A embalagem era facilmente reconhecida por ter esses famosos glutões na caixa, segundo os anúncios televisivos e os das revistas, eram esses bichinhos que iriam comer as nódoas e limpar a nossa roupa, por isso era normal que muitos de nós abrissem a embalagem e esperassem encontrar lá dentro esses tais glutões. Por vezes até despejávamos na água para ver se eles surgiriam dessa forma.
O cheiro era agradável, o habitual em muitos dos detergentes o que fazia com que não nos importássemos de vasculhar naquele pó em busca de algo que julgávamos ser uma espécie de super heróis da limpeza. O detergente em si devia ser bom, para continuar a merecer a preferência das nossas Mães numa altura em que abundava a escolha nos detergentes, a versão máquina não as conquistava mas à mão era um dos líderes incontestáveis.

