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Hoje lembro mais uma produção da dupla Hanna-Barbera, que mostrava uma família simples que vivia um futuro fantástico, com carros voadores e robôs a viverem entre humanos. Os Jetsons eram portanto o oposto de outra família muito conhecida do estúdio, ficaram longe do sucesso da sua contra-parte pré-histórica, mas conseguindo deixar mesmo assim boas lembranças em muitos de nós.

Os Jetsons estrearam em 1962 em pleno horário nobre da ABC (mais uma produção da Hanna-Barbera para esse horário), competindo assim com sitcoms com actores de carne e osso que passavam em outras estações. Os primeiros 24 episódios foram transmitidos nesse horário (e a cores, sendo um dos primeiros programas a passar no canal nesse formato), passando depois para os Sábados de manhã onde ficaram até a década de 80.

No Brasil chegou a ser passado na década de 60, pela TV Excelsior, e mais tarde foi a SBT a mostrar as aventuras desta família futurista. Por cá não sei se passou antes dos anos 80 (mas conhecendo o historial da Hanna-Barbera no nosso País, acredito que sim), mas durante a década de 80 eles passavam na TV em algumas ocasiões, mas nunca de uma forma regular.


Os Jetsons viviam numa utopia futurista, com robôs e aliens a fazerem parte do dia a dia, e (assim como nos Flintstones) maior parte das piadas vinham das invenções malucas que permitiam melhorar a vida das pessoas. A série teve só 24 episódios, mas nos anos 80 foram produzidos mais episódios (mais de 40) com algumas diferenças em relação à série original. Essa (como a sua contra parte da pré história), brincava muito com referências e personalidades conhecidas da década de 60 e tinha as famosas gargalhadas enlatadas. Para além disso os dos anos 80 apostavam mais nos computadores e coisas mais estilizadas, enquanto que o dos anos 60 mostrava as coisas como as pessoas imaginavam que o futuro iria ser. Nos anos 90 chegaram a ter um filme que teve algum sucesso.

George Jetson era o típico chefe de família, um homem de 40 anos que tentava cumprir bem o seu trabalho para sustentar a sua família e agradar o seu patrão, o Sr Spacely (que o despedia em quase todos os episódios para depois o recontratar no final). George era casado com Jane, uma mulher nos seus trinta que cumpria a tradição (pelos vistos no futuro as coisas continuavam assim) de ficar por casa a educar os seus filhos e a tratar da casa. Se bem que neste caso era a empregada, uma robô chamada Rosie, que fazia toda a lide diária.

Nos filhos Judy Jetson mostrava que os adolescentes com 15 anos iriam continuar a mesma coisa no futuro, preocupada com a moda e nas saídas com os seus amigos, enquanto que Elroy era um rapazinho de 6 anos super inteligente e que adorava brincar com o seu cão Astro. Tanto Astro como Rosie apareceram muito mais na versão de 1980 do que na original.

Não era tão fã desta série como era dos Flintstones, mas divertia-me com alguns dos episódios e principalmente com as confusões que o George se metia.










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