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As canetas de feltro eram parte essencial da vida de uma criança. não passávamos sem poder colorir uns livros ou os nossos próprios desenhos e as preferidas de todos nós eram as canetas Molin. Existiam outras marcas, mas os estojos da Molin tinham algo de especial, e o cheiro delas era algo que todos reconheciam logo à partida.

Sempre gostei muito de pintar, mas também tive sempre um grande problema, o de ficar todo arrepiado e incomodado com o barulho de uma caneta de feltro quase gasta e sem tinta. Logo os estojos de caneta Carioca para mim não eram uma boa solução, eram a mais económica sem dúvida mas gastavam-se muito depressa e nem com o velho truque de colocar alcóol na esponjinha a coisa resultava.

Logo sobravam as Molin, com uns estojos todos bonitos e com umas cores muito mais vivas, as Carioca por vezes tinham um ar muito deslavado mas com a Molin era tudo com uma cor muito mais viva. Existiam os simples com 6 canetas (muito deprimente), os que quase todos tinham com 12 e aqueles que começavam a ser mais aceitáveis, os de 24. Isto dava-nos um certo estatuto, o podermos escolher entre uns três ou quatro azuis diferentes.

Mas os reis do recreio eram os que tinham aqueles estojos com 48, que se desdobrava e tinha uma panóplia enorme de cores que por vezes pouca diferença tinham uma para a outra. Eu tinha sempre muitos blocos de folhas brancas de desenho, muita casa com o sol por cima eu desenhei, muita árvore de natal com presentes coloridos por baixo, muito mar e barquinhos, tudo com muita cor.

Um clássico que ainda hoje continua a apaixonar todas as crianças, quem não quer ver o seu desenho colorido em toda a sua glória?




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