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Todos sabíamos as marcas que as nossas Mães e Avós usavam na lida da casa, a dona de casa dos anos 80 era por norma muito fiel a uma marca, e por isso sabíamos de cor o que se usava lá por casa. Para lavar à mão o preferido lá de casa era o Presto, o que para mim era uma alegria, porque assim podia ver os glutões do anúncio em acção. Pura desilusão e um dos primeiros grandes desgostos de uma geração, o saber que não existiam os Glutões do Presto.

A embalagem era facilmente reconhecida por ter esses famosos glutões na caixa, segundo os anúncios televisivos e os das revistas, eram esses bichinhos que iriam comer as nódoas e limpar a nossa roupa, por isso era normal que muitos de nós abrissem a embalagem e esperassem encontrar lá dentro esses tais glutões. Por vezes até despejávamos na água para ver se eles surgiriam dessa forma.

O cheiro era agradável, o habitual em muitos dos detergentes o que fazia com que não nos importássemos de vasculhar naquele pó em busca de algo que julgávamos ser uma espécie de super heróis da limpeza. O detergente em si devia ser bom, para continuar a merecer a preferência das nossas Mães numa altura em que abundava a escolha nos detergentes, a versão máquina não as conquistava mas à mão era um dos líderes incontestáveis.












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