal parecia que as pessoas iam para lá sem saber se tinham encontrado ou não os familiares mas afinal já sabiam que sim, que já tinham sido encontrados e até podia haver acordo se podia haver "choradeira" ou não dando uma ideia das perguntas que o apresentador podia ou não fazer.

Mesmo assim as coisas funcionavam, o programa teve quase sempre boas audiências e quase todo o Portugal comentava e sabia do que ele tratava mesmo que não seguisse com atenção. Um dos maiores sucessos da SIC sem sombra de dúvidas.













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