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Os anos 80 foram férteis em estações de Rádio, aparecia uma nova quase todos os dias e uma das que teve bastante sucesso foi a Correio da Manhã Rádio, do grupo Presslivre.

Carlos Barbosa, fundador do jornal Correio da Manhã, imaginou a rádio CMR com o mesmo nome como uma extensão do diário, embora fosse no fundo completamente diferente acompanhando a energia que fazia parte de todas as rádios Piratas da altura. O nome escolhido para dirigir a estação era o de Rui Pego, que formou uma equipa de luxo com profissionais vindos da Rádio Renascença e com alguns jovens valores que começaram ali a despontar.

Os começos desta estação destacavam-se pelo facto de não terem ninguém nos microfones, ou seja era música do começo ao fim da emissão e aqui optava-se até por algo que poucos faziam, a passagem de discos na sua íntegra. Rapidamente começaram a surgir as vozes que iam marcar a estação, que era basicamente uma rádio de Música e Notícias, com programas de autor apenas à noite ou nos fins de semana.


O melhor da rádio aconteceu no período entre 1987 e 1991, entre 92-93 a estação perdeu um pouco a sua identidade e começou a querer colar-se muito, ou até mesmo rivalizar, com a TSF. Em 1993 o projecto chegou ao fim e houve uma fusão com a Rádio Comercial ficando esta como a única estação legal.

Lembro-me de gostar bastante do programa de entrevistas de Pedro Rolo Duarte, e do programa "Silêncios de Ouro" que passava discos completos do começo ao fim, sem unir as músicas e deixando até as "Brancas" entre cada música no programa. Era algo fantástico poder escutar, ou gravar, um disco completo desta forma, muito bom mesmo. Outros programas de sucesso incluíam aqueles que promoviam a Música Jazz (como o Até Jazz), o Baile de Finalistas que promovia as músicas dos anos 50 e 60, ou o programa da Manhã conduzido por Mário Fernando.



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